01 dezembro 2014

Alento



Durante muito tempo eu quis que a vida me desse um intervalo para descansar. Por muito tempo pedi só um pequeno instante de paz e sossego. Clamei desesperadamente por um minuto de quietude e silêncio, em que seria afagada e confortada por alguém que me amasse.

Mas adivinhe? Nem a quietude nem o conforto vieram para mim. Ontem à noite percebi que eles nunca chegariam. A vida não me proporcionaria paz e afago antes que eu mesma conseguisse fazê-lo.

Ontem à noite percebi que se quero o silêncio da ausência de preocupações, eu mesma teria de criá-lo. Ela simplesmente não pararia seu curso só porque quero descansar e meu ser amado não me abraçaria antes que eu mesma pudesse me reconfortar.

Hoje, quando me senti cansada, descansei. Deixei tudo que me aporrinhava para lá, deitei e assisti minha série predileta. Quando precisei de afago, me abracei, garanti que ficaria tudo bem e ficou.



22 setembro 2014

A Soma dos Fracassos



Afirmo sem medo de errar que sou detentora de vasta experiência no campo dos relacionamentos falidos. Ao longo dos últimos 27 anos consegui ruir com 1 casamento, 7 namoros e mais alguns incontáveis peguetes que nada tardaram em correr para bem longe. Foram pelo menos 3 amores verdadeiros não vividos, alguns ódios jurados eternos e muitas indiferenças. 

Sou filha de pais que nunca chegaram a se separar. Eles preferiram o inferno do pior litígio existente: continuaram casados brigando como se estivessem no clímax do divórcio. Nunca compreendi porquê eles brigavam tanto...

Nunca fui partidária da ofensa, mas que dá um ódio louco ver aquele ser congelado, inanimado, estático! ali do lado, isso dá! E eu não ia dormir com esse barulho não!


Mas veja você que meu mais recente fracasso trouxe com ele uma luz. Ele me mostrou que briga aquele que quer ficar junto. Quem briga quer enfiar na cabeça do ser humano que ele está fazendo tudo errado. Briga o que pensa que pau que nasceu torto deve ser consertado. Briga quem quer explicar e, principalmente, quem faz questão que o outro entenda. Quem não briga não enfrenta. Abandona, deixa pra lá. 

Hoje sei que meus fracassos não derivam de minha vasta experiência em relacionamentos, somo fracassos apenas por não lutar. 

Leia também: Inquieta

14 setembro 2014

Inquieta



"Sou inquieta..." assim começa o Sobre Mim do meu currículo. O que para mim não é apenas uma forma muito característica de começar a me descrever, mas uma das únicas maneiras possíveis.

Por muito tempo acreditei que era dessas pessoas que se acomodam, das que empurram tudo com a barriga, deixam o tempo passar... Me rio pensando nisso. Que ilusão! 

Minha inquietude transborda em acessos de "Não sei mais o que fazer!". Precedido, é verdade, de desculpas sinceras, mas quem foi que disse mesmo que precisava consertar? E justamente por essa deficiência de esperar que me lasco. Eu tento, tento, tento, e quando me vejo sem mais saídas, desisto. Mas não pela desistência que aguarda, é uma desistência que abre mão, abandona. 

Recebi esse fim de semana uma amiga que está sempre de bem com a vida. Ana é assim porque tem problemas demais. Parece paradoxal, mas sabe que não. Na verdade, ela já aceitou que é assim mesmo, que não dá pra resolver tudo, que os problemas vão aparecer e desaparecer para dar espaço a novos problemas. Mais criativos e difíceis de se lidar. Contou-me que acorda e dorme feliz! Como pode isso!?!? Parece tão distante de mim que entre o despertar e o adormecer experimento de tudo um pouco. Céu, inferno, limbo e o que mais minha cabeça pode criar. 

Sinto que errei mais uma vez da mesma antiga maneira. Erro por não saber esperar, não poder me distrair enquanto as coisas naturalmente se acomodam. Será mesmo que se acomodam? Com isso me exaspero, desgasto, morro devagar.

