Domingo passado, conversando com uma amiga que também tem o triste hábito de se sabotar dei um discurso inteiro sobre a maneira pela qual ela se pejudicava e por que motivo fazia isso.
Concluí dizendo que, na verdade, o desespero de não mais se sentir abandonada faz com que ela queira alguém, mas que nunca pense a respeito de como será essa pessoa. Então, diante de tantas opções que a vida oferece, nenhuma delas parece correta, completa ou justa. Minha amiga, que é uma mulher inteligente, bonita e competente, fica perdida diante de homens bonitos, gentis, cultos, sem saber bem qual deles escolher.
Para mim é sempre muito bom divagar sobre a vida alheia: sempre encontro um espelho que reflete minha própria imagem. Na medida que resolvo o problema dos outros, acabo resolvendo o meu também!
Pois veja você que euzinha me encontro na mesma posição que minha querida amiga, B. Tenho esse desejo angustiante de manter uma família (digo manter, porém há bem pouco tempo diria mesmo ter. Não reconhecia a família que tinha, sua beleza bruta, suas.... como é aquela palavra mesmo que aprendi outro dia? Idiocrasias! O que é só uma forma bonita de dizer particularidades!). Quero muito, muito mesmo ter com quem dividir a vida, mas nunca pensei bem sobre como seria essa pessoa... e agora, pensando melhor, já que já tenho uma família... De repente posso me dar ao luxo de ter um namoradinho. A vida sempre foi tão séria. Seria bom encontrar alguém só para aproveitar, sem o peso da responsabilidade de um lar.
Nesse caso, se fosse pensar em como seria meu namoradinho (pareço uma senhora que foi jovem nos anos 20 dizendo namoradinho, mas...) o que eu ia querer?
Bom, quereria um rapaz bonito. Não precisa ser desses de capa de revista cheios de calombos, confesso que esses não muito me atraem. Prefiro os falsos magros, daqueles que têm o corpo moldado pelo esporte do fim de semana. Braços! Gosto de bíceps torneados! Confesso, sempre gostei! Tem de ser alto, mas não muito! Mínimo de 1,75m máximo de 1,85m, com 10 cm de variação dá para fazer bastante coisa. Branco, moreno, negro, tanto faz. Tem de ter algo em particular que eu ache legal, mesmo que ninguém mais concorde. Gostava (ou ainda gosto, sei lá) desse menino que fazia umas ruguinhas no canto dos olhos toda vez que sorria, é meio bobo, mas acho legal!
Quereria alguém com quem fosse bom conversar. Tive um namorado uma vez que, sempre depois do jantar, nos sentávamos na varanda para fumar e conversar. Ele me contava dos feriados em Israel (ele é israelense), dos seus pais. Adorava ouvir suas histórias! Normalmente passávamos o dia de folga juntos e sempre tinha assunto. Um livro que leu há 10 anos, o da semana passada. Era muito bom.
Tem de partilhar dos mesmos valores. Roubar vai ser sempre roubar. Assim como matar, enganar, desviar, mentir. Caráter e valores não são negociáveis. O que é certo é certo, por mais doloroso e trabalhoso que seja aplicar. E era aí que o judeu escorregava.
Os gostos podem ser variados, mas adoraria ter alguém com quem pudesse negociar. Sempre negocio com as minhas amigas. Tenho uma amiga (que inclusive vai para Irlanda mês que vem estudar! Deixou-me muito orgulhosa com a iniciativa! Ela é meio medrosa, do tipo que não tenta coisas novas! É um grande passo para ela!) a qual todas as vezes que nos encontramos comemos pizza no Pizza Hut e vemos um filme. Sinceramente não ligo para a pizza, confesso que com outras pessoas até opto por algo diferente e reservo o dia da pizza para ela, já que ela tem várias restrições gastronômicas e eu... bom, para mim tanto faz. Porém na escolha dos filmes, aí já funciona diferente! Ela é desse tipo que gosta de filmes de animaizinhos, tipo Marley e Eu ou Winter, o golfinho sem rabo (sei lá qual o nome verdadeiro do filme). Já eu prefiro filmes... sei lá, sem animais. Então, numa vez que vamos ao cinema, ela escolhe um filme e na próxima vez que saímos quem escolhe sou eu. Porém, se está na vez dela escolher, mas estreou um filme que quero muuuuuito ver, vemos o meu e aí ela tem direito a escolher 2 filmes seguidos. Passou uma vez que eu devia tantos filmes seguidos para ela que acabamos vendo Winter, o golfinho sem rabo, o qual jamais veria, mas como devia muito, foi justo!
Queria mesmo poder negociar, sou dessas que não gosta muito de bebida, balada, barulho, gente suada roçando em mim. Contudo, vez ou outra gosto de tomar um porre com uma amiga, dançar como se fizesse academia todos os dias ou ir a um ballet. Sinceramente adoraria ter alguém em que pudesse confiar de ir à boate e ficar em casa lendo. Até busco na saída! Sem problemas, vale tudo para preservar vocês vivos! Confesso que não posso reclamar muito dos meninos que namorei, eles eram confiáveis, dava para deixar sair sozinhos! A grande questão é que eles não queriam! Mesmo dizendo que podiam ir, que estava tudo bem, insistiam que eu fosse! Eu acabava não indo, ou indo e a gente brigava. Chato isso. Não gosto de gente grudenta.
Visão de mundo é vital também. A minha?
"Errado é aquele que fala certo e não vive o que diz"
"Errado é aquele que fala certo e não vive o que diz"
Ah é, esqueci de dizer. É importantíssimo que possamos dizer a verdade. Especialmente nesses momentos que tentamos nos enganar e esconder o que realmente está acontecendo. É importante que o outro não se ofenda e saiba que aquilo que seria um "jogar na cara" nada mais é do que eu o ajudando a resolver seu problema mais rápido. Enganar-se não resolve nada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário