verdade seja dita: minha fome mesmo é de comida.
Sempre achei que o caminho me seria mostrado, de algum maneira.
Sempre achei que seria jovem pra sempre, é verdade, me iludi.
Mas o caminho é meu. Sou eu quem o tem de abrir.
O resultado final? Estarei eu lá para vê-lo?
Suponhamos que sim:
Confesso não planejei carreira. Queria só ter uma família e filhos para ter pra onde voltar todos os dias depois do trabalho. No quê? Tanto faz, essa é a grande verdade. Amo artes e línguas, e bom, com isso já trabalho.
Eu realmente queria ter uma família pacífica, pra contar histórias depois do jantar na varanda. Aproveitar os dias de folga e dar um passeio maluco por um lugar próximo escolhido no google nesta mesma manhã.
Isso aprendi com Ohad, e nunca vou poder pagá-lo por tamanha delicadeza.
Aprendi algo sobre ser bom essa semana...Ser bom com pessoas que só querem estar perto de você porque é boa: Elas só querem estar perto de você porque es boa.
Só que ser bom com gente assim tem um limite. Acho que aprendi esse limite essa semana. Quando me afeta, eu diria. Não acho que eu tenha te recebido porque você é legal e me quer bem, se assim o fosse eu teria levantado com febre pra te receber outra vez. Te recebi porque sou legal e me faz bem fazer o bem, mas levantar para alguém como você que definitivamente não valorizaria o meu levantar, é... não.
E a prova disso foi a rapidez pela qual você mudou de assunto entre o "vc está mesmo muito doente?" e "poderia receber minhas amigas?"
Acho que encontrei o meio termo da bondade.
Confesso que queria ter marido e filhos primeiro pra depois pensar na minha carreira. Mas a vida insiste em me dar o contrário.
E no contrário, meus pais não vão durar para sempre, e logo assim que morrerem meus ganhos com a aconchego do rio, que tem sido minha base até agora vão acabar. Ou seja, preciso de algo que me sustente.
Por mais que eu ame o que faço agora e tenho previsões de ganhar muito dinheiro nisso, é um trabalho que exige muito e de pouquissima ou nenhuma estabilidade.
Então preciso de algo sério, que me sustente e algo que me de um extra de prazer também.
E assim o caminha está traçado.
Não me disseram que eu tenho tudo? Pois bem. Essa sou eu usando meu tudo.
26 fevereiro 2013
Truth to be told
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
21 fevereiro 2013
A lógica desse raciocínio.
Funciono assim: quanto mais faço algo certo, menos capaz me sinto de continuar fazendo.
Sei que parece contraditório, mas existe uma lógica nisso.

A questão é que quanto mais corretamente executo algo, mais me cobro pela execução e espero que da próxima vez seja feito no mínimo com a mesma excelência ou com uma ainda maior. E é ai que me frustro.
Geralmente não levo em consideração se o novo desafio é mais complexo que o anterior. Só me preocupo com os resultados, que geralmente são catastróficos visto que mesmo que eu faça um projeto melhor e depois outro melhor ainda por 10 vezes consecutivas, como sempre estou elevando os padrões em uma parábola crescente, eventualmente errarei (senti um aparto no peito ao digitar essa palavra: errarei). Eventualmente não conseguirei de primeira atender às exigências por mim estabelecidas.
Porque tem de ser de primeira!
Lembro agora da Pops me dizendo: "Ah! E porque você tentou uma vez e não conseguiu já vai desistir? Você tentou uma vez só, pô!"
Me rio.
E me é permitido tentar mais? Questiono internamente.
Sinceramente não sabia. Achei que era uma vez e ponto.
Por mais ilógico que isso pareça.
Estou que não consigo olhar para o projeto. Só vejo feiura. Tudo inacabado. Desencaixado.
De repente no lugar de dois paneleiros colocarei um só. Assim vou ter mais espaço de bancada. Não. Não, melhor não. Vendemos armários, não bancadas. Acho que devo mostrá-los mais.
Bem, deixe-me voltar para o meu projeto. Afinal, escrever alivia, mas não resolve.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
07 fevereiro 2013
Foi por pouco que não te liguei.
Essa noite pensei em perguntar o que fiz de errado.
O que deixei faltar?
Que lacuna abri pra deixar ela passar?
Porque se o que te levou à ela foi o meu silêncio, no domingo falei. E mesmo assim vc foi.
Será que não me fiz clara ou era tudo mentira desde o começo?
Na verdade quero saber mesmo pra ver se me melhoro.... Pra ver se entendo, porque não entender está tornando insuportável ficar em mim.
Quando fecho os olhos e peço a Deus que me explique o que passa com as pessoas desse mundo doido, só consigo ver que vejo o que vcs não vêem.
Que por mais que vc queira fazer melhor é provável que vc nunca faça.
Isso me ensina algo que já deveria ter aprendido há algum tempo: a verdade está nos gestos, não nas palavras.
Mas seria possível tua mão mentir pra mim?
O que deixei faltar?
Que lacuna abri pra deixar ela passar?
Porque se o que te levou à ela foi o meu silêncio, no domingo falei. E mesmo assim vc foi.
Será que não me fiz clara ou era tudo mentira desde o começo?
