18 agosto 2014

Sobre a verdadeira vontade da vida, e sua significação artística.



Eu. 

1. O Questionamento da Loteria
Ele diz: "Se eu ganhasse na loteria, e soubesse que não preciso mais me preocupar em como conseguir me manter financeiramente, o que faria da vida?". Em tese, a resposta a esse questionamento é a sua verdadeira vontade de vida. É uma forma de te deixar livre das amarras das questões de ordem prática e te fazer livre no seu imaginário.

Minha resposta óbvia sempre foi: " Eu teria uma empresa de design", mas esse desejo sempre foi algo que dependia de outras pessoas para se concretizar e, por esse motivo, nunca consegui por todas as peças juntas, uma do lado da outra de forma que minha verdadeira vontade de vida funcionasse.

2. B*
Há muito pouco tempo que conversamos e já me sinto feliz de tê-lo na minha vida. Já me sinto feliz com a ideia de tê-lo. Contudo, passa que a presença de alguém em nossas vidas é uma construção, e construções demandam tempo e, agora que já sou crescida, não existe um norte rotineiro que guie minhas relações. Hoje, tudo é uma questão de querer continuar junto e se ele não quiser?

3. Arte
A significação artística é encontrada no momento que limpamos todos os excessos e plasmamos tão só e magicamente a essência do que se pretende retratar.


Sempre imaginei que as pessoas fazem escolhas sabendo a razão delas, o que não é verdade. Porém, de alguma maneira acreditei que sim, e tentei fundamentar minhas escolhas em um significado que não existe no momento que tomo as decisões. No entanto, passa que o significado artístico das minhas está baseado nessa vontade visceral do meu próprio lugar, no qual eu teria minha própria voz e que essa seria ouvida.   
   
Nesse lugar de questionamentos, que toma palco num domingo de madrugada, pergunto: "Será? Será mesmo o que dependo de alguém para tornar aquilo que quero concreto? Será que, em verdade, a todo momento depende de alguém? Será que não depende? Até que ponto depende?"


ps1: Acho que dá para entender um pouco porque tenho tanta dificuldade de dormir.
ps.2: Acho que também dá para entender porque tenha tanta dificuldade de acordar.
ps.3: Me senti o Milan Kundera escrevendo isso. hehehehe

12 agosto 2014

Sobre M* e suas Conquistas, um Seminário e a Metade que Falta em Mim.

Eu conversei com o M* hoje no whats app. Ele encontrou uma casa em Teresópolis e está se mudando pra lá daqui uns 10 dias. 
Sempre conversamos muito sobre isso, até poque M* é um cara que perde a paciência com alguma facilidade e esse ambiente urbano não faz muito bem pra gente como ele, trânsito, filas e calor estressam muito. Conforme o estresse sobre, os problemas dele com álcool e cigarro se agravam um pouco. 

Sabe, dos ex que tenho ele é o único que ainda falo e isso é importante pra mim. Saber que a gente passou o que tinha de passar e não se odeia. Só que essa é um pouco a questão pra mim. A sensação que tenho é que só me desgastei ao longo desse tempo junto. Não acho "que passei o que tinha de passar", sinto que o que passei foi desnecessário, não consigo pensar em nada que aprendi com ele além de apertar cigarro (o que não me é muito útil, porque não fumo mais tanto, e quando fumo, não é desses cigarros que se faz).

Penso - num misto de inveja e dor- no quanto ele não ia atrás dos objetivos dele e como isso mudou depois que "passamos o que tínhamos de passar" (e a prova disso é essa casa que ele está agora). O mesmo aconteceu com o Ohad que, dois anos depois que nos separamos, encontrou uma pessoa legal e se casou com ela.

Sei que a pergunta óbvia é: por que eu não vou atrás dos meus objetivos, então? Mas a verdade é q eu vou, só não "cheguei lá" ainda.

Não to dizendo que não fico feliz por eles, muito pelo contrário, realmente fico em paz de saber que estão bem e que de alguma maneira contribui para isso, mas uma parte de mim não deixa de pensar que, na verdade, eu que estou fazendo algo errado e que é por isso que "não deu certo" comigo. Ainda não encontrei esse amigo que também é um amante. 

Lembro de um seminário que vi de um pastor americano que explica as diferenças entre mulheres e homens. Chama-se "Uma Fábula de Dois Cérebros - a Diferença entre Homens e Mulheres" de Mark Gungor. É bem interessante, e eles tem o seminário legendado no Youtube. Ele diz que as mulheres têm o cérebro programado para doar, doar, doar. E os homens para receber, receber, receber. 

Tenho certeza que a resposta aos meus questionamentos passam por essa afirmativa do seminário. No entanto, tenho essa outra parte de mim que diz que "dar certo" é algo que está fora de mim, que eu dependo de alguém para que isso aconteça, será mesmo? 

10 agosto 2014

Boa Noite ou Bom Dia?

Isso é muito interessante, são 01:46 da manhã, e me encontro espalhada pelo sofá entre travesseiros, cobertas, os textos de Teoria da Comunicação que tenho de ler, controles da tv e da Net. Dormi o dia inteiro e agora que já é noite que me sinto suficientemente descansada para começar a fazer algo.

Tem sido assim no período de aulas, sempre muito exausta. Vendo filmes no sofá ao longo do dia e estendendo roupa, cozinhando e lendo à noite.

Cheguei até a pensar que não gostava mais de escrever. Mas a verdade é que só estou consumida pela rotina mesmo, e como escrever é algo que só consigo fazer quando estou descansada (ou profundamente triste)... bom, tem um tempo que não o faço.

São 12:52 em Singapura, agora. Fico pensando como é que deve ser viver no futuro, porque para eles já é segunda a tarde, e para nós ainda é madrugada....

De qualquer maneira não faz muita diferença, é uma resposta que não tenho como obter e mesmo que a consiga não vai mudar o fato de, no meu presente, eu ter uns textos de comunicação para ler.

Boa noite, ou dia. Sei lá.