
Bom Dia, meu nome é Natálie Pereira e eu sou uma bully emocional! Já faz 01 dia que me dei conta disso.
Existe um programa na MTV2 americana chamado Bully Beatdown, hosted pelo -ultra super mega power blaster lindo de morrer - lutador profissional de MMA, Jason "Mayhem" Miller.
É feita uma entrevista com o Bully antes desse definitivamente aceitar o desafio de lutar contra um lutador profissional de MMA (Mixed Martial Art, o antigo "Vale-Tudo" em português), em troca de USD 10.000 ou, no caso de tomar uma surra, parar de tornar a vida das vitimas um inferno. A justificativa que os Bullies dão para seus atos é que estão tentando ensinar suas vitimas a serem homens. A reagirem. A serem fortes!
É feita uma entrevista com o Bully antes desse definitivamente aceitar o desafio de lutar contra um lutador profissional de MMA (Mixed Martial Art, o antigo "Vale-Tudo" em português), em troca de USD 10.000 ou, no caso de tomar uma surra, parar de tornar a vida das vitimas um inferno. A justificativa que os Bullies dão para seus atos é que estão tentando ensinar suas vitimas a serem homens. A reagirem. A serem fortes!
E logo hoje eu estava sonhando com um cara legal, fofo, que gostasse de mim, com abdômen sarado, bíceps torneados, ótimo senso de humor e um sorriso cativante, lembrei porque estou sozinha: Eu fiz isso com eles! Shame on me! Totally!
O Primeiro.
Esse eu torturei. Pisei muito, com muita raiva. Sacaneei por pura maldade. Mas o bichinho era resistente, olha! Humilhação atrás de humilhação. E ele lá: Resistindo! Mas depois de um tempo... eu já estava cansada do tanto que tratava o menino mal! Daí eu vi que não seria através da tortura que eu conseguiria fazê-lo agir como um homem.
O Segundo.
Esse eu juro que tentei ser paciente. Explicar verbalmente que ele estava agindo como um puppy. Que você não pode se anular diante de ninguém. Que ser bomzinho não pode ser o mesmo que ser otário. Que ele não era empregado da família dele e que, sim, ele podia se recusar a obedecer a irmã mais nova dele quando ela o mandava - porque ela mandava. Tipo, " Desce e pega!" - descer até o carro para buscar a bolsa que ela esqueceu no dia anterior, e que não importa se ela vai começar a gritar e ofendê-lo. A bolsa é dela, é responsabilidade dela zelar por pelos seus pertences! Mas no final eu me irritava, e perdia a cabeça e acabava tratando ele mal. E por mais que ele aceitasse essa situação - digo isso por ter ouvido dele mesmo essa afirmação! Impossível? Pois é, nem eu mesma acreditei quando ouvi! - eu não conseguia aceitar que eu pudesse tratar alguém com tanta grosseria. Eu não podia admitir esse tipo de comportamento de mim mesma.
O Terceiro.
Bom, O Terceiro já tinha sido calejado por alguém antes de mim. Mas eu acho que o meu veneno é muito corrosivo mesmo. Porque no final ele estava cedendo! E eu sou do tipo que testa sabe? Eu gosto de ver até onde vai. O quanto mais você consegue. Mas isso para tudo. Coisas boas ou ruins! Daí eu percebi que ia começar com o padrão Bully de comportamento outra vez e terminei.
Eu fiquei com tanta raiva de mim mesma por me portar dessa maneira que fiz um acordo com Deus: " Deus,o negócio é o seguinte: se for pra namorar caras assim eu prefiro ficar pra Titia! Olha Deus, eu morro sozinha, mas não namoro caras assim mais!!"
E sabe que Deus ouviu as minhas preces! E todo mundo sabe que Ele é foda!
(Interrompo sua leitura um minutinho para pedir que, por favor, vocês não me entendam mal e pensem que me refiro a Deus nesta postagem de forma irônica. Eu gosto muito dele mesmo! Acho ele iradaço e super acredito nos caminhos tortos que trilho para aprender o que me tem de ser ensinado!)
O Quarto.
Esse veio moldadinho! Perfeito! Só não era sarado, mas de resto tudo de melhor! Decidido, me defendia, falava não quando não podia, e sim quando sim! Dotado de uma oratória fabulosa. Ético, trabalhador, plano de carreira, eticetera, tal e blá!! Só que Deus é O Cara! E no final eu descobri que era tudo mentira! Ele tinha uma outra mulher, com um filhinho de 2 meses - Olha que FDP! - vivia de dar golpes! Tipo, mesmo!
Eu disse que Deus era foda, não disse?
Então eu decidi fazer um outro acordo com Deus e foi mais ou menos assim: "Deus, entendi a mensagem! Eu já sabia que ia pagar pelos meus maus atos. Sabia que ia doer. Doer muito. E estou feliz de estarmos quites (estamos quites, né? Por favor, diz que sim!). Bom, assumindo que sim, e tomando essa como uma oportunidade para recomeçar e fazer as coisas certas dessa vez eu gostaria de dizer que eu entendo que eles não eram fracos, mas como todos nós eles tinham suas dificuldades, era apenas a forma deles de exteriorizá-las. Eu não gostaria de ter de conviver com pessoas que exteriorizam suas fraquezas dessa maneira, mas imagino que a minha forma de exteriorizar as minhas dificuldades atraia pessoas com esse padrão comportamental - digo isso porque não foram somente esses 3 namorados que tive que são carentes, inseguros e submissos, mas a grande maioria dos homens que demonstram qualquer interesse sexual por mim tem esse perfil -, então, por favor, me ajude a me tornar a mulher que o homem que eu desejo quer estar. E como eu não aceito tratar as pessoas mal e muito menos ser tratada mal, eu vou ficar sozinha até que isso aconteça. Amém!"
Engraçado é que os Bullies acham que só porque atendem ao padrão internacional de macheza, isso fazia dos outros maricotas e por isso eles tentavam moldá-los ao seu jeito. Eu sempre que via o programa pensava que o fato deles malharem, e terem a necessidade de provarem que são fortes só deixava claro para mim o quão inseguros eles eram.
E eu faço isso! Tenho certeza que tem a ver com a não aceitação da minha própria insegurança. Mas o que deve ser feito já não sei!
Existem aqueles que foram discriminados, como o próprio Mayhem, que depois se tornou um lutador de MMA profissional e hoje ajuda aos oprimidos. Mas e o Bully que não transcendeu a barrera do preconceito e apenas respeita suas vítimas por ter estado em seu lugar. O que deveria ele fazer? Afastar-se e viver no seu mundinho particular com pessoas que demonstram insegurança como ele o faz?
Vejo em esse ensaio que existem 3 tipos de homens no mundo:
1- Os inseguros que tentam agradar a todos.
2 - Os inseguros que tentam desagradar a todos.
3 - Os inseguros que aprenderam a lidar com sua insegurança e a enfrentam.
Acordo com Deus pós-reflexão: "Deus, me ajuda a aprender a lidar com a minha insegurança, a enfrentá-la e a me tornar uma mulher do tipo 3, que namora com uma cara do tipo 3 também.
Por favor me ajude a ser a mulher que o homem que eu quero quer também! Amém!"
2 comentários:
"Na mulher interessante, a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: Ser bonita não interessa. Seja interessante!"
Nelson Rodrigues
E, aos homens? O que dizer? Deixo essa para você pensar, afinal, eles não me interessam mais. Risos
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