e seus dias, segundo eu
Esse post deve ser lido com música. Segue a trilha sonora que recomendo.
Decretei segunda-feira o dia da faxina aqui em casa. Duas horas por semana limpando e organizando a casa parece bom para mim.
Comecei a fazer a conta. Em uma semana de 168 horas:
02h/ sem para a faxina
36h/sem para o design
06h/sem para o estágio
06h/sem para a tradução voluntária
01h/sem na terapia
02h/sem na yoga
42h/ sem na cama (dormindo ou tentando)
14h/sem me deslocando
Sobra uma média de 8h/dia para usar como eu quiser. No que estou gastando as minhas horas?
Bom, ontem foram 5 horas entre sair do trabalho, ir ao cinema e voltar para casa. Considerando a 01 hora extra que fiquei esperado o segurança chegar e passei do horário no trabalho, a 01 hora antes de entrar no trabalho que cozinhei, organizei a bolsa e me arrumei, somados aos 30 min que levei para me maquiar antes do cinema e os 30 min entre chegar em casa do cinema, tomar banho, tirar a maquiagem, colocar o pijama e dormir. Bom. Foram-se as minhas 8 horas.
Fiz chá hoje. Devo ter perdido uns 15 minutos nisso.
De qualquer maneira, meu ponto não é esse. O que pensei mesmo foi:
02h/ sem para a faxina
36h/sem para o design
06h/sem para o estágio
06h/sem para a tradução voluntária
01h/sem na terapia
02h/sem na yoga
42h/ sem na cama (dormindo ou tentando)
14h/sem me deslocando
e quantas para mim?
O chão da minha casa tem um horário reservado para ele (ao menos enquanto estou de férias heheh), mas eu não. Foi muito triste constatar isso.
Eu queria, assim, ter umas 2 horas por dia para mim para...
Há também os momentos que levanto para, como agora, pegar chá e lembro que a segunda leva de roupas está pronta para ser estendida, e vou eu estender.
O dia está muito bonito hoje, esse sol amarelado com brisa fresca que só o inverno pós-aquecimento global pode proporcionar. Lembro da minha infância, o verão era fresco como o inverno é hoje.
De qualquer maneira há dois coqueiros na frente da minha varanda, é bonito quando o vento bate neles. Eu queria ter umas duas horas por semana para ver o vento batendo neles e eles suaves deslizando para um lado, para o outro, e teimosamente voltarem a sua posição original tão logo o vento cessa.
Lembro das tardes no terceiro ano do colégio. Estudava pela manhã e fazia cursinho pré-vestibular à noite. Ah, é! Foi aí que conheci o Rafael. A parte da tarde era livre. Chegava da escola, almoçava, por vezes (muitas vezes) lia, dormia, brincava de me maquiar. À noite, como já disse, estudava.
Sempre estudei muito. Uma amiga, Dani, que me fez ver isso pela primeira vez. Ela disse: "Nany, você está sempre estudando! Mesmo quando não é uma faculdade, agora é o francês, e antes foi a fotografia, e antes? O que foi?." Porra, não é que é verdade.
Gosto mesmo quando tenho tempo para deixar acontecer o que vai acontecer. Por exemplo, hoje estou de folga, já tinha na mente uma lista do que fazer:
1- 02 h para casa, afinal hoje é segunda.
2- 01h para o estágio
3 - 01h na tradução voluntária
4- 01h na yoga.
Se acordei às 10:22 e vou dormir por volta da 01 da manhã, isso me dá umas 13 horas e
(banheiro e 02 ligações)
38 minutos livres.
Foram 2 horas e 38 minutos entre acordar, trocar de roupa, limpar a casa (2h), fazer a comida e almoçar.
01 hora aqui no computador escrevendo
Saldo de 10 horas. Mas já são 15:12. Que horas é o yoga, mesmo? Tem 16:00 e 19:00, qual das duas eu vou?
Se for na das 16:00 já tenho de começar a me arrumar para ir, levo 30 min até lá de bicicleta.
É... devo ir mesmo na das 19:00. Isso me dá mais umas 4 horas. Duas para o estágio e o voluntariado e 02 para mim. Parece bom.
Ah, é! Decretei a terça-feira como minha. É dia de psicóloga, salão, ler? Brincar de maquiagem? Talvez.
A quarta ou quinta-feira (um dos dois) é dedicada à militância. Afinal, de todos os meus, sou só eu. Não devo recuar.
Agora vou deixá-los livres para rir e reafirmar que sou louca e devo me tratar. Também amo vocês!
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