27 abril 2013

O assexualismo como alternativa à confusão humana.

As pessoas são estranhas e confusas.

Não tem jeito. Entendê-las é demasiadamente complicado para mim.

Pronto. Tenho dito!

Adeus

Dizer adeus é sempre complicado.

Foi realizador poder viver com você algo que queria, senti um pouco de medo, confesso, mas hoje tudo que ficou foi esse sorrisinho acompanhado de um leve frio na barriga ao te ver na memória.

É difícil dizer adeus, ainda mais assim pra você. Mas não seria eu se não o dissesse.

Tive a mesma discussão com uma amiga por anos: manipular ou ser manipulado? Ela sempre escolheu manipular.

Nunca pude fazer o mesmo. Quando penso em você sendo feliz, sorrio.

Sei que é um momento de mudanças, mas convenhamos: sou idosa (risos). Quero uma família, amor.

É como se eu quisesse pedir a Deus, por favor, só me dá um descanso. Não que eu não saiba viver sozinha, não que eu não me vire bem. É daquele alento que estou falando, o abraço apertado dizendo que vai ficar tudo bem.

Vou cuidar um pouco de mim, há um tempo não me dou muita atenção.

26 abril 2013

Homens São Complicados.

(tem um reclamando aqui na minha frente agora)

Hoje entendi como funciona o jogo da conquista: a fêmea olha para o macho. Mais uma vez. Dá um sorriso. Outro sorriso e o macho sabe que ela o deseja. 

Hoje entendi o cú doce: ele dá sentido à tudo isso. Afinal olhar + sorrir = ficar, torna tudo demasiadamente simples. Alguém tem de enrolar em algum ponto, e é aí que o ânus mela.

Nunca fui boa em flertar. Maxolofóbica, já falei. Até um homem chegar em mim era um parto!  E nunca era o que eu queria.

Esses dias fiquei com um cara legal, por isso temos um texto agora. Se não enrola no início, vai enrolar ou no meio ou no final. Bem-vindo ao meio.

Ficamos. Mandei uma mensagem pra ele. Dizem que não se deve mandar. Ignorei, enviei mesmo assim. Ele respondeu e depois não respondeu mais. 

Estranho. Ele parecia interessado.

Começo a me perguntar o que fiz de errado, sou dessas que se culpa. As possibilidades?

1- Falta de tempo. (Se ele for do tipo que trabalha como eu).

Sexta à noite, sentada à mesa da loja, configurando meu laptop. Enquanto espero, escrevo este texto. É um bom argumento esse dá falta de tempo.

2- Ofensa do falo.

Quando nos despedimos o levei ao bairro próximo para que ele pudesse tomar um táxi  Começou a chover e fiquei rodando até encontrar um que o levasse à casa, apesar dos seus apelos de que podia fazer isso sozinho. Mal ae, sou dessas que protege.

Ah! É. Os homens tem disso. Às vezes a gente tá tentando ajudar, mas eles acham que nossa ajuda quer dizer que eles não conseguem fazer. 

Cara, não era isso! Eu estava tentando ajudar somente. Foi mal! Será que podemos passar uma borracha nisso e voltar àquele momento que você me ligava?

3- Obesidade mórbida.

Sou gorda. É isso! Tenho certeza. 

4- Sou chata.

Inegavelmente insuportável. Nasci assim. Vou morrer assim. Já são 7 anos de terapia e isso não melhorou. Caralho é isso.

Mais culpa dessa vez. Muito mais.

O churrasco começou, tá complicado continuar escrevendo. O laptop já configurou também, tenho de ir.



24 abril 2013

Agora que voltamos de Angra

Agora que voltamos de Angra o clima está mais fresco, o ritmo mais lento e meu cérebro congelado. Há quem diga que são os efeitos da tranquilidade da ilha, já eu penso ser insolação mesmo.

Passamos o dia ontem no barco. Entre o biquini molhado, o calor do sol, o vento frio nas pernas e os braços que se protegiam nos casacos que levamos.

Angra foi assimétrico.

Começou no sábado. Encontrei esse rapaz que conheci em um site para novos escritores. O achei assim por acaso e nos demos bem. Douglas o nome dele. Douglas Soares. 

Interessante que todas as vezes que conheço alguém fico avaliando se o sobrenome da pessoa vai combinar com o meu. Só pra ver se não vai ficar feio no nome das crianças. Por exemplo, alguém que tenha "eira" no final não soa muito bem com o meu Pereira. Foi assim que eu soube que o Yuri não era o homem da minha vida, por mais que o amasse. Pereeeeira Eeeeeiras. Não soa bem. O Ferreira do Felipe também o fez dançar. O Ferreira e sua insegurança galopante também, é claro.

Douglas. Ele é pequenininho, deve ter seus 1,70m no máximo. Alargador, braço fechado, tem estilo. O que mais gostei nele foi que logo na primeira vez que conversamos, já foi dizendo que gostou de conversar comigo e que de repente quem sabe saia alguma coisa disso. Tem um nome pra gente assim... como é mesmo?...

 (desculpem a demora. Tiver de ver no facebook a definição)

MALAXOFOBIA (s.f.): medo de amar, aversão aos jogos amorosos, à sedução. Aversão a métodos de sedução pré-concebidos, optando quase sempre para a sinceridade direta.

Malaxofóbica, prazer!

