02 dezembro 2010

Para você, Pimentel.




Eu entendo que missão dada seja missão cumprida. Mas Por Deus, são tanques nas ruas, tantos tiros que parecem fogos, Polícia Militar, Polícia Civíl, Batalhão de operações especiais, exército, Marinha, Aeronautica.

É guerra! Tem cara de guerra. Tem Som de guerra. Tem mortes de guerra.

O Rio de Janeiro é sim uma cidade em guerra. Não sou muito de concordar com os verdinhos, porque geralmente o que eles fazem é criticar, criticar e apresentar um senário ideal, mas não um caminho até ele. Mas se a única força estatal que chega nos morros é a polícia, cenas como estas do morro do Alemão só vão se repetir até cairem no lugar comum. Até ser normal.

Desculpe por ser repetitiva, mas de maneira alguma sou uma autoridade no assunto. Minha posição é absolutamente cidadã. E verdadeiramente acredito que se existe alguém que pode parar com isso tudo são os mesmo que reclamam o tempo todo e acreditam não haver mais solução.

Por favor parem. De usar o que eles vendem. De promover essa cultura como se fosse verdadeira. E comecem a ser o instrumento de mudança que vocês querem ver.

O Pimentel escreveu um belo resumo, explicativo e acessível do que acontece no Rio de Janeiro. Infelizmente a sensação que ficou nas pessoas foi a de não tem mais jeito. Pois tem. Por favor acreditem. Mantenham-se fiéis ao que é correto. Não deixem-se levar por uma alegria passageira. Porque vai ser você de classe alta, com acesso ao estudo e conhecimentos que vai conseguir mudar a si e ao mundo. É você.

Esperar que algém que mal tem acesso a comida crie, sem quaisquer subsídios, consciência coletiva e transformem-se em um instrumento de mudança é lúdico d+.

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