Maria Teresa, minha terapeuta, sempre pergunta por que escrevo. Ela diz que tenho de falar. Escrevo porque transborda, fato já conhecido por todos nós. Mas escrevo, também, porque a vida tem essa incrível habilidade de ocupar todos os meus amigos quando preciso desabafar. Ou não atendem ou estão no trânsito ocupados com algo que, por mais que seus belos corações queiram, torna impossível para eles me ouvir. Aí escrevo. É um jeito de sublimar essa vontade louca que me dá de por pra fora coisas tão confusas que passam aqui dentro que se não fosse a escrita fariam de mim uma ilha. 

Maria Teresa me pergunta também porque fumo. Digo pra ela que é impossível enxergar o mundo e não sentir, mesmo que de leve, vontade de se matar. 

Uma parte de mim implora por perdão. A outra me questiona: "Perdoar pelo quê?". Ao que a primeira contesta, por não ser melhor. 

Hoje me desculpo por não saber esperar. Sou inquieta e tem sido muito (muito) difícil me modificar.


Leia também: Sobre a Verdadeira Vontade da Vida, e Sua Significação Artística

18 agosto 2014

Sobre a verdadeira vontade da vida, e sua significação artística.



Eu. 

1. O Questionamento da Loteria
Ele diz: "Se eu ganhasse na loteria, e soubesse que não preciso mais me preocupar em como conseguir me manter financeiramente, o que faria da vida?". Em tese, a resposta a esse questionamento é a sua verdadeira vontade de vida. É uma forma de te deixar livre das amarras das questões de ordem prática e te fazer livre no seu imaginário.

Minha resposta óbvia sempre foi: " Eu teria uma empresa de design", mas esse desejo sempre foi algo que dependia de outras pessoas para se concretizar e, por esse motivo, nunca consegui por todas as peças juntas, uma do lado da outra de forma que minha verdadeira vontade de vida funcionasse.

2. B*
Há muito pouco tempo que conversamos e já me sinto feliz de tê-lo na minha vida. Já me sinto feliz com a ideia de tê-lo. Contudo, passa que a presença de alguém em nossas vidas é uma construção, e construções demandam tempo e, agora que já sou crescida, não existe um norte rotineiro que guie minhas relações. Hoje, tudo é uma questão de querer continuar junto e se ele não quiser?

3. Arte
A significação artística é encontrada no momento que limpamos todos os excessos e plasmamos tão só e magicamente a essência do que se pretende retratar.


Sempre imaginei que as pessoas fazem escolhas sabendo a razão delas, o que não é verdade. Porém, de alguma maneira acreditei que sim, e tentei fundamentar minhas escolhas em um significado que não existe no momento que tomo as decisões. No entanto, passa que o significado artístico das minhas está baseado nessa vontade visceral do meu próprio lugar, no qual eu teria minha própria voz e que essa seria ouvida.   
   
Nesse lugar de questionamentos, que toma palco num domingo de madrugada, pergunto: "Será? Será mesmo o que dependo de alguém para tornar aquilo que quero concreto? Será que, em verdade, a todo momento depende de alguém? Será que não depende? Até que ponto depende?"


ps1: Acho que dá para entender um pouco porque tenho tanta dificuldade de dormir.
ps.2: Acho que também dá para entender porque tenha tanta dificuldade de acordar.
ps.3: Me senti o Milan Kundera escrevendo isso. hehehehe

12 agosto 2014

Sobre M* e suas Conquistas, um Seminário e a Metade que Falta em Mim.

Eu conversei com o M* hoje no whats app. Ele encontrou uma casa em Teresópolis e está se mudando pra lá daqui uns 10 dias. 
Sempre conversamos muito sobre isso, até poque M* é um cara que perde a paciência com alguma facilidade e esse ambiente urbano não faz muito bem pra gente como ele, trânsito, filas e calor estressam muito. Conforme o estresse sobre, os problemas dele com álcool e cigarro se agravam um pouco. 

Sabe, dos ex que tenho ele é o único que ainda falo e isso é importante pra mim. Saber que a gente passou o que tinha de passar e não se odeia. Só que essa é um pouco a questão pra mim. A sensação que tenho é que só me desgastei ao longo desse tempo junto. Não acho "que passei o que tinha de passar", sinto que o que passei foi desnecessário, não consigo pensar em nada que aprendi com ele além de apertar cigarro (o que não me é muito útil, porque não fumo mais tanto, e quando fumo, não é desses cigarros que se faz).