Na verdade quero saber mesmo pra ver se me melhoro.... Pra ver se entendo, porque não entender está tornando insuportável ficar em mim.
Quando fecho os olhos e peço a Deus que me explique o que passa com as pessoas desse mundo doido, só consigo ver que vejo o que vcs não vêem.
Que por mais que vc queira fazer melhor é provável que vc nunca faça.
Isso me ensina algo que já deveria ter aprendido há algum tempo: a verdade está nos gestos, não nas palavras.
Mas seria possível tua mão mentir pra mim?
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
06 fevereiro 2013
Codinome E
Sou do tipo que se ilude.
Daquelas que acredita quando dizem que vão ligar.
Mas as coisas mudam, certo?
Quem sou eu para questionar?
Sou também do tipo que sobrevive de migalhas, sabe?
Afinal algo ficou para trás: os restos.
Quem sou eu para me acusar?
Sou daquelas que acredita, talvez seja esta minha maior característica.
Tenho descoberto, e afinal entendido, a voz desse mundo louco que me jogaram sem paraquedas e dicionário.
Na linguagem doida desse mundo torto, a menina insegura que troca sexo por afagos, opiniões por abraços, vontades por aceitação tem nome: chamam-na piranha. Piranha. Pois prostitutas se paga e essas é possível comer de graça.
E aquele que desesperadamente se debate tentando um lugar. Uma afirmação. O que, dividido entre honra e Honra, engana-se no primeiro e afirma-se como procriador, esquecendo-se que também é gente.
Mas fui eu quem caiu do céu.
Eu que não faço parte daqui.
Teria eu nome para vocês também?
Chamar-me-iam Esquisita?
Tenho respondido pelo codinome E há algum tempo.
Que me lembre? Bom, desde que pisei no chão.
Daquelas que acredita quando dizem que vão ligar.
Mas as coisas mudam, certo?
Quem sou eu para questionar?
Sou também do tipo que sobrevive de migalhas, sabe?
Afinal algo ficou para trás: os restos.
Quem sou eu para me acusar?
Sou daquelas que acredita, talvez seja esta minha maior característica.
Tenho descoberto, e afinal entendido, a voz desse mundo louco que me jogaram sem paraquedas e dicionário.
Na linguagem doida desse mundo torto, a menina insegura que troca sexo por afagos, opiniões por abraços, vontades por aceitação tem nome: chamam-na piranha. Piranha. Pois prostitutas se paga e essas é possível comer de graça.
E aquele que desesperadamente se debate tentando um lugar. Uma afirmação. O que, dividido entre honra e Honra, engana-se no primeiro e afirma-se como procriador, esquecendo-se que também é gente.
Mas fui eu quem caiu do céu.
Eu que não faço parte daqui.
Teria eu nome para vocês também?
Chamar-me-iam Esquisita?
Tenho respondido pelo codinome E há algum tempo.
Que me lembre? Bom, desde que pisei no chão.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
05 fevereiro 2013
Seu Puto!
Meu anjo, deixe-me explicar algo que penso que você ainda não entendeu: você não vai conseguir comer a mim e a Cláudia ao mesmo tempo. E não, essa não é uma daquelas ocasiões em que dois coelhos são mortos em uma só cajadada ao contrário do que você tem tentado fazer.
Eu não estou te pedindo em casamento, não espero que você saia na noite e mantenha seu pênis enclausurado porque assim eu o quis. Mas o mínimo de respeito, né? Sempre bom. Ela trabalha comigo, porra.
Ah é! E eu também não vou ser sua amiguinha. Mal ae, mas não é o que eu quero. Sinto informar, mas não será possível fuder a gostosa e conversar com a inteligente. Lembra dos dois coelhos? Pois é, vai morrer um só.
Sabe... em segunda análise, de repente é melhor você ficar com ela mesmo. Vocês se merecem: A Piranha e O Cafajeste. Dava um musical! Vocês poderiam ir pra garagem, ela com a calcinha arriada e o Catra cantando no fundo! Olha que legal!
Mas pensando melhor, é melhor não! A cara de pau dele não chega aos pés da calhordice de vocês!
Perdoe meu tom crítico, minha ira não é por você, é por mim que ouvi cada um dos meus amigos dizendo que vocês (é! Vocês, no plural mesmo) não prestavam e, desconsiderando seus conselhos sábios, considerei meu coração tolo que dizia que foi legal, que vocês são legais. Que ela merecia fazer parte de uma festa para todos, que você... eu acreditei nos seus olhos, mas esqueci que nem você acredita em você, de que vale eu acreditar?
Ah é! quer saber porque eu não demonstro que tô afim? Por conta de putos como você!
Parabéns!
Tá, tenho de assumir também: se eu fosse melhor demonstrando talvez você não tivesse se sentido inseguro e ido falar com a Claudia, fura-olho.
Ai Puta que pariu! Eu não sei fazer isso! Eu já disse que estou afim. A minha palavra vale muito, então acredita nela! Eu sei que é pedir muito pra quem nem me conhece, mas eu...eu realmente quero tentar de novo, mas você não tá tornando as coisas nada fáceis!
Ah! Deixa isso pra lá!
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
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