
Quando criei esse blog pensei em oferecer um meio de vocês conhecerem o que se passa na minha cabeça e não se sentirem solitários/ estranhos/ deslocados no mundo.
A pergunta que me fiz para não sentir solitária/estranha/deslocada foi: "Qual o real propósito da minha vida?"
Tenho feito essa pergunta de forma intensa e incessante há alguns anos já. E espero conseguir ser um instrumento de paz e amor para vocês.
Namastê!
Rio, 04 de dezembro de 2011.
Tenho o hábito de reler o que escrevi e fazer comentários datando-os. Bate uma vergonha a cada releitura, mas é um mal necessário.
Escrevi alguns textos nesses últimos 3 anos, a solidão aumentou, agora ela é desejada, a estranheza atingiu seu grau máximo, beirando a naturalidade e o deslocamento inevitável.
O blog virou um escarro. Sinto pena de vocês... só sai verdade publicada aqui.
Rio, 13 de março de 2013.
Mantendo meu hábito do recomentário...
Ainda escarro. Ainda sinto pena de vocês. Ainda sinto vergonha, mas desta vez mais feliz.
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...
Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2013.
HAHAHAHAHAAHA e eu que pensava que nunca havia comentado como de costume o que escrevo. Bobinha, eu!
Tenho menos pena agora. Entendo que o que chamo de "solidão desejada" é, na verdade, solutude: "sublime condição na qual a pessoa pode 'juntar pensamentos', ponderar, refletir sobre eles, criar - e, assim, dar sentido e substância à comunicação". (44 Cartas Líquidas do Mundo Moderno. Bauman, Zigmunt. Pág 17.)
Ainda não sei porque escrevo. De repente Sartre me ajuda, tem um livro dele "O que é Literatura" que estou lendo no Kindle, essa coisinha fabulosa que tem por defeito irreparável (ao menos por enquanto) a impossibilidade de se fazer rabiscar. Para que servem os livros se não para sublinhar, rabiscar, circular e escrever enquanto parimos os melhores e mais banais pensamentos enquanto lemos, hein!?
Esta é uma introdução. Talvez seja a última antes da publicação, talvez não... quem sabe quanto tempo levaremos daqui até as livrarias?