06 fevereiro 2013

Codinome E

Sou do tipo que se ilude.
Daquelas que acredita quando dizem que vão ligar. 
Mas as coisas mudam, certo? 
Quem sou eu para questionar?

Sou também do tipo que sobrevive de migalhas, sabe? 

Afinal algo ficou para trás: os restos. 
Quem sou eu para me acusar?

Sou daquelas que acredita, talvez seja esta minha maior característica. 

Tenho descoberto, e afinal entendido, a voz desse mundo louco que me jogaram sem paraquedas e dicionário.

Na linguagem doida desse mundo torto, a menina insegura que troca sexo por afagos, opiniões por abraços, vontades por aceitação tem nome: chamam-na piranha. Piranha. Pois prostitutas se paga e essas é possível comer de graça.


E aquele que desesperadamente se debate tentando um lugar. Uma afirmação. O que, dividido entre honra e Honra, engana-se no primeiro e afirma-se como procriador, esquecendo-se que também é gente.


Mas fui eu quem caiu do céu. 

Eu que não faço parte daqui.

Teria eu nome para vocês também? 

Chamar-me-iam Esquisita? 

Tenho respondido pelo codinome E há algum tempo. 


Que me lembre? Bom, desde que pisei no chão.



Nenhum comentário: