Eu sinceramente nao entendo a dinamica das pessoas.
Essa semana me disseram para parar de analisar os outros.
Como?
Me dizem para prestar mais atencao nas atitudes em detrimento as palavras.
Muito dificil. Eu nao sei ler atitudes. ou talvez saiba e so nao queira acreditar.
outro problema eh essa historia q o meu mapa astral conta a respeito de sempre quer o q nao me quer e ser querida por algo q nao quero.
Porra quando q isso vai parar?
Muito desgastante essa historia.
E a historia da conquista?
Do tesao em conquistar e depois nao querer mais?
e a historia de nunca ser conquistada?
sera q eh realmente possivel ser conquistado?
Outra coisa q nao entra na minha cabeca.
Essa historia de movimento involuntario.
Me apaixoenei. Como assim se apaixonou? Vc nao viu MESMO vindo?
parece um tanto absurdo.
Talvez eu devesse mesmo parar de analisar td.
weird.
Eu lembro da Bones
29 abril 2010
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
26 abril 2010
Error 4004:Not enough memory to generate the mesh.
Imagem: Pedro Luiz Correia de Araujohttp://doodle-knoodle.blogspot.com/
Parte 1: Introdução à minha linha de raciocínio.
Esse texto vai ser um tanto quanto aleatório...
Frequentemente tenho tempestades de pensamentos que me impedem de seguir um raciocínio lógico... ou ao menos de digitar na velocidade que processo dados e chego à conclusões... no entanto farei o melhor de mim.
Parte 2: As listas.
A minha vida é regida por listas: lista do mercado, lista de afazeres, lista de metas, lista de qualidades, de defeitos, de obrigações, de prazeres, de sonhos, de reclamações, de mudanças, de trabalhos, de desejos, lista de descrições, lista de análises, de contas. Listas. Listas. E mais listas...
As listas são o primeiro passo para a organização principalmente mental e financeira. A financeira é mais fácil e exige apenas 3 tipos de listas:
1-Lista de contas.
2-Lista de recebimentos.
3-Lista organizacional direcionando o dinheiro que entra para onde deve ir.
A Mental é muito complexa e pode passar por zilhões de etapas antes de chegar a uma unicidade. No entanto, uma das listas que sempre se destaca no processo de organização mental é a lista de metas.
Publico a minha LISTA DE METAS do dia 20/04/2010.
1- Mestrado ou Doutorado em Historia da Arte.
2- Pos Graduacao ou MBA em Gestao Empresarial.
3- Fluência em - pelo menos - 5 línguas Português Inglês Espanhol, Frances e uma quinta que creio ser Hebraico.
4- Viajar pelo menos 1 vez ao ano(não contando viagens de negócios)
5- Empretec.
6- Curso de desenho de moda no Cetiqt.
7- Conseguir reunir tudo que estudei (desenho, pintura, historia da arte, reciclagem, fotografia, artesanato, inglês espanhol, francês os programas de edição de imagem, arquitetura e 3D, design e bem tudo mais) e conseguir fazer disso uma profissão. Dane-se se é complexo e difícil demais!
Essa é a minha lista de metas práticas. A lista de metas evolucionais é pessoal demais. Não publicarei!
Parte 3: Um gatinho chamado Noir.
Eu nunca tive um gato antes. Alias não sou uma pessoa muito ligada à animais domésticos, especialmente gatos. Sou muito alérgica.
Porém, minha historia com esse gatinho teve início na companhia durante a dor e alimentação na fome. E depois, bem... depois me apeguei e não consegui largar. Nunca pensei que isso fosse possível: me apegar. Bem, aconteceu, e mesmo ele sendo um gato, gosto dele.
A conclusão do meu pensamento de hoje é que eu me desespero demias, planejo demais, também. Tudo em vão! Afinal, independente da minha alergia, o Noir ainda mora comigo. Se conseguir entender, entenda.
Uma frase legal: " A superior pilot uses his superior judment to avoid situations which require the use of his superior skill!" ( Frank Borman)
Marcadores:
ue
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
24 abril 2010
Algo sobre o amor...

