12 agosto 2014

Sobre M* e suas Conquistas, um Seminário e a Metade que Falta em Mim.

Eu conversei com o M* hoje no whats app. Ele encontrou uma casa em Teresópolis e está se mudando pra lá daqui uns 10 dias. 
Sempre conversamos muito sobre isso, até poque M* é um cara que perde a paciência com alguma facilidade e esse ambiente urbano não faz muito bem pra gente como ele, trânsito, filas e calor estressam muito. Conforme o estresse sobre, os problemas dele com álcool e cigarro se agravam um pouco. 

Sabe, dos ex que tenho ele é o único que ainda falo e isso é importante pra mim. Saber que a gente passou o que tinha de passar e não se odeia. Só que essa é um pouco a questão pra mim. A sensação que tenho é que só me desgastei ao longo desse tempo junto. Não acho "que passei o que tinha de passar", sinto que o que passei foi desnecessário, não consigo pensar em nada que aprendi com ele além de apertar cigarro (o que não me é muito útil, porque não fumo mais tanto, e quando fumo, não é desses cigarros que se faz).

Penso - num misto de inveja e dor- no quanto ele não ia atrás dos objetivos dele e como isso mudou depois que "passamos o que tínhamos de passar" (e a prova disso é essa casa que ele está agora). O mesmo aconteceu com o Ohad que, dois anos depois que nos separamos, encontrou uma pessoa legal e se casou com ela.

Sei que a pergunta óbvia é: por que eu não vou atrás dos meus objetivos, então? Mas a verdade é q eu vou, só não "cheguei lá" ainda.

Não to dizendo que não fico feliz por eles, muito pelo contrário, realmente fico em paz de saber que estão bem e que de alguma maneira contribui para isso, mas uma parte de mim não deixa de pensar que, na verdade, eu que estou fazendo algo errado e que é por isso que "não deu certo" comigo. Ainda não encontrei esse amigo que também é um amante. 

Lembro de um seminário que vi de um pastor americano que explica as diferenças entre mulheres e homens. Chama-se "Uma Fábula de Dois Cérebros - a Diferença entre Homens e Mulheres" de Mark Gungor. É bem interessante, e eles tem o seminário legendado no Youtube. Ele diz que as mulheres têm o cérebro programado para doar, doar, doar. E os homens para receber, receber, receber. 

Tenho certeza que a resposta aos meus questionamentos passam por essa afirmativa do seminário. No entanto, tenho essa outra parte de mim que diz que "dar certo" é algo que está fora de mim, que eu dependo de alguém para que isso aconteça, será mesmo? 

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