Penso - num misto de inveja e dor- no quanto ele não ia atrás dos objetivos dele e como isso mudou depois que "passamos o que tínhamos de passar" (e a prova disso é essa casa que ele está agora). O mesmo aconteceu com o Ohad que, dois anos depois que nos separamos, encontrou uma pessoa legal e se casou com ela.

Sei que a pergunta óbvia é: por que eu não vou atrás dos meus objetivos, então? Mas a verdade é q eu vou, só não "cheguei lá" ainda.

Não to dizendo que não fico feliz por eles, muito pelo contrário, realmente fico em paz de saber que estão bem e que de alguma maneira contribui para isso, mas uma parte de mim não deixa de pensar que, na verdade, eu que estou fazendo algo errado e que é por isso que "não deu certo" comigo. Ainda não encontrei esse amigo que também é um amante. 

Lembro de um seminário que vi de um pastor americano que explica as diferenças entre mulheres e homens. Chama-se "Uma Fábula de Dois Cérebros - a Diferença entre Homens e Mulheres" de Mark Gungor. É bem interessante, e eles tem o seminário legendado no Youtube. Ele diz que as mulheres têm o cérebro programado para doar, doar, doar. E os homens para receber, receber, receber. 

Tenho certeza que a resposta aos meus questionamentos passam por essa afirmativa do seminário. No entanto, tenho essa outra parte de mim que diz que "dar certo" é algo que está fora de mim, que eu dependo de alguém para que isso aconteça, será mesmo? 

10 agosto 2014

Boa Noite ou Bom Dia?

Isso é muito interessante, são 01:46 da manhã, e me encontro espalhada pelo sofá entre travesseiros, cobertas, os textos de Teoria da Comunicação que tenho de ler, controles da tv e da Net. Dormi o dia inteiro e agora que já é noite que me sinto suficientemente descansada para começar a fazer algo.

Tem sido assim no período de aulas, sempre muito exausta. Vendo filmes no sofá ao longo do dia e estendendo roupa, cozinhando e lendo à noite.

Cheguei até a pensar que não gostava mais de escrever. Mas a verdade é que só estou consumida pela rotina mesmo, e como escrever é algo que só consigo fazer quando estou descansada (ou profundamente triste)... bom, tem um tempo que não o faço.

São 12:52 em Singapura, agora. Fico pensando como é que deve ser viver no futuro, porque para eles já é segunda a tarde, e para nós ainda é madrugada....

De qualquer maneira não faz muita diferença, é uma resposta que não tenho como obter e mesmo que a consiga não vai mudar o fato de, no meu presente, eu ter uns textos de comunicação para ler.

Boa noite, ou dia. Sei lá.


13 julho 2014

Sobre o Surrealismo, o Estado de Exceção e o roubo do meu óculos



O Surrealismo sempre foi o movimento artístico que mais gostei, não por sua estética, plástica, mas única e exclusivamente pelo fato dele ter surgido. O Surrealismo nasce no pós 1ª Guerra Mundial e toma força com a quebra da bolsa em 29. A leitura que eu faço é de que as pessoas viram tantos absurdos, tantas coisas que não se tem como descrever que o impossível tomou forma, o impossível agora passava a ser retratado. Ao impossível que se tornou real, deu-se o nome de Surreal. O Surrealismo é o movimento do surreal, daquilo que transcende o real.


Em sociologia, o termo Anomia foi introduzido por Durkeim, para mostrar que algo na sociedade não funciona de forma harmônica, quando são rompidos todos os valores tradicionais, no qual tudo é possível, como nas guerras.




Durante a 1ª Guerra, viveu-se a Anomia. Civis sendo sistematicamente atacados como se fizessem parte do conflito, a conquista de um território que imprimia a conquista de tudo que nele havia, ignorando o direito à propriedade privada. Na Anomia, não se conquistam apenas o território, mas suas mulheres, e o "direito" de usá-las.  


Atualmente, no Brasil, vivemos um Estado de Exceção, que se opões diametralmente ao Estado Democrático de Direito, que seria o Estado no qual a população abre mão do seu poder de justiça individual em prol de um poder regulador maior. No Estado de Direito, a justiça não é feita pelas próprias mãos, recorre-se a um Estado, a um poder maior que, através de leis (também definidas e acordadas pelo povo), impões limites e penalidades para aquilo que se considera prejudicial à sociedade, crimes.