Algo sobre o amor que encontrei no meu HD.
É isso! Nas relações, tudo gira em torno de conseguirmos ou não controlar nossos impulsos. E isso é tão fácil de ser percebido no outro, que, muitas vezes, chega a ser engraçado! Ao final, tudo fica divertido – quando estamos do lado de fora, nos identificando e rindo de nossas próprias desgraças.
A lógica é simples: ao invés de controlar nossos impulsos – o que seria mais saudável e esperado – passamos a controlar os outros. Queremos fazer deste nosso príncipe ou nossa princesa. A questão é que, para tanto, concedemos e concedemos indefinidamente. O mais curioso é que esse outro está tão distante desse papel de perfeição imperial, que só o que conseguimos é perder tempo… Engolir o sapo, o brejo e tchau tchau reino.
Você já deve ter ouvido de suas amigas e amigos: “EU GOSTO DELE(A), mesmo não sendo tão legal. Mesmo falando errado. Mesmo usando umas roupas nada a ver, mesmo não tendo sucesso, mesmo agindo como uma criança, todo o tempo infantil, mesmo mentindo, mesmo fazendo-se passar pelo que não é… É!
E é também verdade o “ACEITO SEM QUERER quando ele ou ela escorregam e se envolvem com outros ou, quando sem perceber, me esquecem ou pior me ignoram com minha dor… quando mente, quando não aparece, não liga… Não atende ou retorna meus chamados…”
Bad romance
Mesmo uma história sem pé nem cabeça – como diz a música da Lady Gaga –, não importa: eles batem o pé e dizem: “GOSTO DELE(A)” Será mesmo? Será mesmo isso gostar? Amar? É verdade que o amor é incondicional – mas quando está surdo, cego e mudo, cuidado!, canoa pode estar furada.
Só o que conta é a VAIDADE, o EGO, a disputa pela conquista de algo que DE FATO NÃO QUEREMOS CONQUISTAR. Até porque – em sã consciência – quem quer viver NUMA HISTÓRIA QUE ESTÁ MAIS PARA UM LIXO do que para um deleite? Por que então agimos assim? Por que nos fazemos assim “imbecis” no amor?
Auto-estima
Não é mesmo porque queremos! Talvez porque estejamos com problema de auto-estima, talvez porque tenhamos crenças erradas sobre relacionamento; talvez porque não nos conhecemos o suficiente para compreender nosso valor…
Então, buscamos nesse impossível, uma medalha, troféu, qualquer símbolo de conquista que nos faça parecer vitoriosos. Ledo engano! Tão logo temos o troféu na mão, jogamos fora. Não dá mesmo para conviver com um(a) “infeliz” deste(a)s.
Não há justificativa que dure tanto assim. E, aos poucos, vamos percebendo que – oh!– não era bem isso. Então queremos o outro? Difícil quando qualificamos e desqualificamos todo o tempo numa sinfonia que não acaba!
Queremos mesmo é sofrer. Queremos ser pisados, queremos alguém para nos punir – e nem sabemos o por quê… Não importa. Retroalimentamos dessa forma nossa doença, nossos impulsos doentios, nosso vício de comportamento que em nada nos engrandece…
Dá para mudar. Mas para tanto precisamos abrir mão do estrelato. Deixar de lado esse jeito de ser BIG BROTHER, que nos coloca no palco como vitimas ou algozes.
Espectadores ou atores? Essa é uma escolha que impacta sobremaneira na nossa qualidade de vida.
Correções de rota
Como espectadores, com certeza, vamos ter tempo para olhar tudo à nossa volta com a distância necessária para as correções de rota. Para as mudanças internas. Para a clara compreensão do que queremos e não queremos. Podemos ou não podemos.
Como atores, nos misturamos com a história, com o outro. Deixamos de SER para EXERCER um papel, um personagem, um nem sei bem o que… Perdemo-nos e, com essa atitude, deixamos passar o que temos de único: A VIDA.
Fica aqui por isso o convite à reflexão – controlar nossos impulsos, desligar o automático, desapegar do outro e de seus problemas. Isso não quer dizer viver com o freio de mão puxado – não é ir para o outro extremo o pêndulo. Quer dizer: ter mais atenção, respeito e amor para consigo mesmo. Quer dizer ESTAR PRESENTE. INTEIRO. ÍNTEGRO. APAIXONADO PELA VIDA E POR CADA SONHO REALIZADO.
As relações, as escolhas aos poucos se tornarão mais sábias, mais sensatas… Escolhas, sempre escolhas!
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
22 abril 2010
Eu, Frost e os caminhos do empreendedorismo.

