Eu jurei que não escreveria mais até que tivesse terminado de revisar meu livro. Esse era um pequeno estímulo para me fazer acabar logo, mas acontece que no meio do caminho eu fiquei tão triste, que não deu para segurar.
Todos nós procuramos um alguém especial. Aquele que vai estar do lado, desfrutando dos nossos desfrutes, rindo das nossas risadas, nos acompanhando.
Constante e incessantemente, me pergunto por que é tão difícil assim encontrar esse alguém? Tantos querendo. Tão boas pessoas. E por que não se encontram, e quando se encontram, por que não dura?
Ontem escrevi uma carta para Deus buscando um pouco de paz, talvez? ou seria alento? É possível que eu só quisesse que ele preenchesse esse vazio que fica quando alguém, ou a perspectiva de tê-lo, se vai.
Conheci pessoas que estavam sempre namorando, que "não conseguiam ficar sozinhas". Bom, eu que sempre fui só, nunca entendi muito bem isso. Sempre fui eu e eu mesma, não tinha bem com quem contar. Dessa vez foi a primeira vez que me senti namorando mesmo, criando uma história junto e tal.
Não vou dizer que sinto falta dos dias que fui deixada de lado, das infinitas vezes que fiquei sozinha, porém acompanhada. Não sinto falta de ser mal tratada, tê-lo "gritando" comigo. Enraivecido. Mal humorado. (ponho gritando entre aspas, porque ele nunca gritou efetivamente. Na verdade, sou extremamente sensível a desentendimentos, e qualquer voz mais grossa ou elevada já me fere profundamente. São traumas por ter sido criada em uma família na qual, dia após dia, eu despertava do sono com a minha mãe xingando e meu pai berrando. Eles sempre brigaram muito, ao ponto disso ser o natural da conversa deles. Eles não achavam mais que brigavam, eles estavam só "conversando").
Lembrando dele e dos meus pais, penso: " E até que ponto a gente pode suportar? Até que ponto dá para driblar, ignorar, arrumar um jeito de lidar com aquilo que é do outro, com as suas distrações, seus defeitos, sua humanidade?"
Tenho certeza que essa resposta é única em nós, mas para mim, de verdade, acabou quando os gritos, a grosseria e o mal humor deixaram de ser algo que se está trabalhando para conseguir melhorar e virou regra. Passou a ser "como você é tratado no nosso relacionamento" e isso, sem dúvidas, foi o que me fez separar. Eu realmente acho que mereço ser bem tratada. No mínimo, da melhor forma que você pode fazer. E você não fez.
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