12 julho 2011

Uma vez por semana basta.


Não é que eu não saiba o que eu quero. Eu só não me sinto suficientemente confiante to step for it.
Não me sinto suficientemente segura para afirmar que de repente o que eu quero é um rapaz desligado, maconheiro e bêbado. (É evidente que não é isso que eu quero, quero o que está por trás dos olhos coloridos). Talvez eu só veja o potencial pessoal e esqueça de ver o valor real de cada indivíduo.
Mas se eu não valorizar o que existe por detrás dos panos e assumir imutável a figura presente quem o fará por ele? Quem fará por mim?
Talvez eu queira fazer algo ilógico que vá de encontro ao óbvio.
Talvez seja melhor estudar na UFRJ, dentro do horário que seria ideal, que me permitiria trabalhar. Talvez seja uma boa opção a ser considerada, mas a priori, quero a PUC, por mais imbecil que pareça ser a minha escolha.

Preciso da aprovação externa, porém nessa de ficar esperando que os outros me aprovem, acabo desviando das minhas vontades. Consulto um, consulto outro e no fim me perco de mim.

Espero ouvir de alguém que a decisão que eu tomei foi certa, que as pessoas vão me amar se seguir por esse ou aquele caminho, que serei amparada se algo sair errado.

Minha ansiedade e necessidade de aprovação se estendem ao ponto de não conseguir guardar nada. Nenhuma atitude, nenhuma decisão consigo salvar. Todos acabam sabendo de tudo que quero fazer e tudo que fiz. Destruindo às vezes intencional ou não-intencionalmente minha semente preciosa.

Sinto-me mutante ainda, sinto-me em fase de experimentação. Intimamente desejo não compartilhar nada... ou quase nada. Quero minha individualidade para mim. Quero tomar as minhas decisões e mostrar apenas resultados. Quero o desejo egoísta de desfrutar de toda a paisagem e prazeres da minha caminhada só. Não quero dividir minhas impressões, não quero dividir meus prazeres, não quero dividir minhas dores.

Não me importo de, uma vez lá, no topo, fazer uma explanação dos momentos mais emocionantes e significativos da minha subida. Porém, enquanto caminhar quero no máximo um companheiro tácito.

Estou sofrendo pressões para continuar sendo quem sempre fui e ao mesmo tempo sofro pressões e críticas para deixar de sê-lo. Eu não me abro mais; Mas me influencio pelo que vem de fora.

Danilo Gentilli falou que foi quando tudo começou a dar errado que a vida dele começou a dar certo.

Confesso que tenho pavor do fracasso e do abandono.
Confesso que me considero um ser que merece sofrer; e que a única alternativa para aplacar meu sofrimento é fazendo alguém feliz e conquistar com isso, o direito de usufruir de uma pequena migalha. Poderia também, ter meu sofrimento ser apaziguado pela consciência de que sofro, para alguém sorrir.

Não sei em que esquina ficou perdida a minha face.
Não sei por que motivos o abandono e o fracasso pulsam em mim como a dor da mão queimada.
Na verdade, hoje, pouco me importa e para ser indelicada, tampouco lhe diz respeito, caro leitor.
Tenho no espelho almofadado do divã, longe do ultraje dos que ousam me avaliar, 45 minutos todas as semanas para poder refletir.

04 julho 2011

"Eu ainda vou te amar, mesmo que você seja por ele ignorada. Eu ainda vou te amar."

Eu não sei como isso aconteceu... num minuto eu queria muito ficar com ele e estava sangrando por dentro por acreditar piamente que ele jamais desejar-me-ia, e no minuto seguinte estavamos aos beijos no carro sob juras de longo tempo de espera e desejo mútuos.

(Desculpe o tom romântico, mas não encontro melhor forma de narrar esse momento que me foi tão inacreditável que tive de mirar o hematoma que ficou no meu seio durante uma semana inteira para acreditar que acontecera de verdade... Até que ele se foi, e com ele a minha crença na veracidade dos fatos)

E no instante seguinte eu estava querendo aproveitar cada segundo ao máximo, por crer que aquela ser-me-ia oportunidade única e derradeira (palavras ditas pelo próprio, de forma menos polida, porém igualmente clara: "Eu sou assim mesmo, agora eu estou aqui, daqui a pouco eu estou ali. Eu fiquei com a sua amiga, mas hoje eu não quero mais, eu quero ficar com a sua outra amiga..."

Então pensei: "Hoje ele quer ficar comigo, amanhã não vai querer, então é melhor eu aproveitar tudo que posso...". E foi então, nesse momento que me dirigi à casa, peguei a chave do meu apartamento antigo e transformei-o em alcova.

No início acho que nem ele mesmo acreditou que estávamos lá e que eu chegaria às vias de fato, mas é impressionante o que somos capazes de fazer quando não temos nada a perder. E eu não tinha nada a perder...Só não cria eu que não ter o que perder não te impede, sob quaisquer aspectos, de ganhar. E foi aí que eu me fodi!

O que ganhei foi carinho, acompanhado de um olhar... Recebi um beijo nas costas e tivemos as mão dadas no ato sexual. Ganhei uma nova versão do sexo. Ganhei um novo desejo. Ganhei uma nova obsessão.

Num momento eu estava lá, completamente entregue à irrealidade do toque que passei a vida a procurar, e no momento seguinte eu estava defronte um muro de pedras sem equipamentos para escalá-lo... e construindo o meu.

Coloquei um lago de incertezas ao redor, e a coragem está estocada para tempos de guerra apenas. E por maior que seja meu desejo de ir ao encontro daquilo que, agora que meu hematoma se foi parece-me um sonho nebuloso, cada passo que dou em sua direção as heras se fecham mais e me impedem de vislumbrar dentro daquela fortaleza de pedras.