Foto: Bruno Silveira. http://www.flickr.com/photos/brunoaecb/
Na terca-feira dia 20/04/2010, assiti a palestra do Sebrae sobre o Empretc.
O Empretec tem por o objetivo formar empreendedores. No entanto eu gosto de pensar que o Empretec eh uma luz no fim do tunel para aqueles, como eu, que nao fazem parte dos 3 - ridiculos - % da populacao mundial que nasce com o dito "tino comercial".
Uma breve explanacao spbre empreendedorismo...
Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar.
E Empreendedor eh o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano.
A primeira vez que ouvi sobre empreendedorismo foi na faculdade de Design. E assim que compreendi o que era, descobri - dentro de toda a loucura de possibilidades de caminhos que eu pudesse seguir - que era isso que queria para mim. Ser uma Empreendedora. Veja bem que esse eh um conceito muito mais amplo que simplesmente "ser uma mullher de negocios". Ser um emrpeendedor eh uma filosofia de vida. Eh saber ver, ter coragem de investir, resistir quando as adversidades virem, desfrutar sua conquista e preparar-se para o proximo desafio.
Por hora, participei da palestra apenas.
O processo divide-se em 3 etapas:
1- Palestra de aprensentacao. Onde eh dito o que eh o Empretec e qual a sua finalidade.
2- Entrevista. Eh mais uma orientacao para que saibamos se estamos aptos ou nao a participar.
3- Seminario. Eh o aprendizado em si.
Ouvir sobre o Empretec me fez muito feliz!
Eu sempre me questionei sobre o que fazer da minha vida profissional. Pensava que tinha de fazer algo em que me saisse bem. O problema surgiu quando descobri que sou naturalmente caprichosa. E que tudo que faco sai bem. No entanto, nem todas as coisas que faco me agradam.
Com o empreendedorismo descobri que melhor que o 9,0 de coisas que eu faco bem eh o 9,0 que reune o melhor de mim. ( hehehehe fazer o que? Sou perfeccionista!)
"[...]Em algum lugar, há uma distância de tempo imensa:
divergiam em um bosque duas estradas
e eu escolhi a menos viajada
e esta escolha fez toda a diferença."
Robert Frost, 1920.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
17 abril 2010
Jobs e a Praia...

Ontem eu assisti ao video do Steve Jobs ( Dono da Pixar, NeXt e Co-fundador da Mac).
Sei que para algumas pessoas, como meu pai e meu irmão, ter uma religião ajuda verdadeiramente a direcionar a vida, escolher o melhor caminho e seguir em frente com aquela reserva extra de esperança. Para mim, contudo, ouvir pessoas como Steve Jobs, Leigh Anne Tuohy, Chico Xavier e a psicoterapia ajuda muito mais. Não que rezar não ajude. Ajuda sim, mas só quando estamos eu e Deus. Cultos, pregações, é tudo demasiadamente barulhento para que eu possa me concentrar e conversar com Deus.
A mesma sensação tenho quando vou à praia. São dois lugares distintos: Domingo. Praia cheia de gente correndo para lá e para cá, o sol queimando e ardendo a pele, calor, um lugar tão grande fica apertado. E fim de tarde, ou amanhecer. A brisa fresca e úmida, calma, paz, o som das ondas batendo, a textura a areia, amplitude, tempo e conexão com Deus.
Como poderia eu me conectar com Deus na presença de uma criança que passa correndo e joga areia em mim? Como poderia eu me conectar com Deus se com alguém cantando louvores e falando o tempo todo. Aff!
Voltando ao Steve...
Ele fala sobre fazer aquilo que se gosta e persistir no que amamos sem esperar um esclarecimento imediato. É sempre difícil fazer isso, as vezes parece impossível. Eu mesma acho que o que o leva a seguir o que ama não tem nada a ver com escutar a vozinha interior, seguir a intuição e achar que é certo e seguir em frente. Acredito que seja por pura incapacidade de fazer outra coisa e por baixíssima resistência à dor que ele busca o que quer. Não porque é uma super-pessoa ou qualquer coisa do gênero, mas sim porque é tão doloroso quando tenta fazer algo que vai de encontro ao que ele é que fica impossível não seguir outro caminho que não o da vozinha.
A parte engraçada é que quando eu tinha meus 16 anos tudo que eu queria era ser diferente. Não me encaixar no "sistema", e hoje nos meus 23 (longos) anos... me surpreendo quando percebo ser vista diferentemente pelos outros. Não que eu tenha me esforçado ao extremo para ser deferente e acabei me tornando... a verdade é que sempre fui meio torta. Fazer o quê?
Estes são os videos do Discurso do Steve Jobs.
Take a Look!
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
13 abril 2010
Time to deliberate

São 22:37 e os meus pais já estão dormindo. Pois é, eles dormem cedo.
Bateu uma vontade de escrever, divagar um pouco. Minha cabeça está cheia como de costume e Lenini não para de falar:
"Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)"
Será que tenho esse tempo todo a perder?
Quanto tempo falta para eu perceber?
A vida e tão rara.
Há momentos que precisamos reduzir o ritmo para voltar aos trilhos, juntar os caquinhos, tornar a ser um, enrijecer, e só então seguir.
Everything is messed up since Beans died.I need a time to deliberate.
(Tá tudo muito confuso desde que a Feijão morreu. Preciso de um tempo pra ponderar.)
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
11 abril 2010
Chico Xavier.

