09 junho 2014
Na Cadência do Samba
Sempre fui do tipo que planeja. Meu dinheiro era guardado e usado como o esperado, meus prazos cumpridos, trabalho e depois prazer, nessa ordem. Sem exceção.
Mas eu não estava bem.
Há uns dois anos, decidi que não iria mais me programar. Deixei a vida me levar. Não juntei dinheiro, não fiz planilhas, mas eu não estava bem.
Agora, já acho que é um pouco dos dois. Primeiro a gente planeja, orça, se prepara o melhor que dá e vai. Só que de olhos fechados e no escuro.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
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