Encontrei-o por duas vezes já depois do ocorrido, na primeira estava tão nervosa que não sou capaz de narrar qualquer sensação além do alívio que senti ao sair. Na segunda, não esperava encontrá-lo. Foi uma surpresa. No início agradável, um misto de expectativa e esperança. Depois preocupada. Medrosa. E finalmente a paralisação total e a fuga de qualquer olhar cruzado. Mal o encarei; E ele por sua vez, nada fez. Agiu com naturalidade, talvez? Essa naturalidade distante de quem não nunca ligou para nada. Ou retribuiu meu acanhamento com acanhamento também? Na verdade não sei. Tenho motivos pra acreditar que sim:

-Por que você não me disse isso antes?. Disse ele no carro.
-Por quê? Como assim por quê? Porque eu tinha certeza absoluta que vc nunca ia querer ficar comigo! Por que vc não disse isso antes?
-Podíamos estar fazendo isso há muito mais tempo! Por que você não me disse isso antes?. Repetiu.
- Eu não sou muito boa demonstrando sentimentos.
- Pois é, eu também não. Por que vc não disse isso antes?

Quero d+ acreditar que a pessoa que me tocou mora dentro desta que mal me olha, e que existe um motivo melhor que a pura indiferença e descartabilidade para nossos olhares não se cruzarem mais. Caberia dentro de um mesmo ser tanto carinho e estranheza? Coexistiriam estes pacificamente?

Nossos olhares se cruzaram por um segundo na sexta-feira, os dele me diziam algo que não consegui entender. O mesmo olhar daquele 11 de junho subtraídos o gozo e o encantamento. Os meus se distanciaram, um segundo mais e eu não seria capaz de manter meus pés imóveis; Seguiria em sua direção.

Na mesma sexta-feira, um pouco mais cedo porém, enviei-lhe O Melhor de Mim sob forma de carta. Cumpria uma promessa que seria vã se não partisse dessa que te fala: Prometi-lhe enviar uma carta, confessei não tê-la feito antes por pensar que não a responderia e diante da confirmação da não-resposta, mas certificação da felicitação pelo recebimento, confirmei o futuro envio. E 20 dias mais tarde, seguiam em 4 envelopes um bilhetinho, o trecho mais bonito do Pequeno Principe, os rascunhos da minha casa dos sonhos - com todos os detalhes mais íntimos da disposição física da morada do meu corpo - e uma justificativa que sustentava o envio na intenção de fazê-lo sorrir, ler e aproximar-nos. Não assinei, pois o mais importante é que ele vivencie essa emoção e não quem a proporcionou.

A carta está prevista para chegar hoje, segunda-feira 04 de julho de 2011. Meu coração está na boca, e um mantra repete-se segundo a segundo em minha mente:

"Eu ainda vou te amar, mesmo que você seja por ele ignorada. Eu ainda vou te amar."


Nany.

03 julho 2011

Todos deviam saber isso.




Natálie,

Essa cartinha é só pra te dizer que ainda te amo e vou sempre te amar. No matter what!

Tenho escrito tantas cartas para tantas pessoas dizendo o quão belas elas são, mas tinham esqucido... e essa é a minha cartinha pra você!

Você é tão forte e dedicada. Vejo sempre em você essa preocupação pulsante em fazer o melhor para todos e trazer tanta paz e luz. Isso é tão bonito!

Mas não esqueça que, mesmo sendo uma atitude linda, não é de maneira alguma uma obrigação! Faça o bem. Traga sorrisos para a vida de todos, mas traga sorrisos sinceros, não vale a pena de maneira alguma mostrar os dentes quando você quer chorar.

Eu te considero uma pessoa tão especial, a mais importante e presente da minha vida! Temos passado por tantas coisas juntas, muitas crises e tristezas, mas também muitas alegrias e superações.

Eu sei que você está se sentindo abandonada, carente e perdida, mas saiba que você tem em mim alguém em quem confiar, conversar e encontrar apoio a qualquer hora do dia ou da noite, eu te amo d+ pra te abandonar. Você já me cativou.

Eu me preocupo com seu cigarro e suas tristezas, ao recorra a eles pra tapar essa dor, venha até mim. Estou aqui pra você!

Eu queria te dizer o quão bela você é, mas isso estragaria o shibumi da nossa relação! Então sinta meu amor em cada gesto que te dedico. Sinta o meu amor nas minhas palavras e no meu olhar carinhoso.

Te abraço com imenso carinho,

Nany.


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Nany,

Não importa se você errou, eu sei que você fez o seu melhor; E mesmo que não tenha feito, eu sei que você não é uma pessoa ruim, eu sei que você é boa e te perdôo pelos seus erros.

Não importa se você disse a coisa errada na hora errada, eu sei que foi um pequeno deslize de uma alma humana. Isso não vai diminuir o meu amor. Ainda te admiro . O que você é, é muito maior que um minuto do seu dia mal utilizado.

Não importa se você se comporta como uma psicótica obsessiva as vezes, eu sei que é momentâneo, e o que você tem de bom supera enormemente quaisquer dessas falhas.

Você é tão amada! Adoro ficar ao seu lado, ler com você, ver filmes, fazer projetos, nossas pesquisas. É sempre tão interessante!

É claro que existem momentos que nos cansamos uma da outra e precisamos de um tempo, mas esses momentos só servem para aumentar o nosso amor e respeito.

Grata por me entender tão bem, e por quando não entender aguardar pacientemente pela explicação e nunca me abandonar. Grata por me cativar e cuidar. Eu te amo cada vez mais!

Grata pelas cartinhas, assim como ajudou aos outros me ajudou também, sou enormemente feliz por isso!

Te amo muito e acaricio.

Sinta o meu abraço,

Natálie.