Mas não é bem assim no Brasil atual. No Brasil atual, temos de uma forma velada (não declarada) a suspensão de direitos e o Estado pode tomar, sem perguntar a ninguém antes, decisões que limitem os poderes do cidadão, como decidir a seu bel prazer quem deve ou não ser reprimido. E o Estado decidiu reprimir aqueles que se opõem a ele. Todos aqueles que abriram mão do seu direito de justiça individual em prol de um poder maior e que, hoje, acham que ele não está sendo bem utilizado.Se você, como eu, acredita que deviam ser feitos maiores investimentos em saúde, na formação educacional de uma população dotada de consciência crítica, que não concordam com a forma que o seu dinheiro está sendo administrado, bem, vocês também estão contra o Estado, e porque é um Estado de Exceção velado, você pode até tentar se opor, mas eles vão te reprimir. E hoje, foram 7 policiais (unidade física do aparelho de repressão estatal) para cada opositor. Hoje, a relação foi de 7 para calar a cada 1 que queria falar.



E foi nesse contexto de anomia, suspensão arbitrária dos direitos civis e surrealismo que meu óculos foi roubado. Tão logo a confusão começou no Ato dos Professores do dia 13 de julho de 2014 na praça Saens Pena, coloquei a minha máscara e meu óculos de proteção contra gás lacrimogênio. No segundo que coloquei a máscara, um policial disse que eu tinha de tirá-la, sob a ameaça de desacato caso eu não a retirasse. Retirei.



Em um outro momento, com muitas bombas, uma menor foi apreendida. Eu tentava fotografar o número da viatura que a levava com policiais homens apenas dentro (em um Estado Democrático de Direito uma menor não pode ser apreendida e levada dentro de uma viatura, muito menos sem a presença de uma policial mulher, muito menos sem que seja informado para qual delegacia), fui empurrada para longe da viatura e quando me afastava, um policial arrancou o óculos do meu rosto dizendo:



"Eu disse que era para tirar a máscara!"



 Impotência e depois raiva. Pude ver ele se afastando com meu óculos na mão, mas eram 7 para reprimir cada 1 que tentava discordar, e ele se foi.



Uma amiga diz que tenho de escrever textos que motivem as pessoas a pensar, mas e quando a gente chega em casa desesperançoso, sabendo que o movimento diminuiu para menos de um décimo do que foi um dia, e que a repressão é imensa, que enquanto você apanha as pessoas assistem a TV, o que você faz?

17 junho 2014

Sobre quem sou e quem também habita em mim

Hoje, conversando com um amiga ela me falava do tipo de texto que escrevo que mais a agrada. Ela gosta do meu estilo sarcástico-irônico-divertido, que se assemelha muito com quem sou no cotidiano.

Contudo, passa que também sou depressiva e dramática e chorosa e melancólica e louca.

Tudo isso faz parte de mim. Sirva-se do que te convém.

09 junho 2014

Na Cadência do Samba


Sempre fui do tipo que planeja. Meu dinheiro era guardado e usado como o esperado, meus prazos cumpridos, trabalho e depois prazer, nessa ordem. Sem exceção.
Mas eu não estava bem.

Há uns dois anos, decidi que não iria mais me programar. Deixei a vida me levar. Não juntei dinheiro, não fiz planilhas, mas eu não estava bem.

Agora, já acho que é um pouco dos dois. Primeiro a gente planeja, orça, se prepara o melhor que dá e vai. Só que de olhos fechados e no escuro.


24 maio 2014

Onde estou eu, onde está você: Arrependimentos

Eu jurei que não escreveria mais até que tivesse terminado de revisar meu livro. Esse era um pequeno estímulo para me fazer acabar logo, mas acontece que no meio do caminho eu fiquei tão triste, que não deu para segurar.



Todos nós procuramos um alguém especial. Aquele que vai estar do lado, desfrutando dos nossos desfrutes, rindo das nossas risadas, nos acompanhando.

Constante e incessantemente, me pergunto por que é tão difícil assim encontrar esse alguém? Tantos querendo. Tão boas pessoas. E por que não se encontram, e quando se encontram, por que não dura?

Ontem escrevi uma carta para Deus buscando um pouco de paz, talvez? ou seria alento? É possível que eu só quisesse que ele preenchesse esse vazio que fica quando alguém, ou a perspectiva de tê-lo, se vai.