No caminho para a ilha encontramos pai e filho num posto de gasolina. E depois no outro também. Viraram nossos companheiros de viagem e mais tarde de bar. Bebemos juntos até às 3 da manhã. Impressionante como pode-se chegar fundo em uma única noite. Impressionante como descemos e subimos e continuamos na superfície, sem avançar um milímetro sequer em direção ao outro.

A segunda foi de trabalho. 

A terça de sol. O barco foi uma merda. Impossível combinar a paisagem de Ilha Grande com axé. Não conversam os dois.

Hoje ainda não acordei. Envio impressões diretas do meu sonho dessa noite. 

Nele tem um barco, uma paisagem bonita, seu braço tatuado. 

É verdade, tinha esquecido de dizer: foi bom beijar você.




13 abril 2013

Para pegar o invisível.

Hoje descendo a Grajaú quis pegar o vento, levar um pouquinho dele pra casa comigo, mas a cada vez que fechava a mão no intuito de capturá-lo ele se esquivava passando pelo meu punho cerrado. Foi aí que percebi que a única forma de levá-lo comigo era deixando que passasse por entre os dedos. Suave e fresco.

Talvez seja assim, só sentindo mesmo para conseguir pegar o invisível.

06 abril 2013

Frio e Suor

Não sei se são os remédios que estão baixando minha pressão e me colocando nesse estado de agonia. Talvez a febre alta abra algum canal entre a realidade e o que tento esconder, mas fato é que estou em pânico.

É um desespero que vai e volta em meio ao frio e ao suor. 

Acho que estou delirando.

Ansiedade.

As soluções do projeto da cliente de ontem. Dor. Vira para um lado. Para o outro.

As soluções para a minha vida. Frio seguido de suor.

Medo.

O pânico me domina. Penso que vão descobrir que na verdade é de propósito, que isso tudo poderia ter sido evitado se eu tivesse mais autocontrole.

O pânico aumenta. E se descobrirem?

Só preciso ter uma vida mais regrada. É só tomar o suco verde de manhã, o chá da imunidade, comer arroz integral, legumes, não fumar.

Sei a solução.

Vou contar um segredo: a verdade é que assim me sinto mais eu. Debilitada, incapaz, com dores, zonza.

Assim é que me sinto na minha pele. Assim que me sinto eu de verdade.

Cada vez que trago o cigarro sinto minha energia ir embora, e me sinto eu.

Quando estou bem, quando saio com pessoas que gosto e temos uma boa conversa, quando assistimos um filme bobo e engraçado, parece a vida de outrem, não a minha. A minha é doída, verde escura.

Estou na cama com febre e dor de garganta vivendo a vida que escolhi pra mim.

queria escolher algo diferente, queria viver como outra pessoa e me sentir eu. Sei lá.

Suor. 

02 abril 2013

Só porque transborda

Ah! Escrever! Sinceramente, preferiria apresentar algo previamente elaborado, já revisado: confesso ter certas questões com a imperfeição.

(Longa pausa)

Sobre o que falávamos mesmo? Ah! É, escrever.

Escrevo porque transborda. É verdade que algumas vezes escarro, mas é sempre o que sai, da maneira que sai.

Fiquei pensando no que falar. Perda de tempo tentar encontrar o assunto ideal. Há algum tempo desgarrei-me do fantasma da não-aceitação. Hoje, ele só me acompanha e assombra em horas como esta, mas deixa isso pra lá. Quero falar mesmo sobre um pensamento super interessante que tive na aula de psicologia ontem: ela disse que só fazemos algo, só tomamos uma atitude para satisfazer uma necessidade primária. Minto. Não foi isso! O que ela disse foi: "Aprendemos para satisfazer uma necessidade (física, emocional, etc.)". Quem disse isso, na verdade, foi Skinner, ela o estava parafraseando apenas. Quem foi Skinner? Também não sei!

O pensamento: se aprendemos para satisfazer uma necessidade e soi essa pessoa que quer aprender tudo, que necessidades são essas? Do que preciso tanto para tanto questionar?

Você que está me conhecendo agora não sabe, mas sou do tipo que pergunta. Muito. Irritantemente. Detenho essa necessidade louca de entender. Só isso me interessa!

É claro que enfrento certas dificuldades sob vários aspectos, me sobrecarrego.

Mas agora que estamos mais íntimos, deixa eu te contar sobre isso que tem me incomodado e há algum tempo fujo de ver: estou com medo, é muita coisa na minha cabeça, tenho agido em desacordo com quem fui. É uma revolução. Sinto-me feliz, sinto-me mais eu. E é ai que me cago.

Ter tornado público o que escrevo, trabalhar no que gosto sendo mal remunerada, tabagismo. Ai Deus! Aonde vou parar?

Sempre soube que sou dessas que fazem muitas coisas e justamente por isso que ao máximo tentei me evitar, só que esses dias minha represa rompeu, haha! E está respingando em você!

Temos só mais cinco minutos mais e ainda vou trabalhar. É, também faço hora extra. Essa semana abriremos um novo quiosque. Estou ajudando o Leo a pintar uma parede, organizar os arranjos. Você ainda vai ouvir falar mais dele.

Bem, "time's up!" Depois penso melhor sobre o que tento esconder. Até!



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Esse texto foi escrito a pedido da minha professora de Comunicação e Discurso na minha primeira semana como estudante de jornalismo e me fez muito feliz!