Hoje assisti o Filme que fala da vida do Chico Xavier.
Qualquer história que fale de paz, harmonia e ajuda ao próximo já me é inspiradora. A melhor parte, no entanto, a que me acompanhou quando me despedi da sala de cinema foi: "Não podemos voltar no tempo e fazer um novo começo, mas podemos começar agora e fazer um novo final. Seguiremos com as marcas do passado, só que desta vez mais leves."
Recomeçar. Repintar as paredes, refazer a cama, redecorar o quarto, reposicionar sua morada, rever seus conceitos, redefinir o curso, reler os sábios.
E como diria Ford: "O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência."
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
06 abril 2010
Quando musicas trazem lembrancas...

Toronto, Canada. 2006.
She's Only Happy In The Sun
I know you may not want to see me
On your way down from the clouds
Would you hear me if I told you
That my heart is with you now
She's only happy in the sun
She's only happy in the sun
Did you find what you were after
The pain and the laghter brought
You to your knees
But if the sun sets you free
Sets you free
You'll be free indeed
She's only happy in the sun
She's only happy in the sun
Every time I hear you laughing
I hear you laughing
It makes me cry
Like the story of your life
Of your life
Is hello and goodbye
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
Slow Movement

Sobre a desaceleracao da vida.
“Já tem 18 anos que ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida.
Trabalhar com eles é uma convivência muito interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É uma regra.
Os processos globalizados causam-nos a nós (brasileiros, portugueses, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc...) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos.
Conseqüentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos.
Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc...
E trabalham! Com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por sempre dar resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.
Resumindo:
1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade do Rio de Janeiro com 7 milhões).
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, né? Para se ter uma idéia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura geral superior à dos suecos.
Vou contar uma pequena história,
para terem uma idéia:
A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos me apanhava no hotel todas as manhãs.
Já era Setembro, com algum frio e neve.
Chegávamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tampouco no segundo ou no terceiro.
Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei:
"Vocês têm lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o estacionamento quase vazio você estaciona o carro no seu extremo?"
E ele me respondeu com simplicidade:
“É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Entendeu?"
Imaginem a minha cara! Esta atitude foi bastante para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante. www.slowfood.com)
O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida.
Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento de Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado “Slow Europe” como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias.
Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) ao contrário do "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
A denominada "slow attitude" está chamando atenção dos próprios americanos, escravos do "fast" (rápido) e do "do it now!" (faça já!).
Portanto, esta "atitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade.
Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress.
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades.
Do "aqui" presente e concreto, ao contrário do "mundial" indefinido e anônimo.
Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.
SIGNIFICA UM AMBIENTE DE TRABALHO COM MENOS PRESSÃO, MAIS ALEGRE, MAIS LEVE, E PORTANTO MAIS PRODUTIVO, ONDE OS SERES HUMANOS REALIZAM, COM PRAZER, O
QUE MELHOR SABEM FAZER
É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?
Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente se perder “qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo deve estar chegando". Ao que o cego responde: “Em um momento, vive-se uma vida", e a leva para dançar um tango. Esta cena que dura apenas dois ou três minutos, é o melhor momento do filme.
Muitos vivem correndo atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente automobilístico por correrem para chegar a tempo.
Ou outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.
O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia.
A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro".
Parabéns por ter conseguido ler esta mensagem até ao fim.
Certamente haverá muitos que leram só metade, para "não perder tempo" tão valioso neste mundo globalizado.
Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2013.
1- Por que eu ainda não me mudei para a Suécia?
2- Interessante, vi esse texto na internet, não faço ideia de onde nem como, em 2010, mas sempre lembrei dele. Lembro de ficar imaginando o carinha parando o carro lá no final e caminhando calmamente até a entrada. Queria eu caminhar calmamente.
3- Interessantíssimo, continuar desejando algo que muitas vezes não consigo visualizar, mas eventualmente aparece pronto na minha frente, como se eu tivesse sabido por todo esse tempo que "é isso!"
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
Assinar:
Comentários (Atom)