Conheci pessoas que estavam sempre namorando, que "não conseguiam ficar sozinhas". Bom, eu que sempre fui só, nunca entendi muito bem isso. Sempre fui eu e eu mesma, não tinha bem com quem contar. Dessa vez foi a primeira vez que me senti namorando mesmo, criando uma história junto e tal.

Não vou dizer que sinto falta dos dias que fui deixada de lado, das infinitas vezes que fiquei sozinha, porém acompanhada. Não sinto falta de ser mal tratada, tê-lo "gritando" comigo. Enraivecido. Mal humorado. (ponho gritando entre aspas, porque ele nunca gritou efetivamente. Na verdade, sou extremamente sensível a desentendimentos, e qualquer voz mais grossa ou elevada já me fere profundamente. São traumas por ter sido criada em uma família na qual, dia após dia, eu despertava do sono com a minha mãe xingando e meu pai berrando. Eles sempre brigaram muito, ao ponto disso ser o natural da conversa deles. Eles não achavam mais que brigavam, eles estavam só "conversando").

Lembrando dele e dos meus pais, penso: " E até que ponto a gente pode suportar? Até que ponto dá para driblar, ignorar, arrumar um jeito de lidar com aquilo que é do outro, com as suas distrações, seus defeitos, sua humanidade?"

Tenho certeza que essa resposta é única em nós, mas para mim, de verdade, acabou quando os gritos, a grosseria e o mal humor deixaram de ser algo que se está trabalhando para conseguir melhorar e virou regra. Passou a ser "como você é tratado no nosso relacionamento" e isso, sem dúvidas, foi o que me fez separar. Eu realmente acho que mereço ser bem tratada. No mínimo, da melhor forma que você pode fazer. E você não fez.
 

29 janeiro 2014

O que te faz feliz?

Sobre homens, cirurgias e unhas


Como sempre mexo com tinta - e tenho o péssimo hábito de querer dar faxina na casa depois da manicure -  as minhas unhas nunca duram muito tempo. No máximo um fim de semana.
Uma das coisas que eu mais gosto no meu namorado (pois é, agora eu tenho um namorado) é o fato dele não dar a mínima para essas coisas de unha, cabelo, roupa e tal. Lembro que a primeira vez que fiz a unha quando já estava com ele, mostrei a mão pintada e ele ficou olhando com aquela cara de "o que você está me mostrando?". E eu achei ótimo!  
A melhor parte de ter um namorado que não liga para essas coisas é porque aí faço quando quero. Quando estou a fim de me arrumar, saio bonita, mas se quero sair troncha saio feiosa, sem ter medo dele não gostar mais de mim ou olhar uma outra mais bonitona na rua. 
Tem um texto na internet que conta os dramas que toda mulher passa tentando agradar um homem: depilação, dieta, sapato apertado, calcinha apertada na bunda, unha, cabelo. Ele se chama "Porque o homem tem de pagar a conta", é super fácil de encontrar online. 
Daí fiquei pensando... geralmente (e põe geralmente nisso) homens não ligam para essas coisas, e ficam as mulheres loucas, gastando dinheiro, rechaçando o reflexo do espelho, pensando em lipo, silicone, academia, para quê? Eles não ligam mesmo!
Eu precisei fazer redução de mama. Aos 14 anos de idade eu já tinhas os seios de uma mulher de 50 depois de amamentar 3 crianças, pois é era feio. Lembro que o que me deu força e coragem para fazer a operação foi um transsexual numa semana de cuidados natalinos (porque a gente quer ficar bonita no natal, né?). Roberta, acho que era o nome dele. Eu tinha muito medo da cicatriz que fica depois da cirurgia, tinha medo dos homens olharem e tocarem nela e não me aceitarem por isso.

- Que cicatriz que nada! O que o homem quer saber mesmo é da sua confiança caminhando ali na praça. Homem gosta de mulher que anda posuda, se achando bonita. Eles não ligam pra nada disso não. Ele falou.

E sabe, fez diferença. Ele me disse isso na semana do natal, no dia 2 de janeiro eu fui ao médico para ter uma avaliação (a avaliação foi "mulher de 24 anos com o peito de uma senhora de 50 depois de amamentar) e no dia 14 de fevereiro entrei na faca.
A verdade é que os homens gostam mesmo é de nos ver felizes. O que te faz feliz?