21 fevereiro 2013

A lógica desse raciocínio.

Funciono assim: quanto mais faço algo certo, menos capaz me sinto de continuar fazendo.

Sei que parece contraditório, mas existe uma lógica nisso.


A questão é que quanto mais corretamente executo algo, mais me cobro pela execução e espero que da próxima vez seja feito no mínimo com a mesma excelência ou com uma ainda maior. E é ai que me frustro.


Geralmente não levo em consideração se o novo desafio é mais complexo que o anterior. Só me preocupo com os resultados, que geralmente são catastróficos visto que mesmo que eu faça um projeto melhor e depois outro melhor ainda por 10 vezes consecutivas, como sempre estou elevando os padrões em uma parábola crescente, eventualmente errarei (senti um aparto no peito ao digitar essa palavra: errarei). Eventualmente não conseguirei de primeira atender às exigências por mim estabelecidas. 

Porque tem de ser de primeira!

Lembro agora da Pops me dizendo: "Ah! E porque você tentou uma vez e não conseguiu já vai desistir? Você tentou uma vez só, pô!"

Me rio. 

E me é permitido tentar mais? Questiono internamente.

Sinceramente não sabia. Achei que era uma vez e ponto. 

Por mais ilógico que isso pareça.

Estou que não consigo olhar para o projeto. Só vejo feiura. Tudo inacabado. Desencaixado.

De repente no lugar de dois paneleiros colocarei um só. Assim vou ter mais espaço de bancada. Não. Não, melhor não. Vendemos armários, não bancadas. Acho que devo mostrá-los mais.

Bem, deixe-me voltar para o meu projeto. Afinal, escrever alivia, mas não resolve.







Nenhum comentário: