31 dezembro 2011

Sobre medos e conhecimentos.

Uma vez ouvi que o medo vem da ignorância e que se queremos acabar com um medo devemos entendê-lo, conhecer seu funcionamento, o por que de ele funcionar, em que ritmo ele segue, etc. Aí sim, quando sabemos o que é, ele some.


O medo desaparece quando a gente entende o que tá acontecendo.


Por exemplo, o medo de injeções.


Se analisarmos literalmente o que é uma injeção e conseguirmos fazer um filminho na nossa cabeça dela acontecendo. Fica mais fácil enfrentar o momento da picada.


 A injeção é um tubo de metal bem fino e pontiagudo (FIGURA 01) conectado a um outro tubo, mas esse é feito de plático (FIGURA 02). A função da injeção é transportar o líquido - geralmente um medicamento - que está dentro do tubo de plástico para dentro do nosso corpo. É a forma mais rápida de fazer isso. Dói. Por que dói? Porque no momento que essa parte pontiaguda do tubo de metal começa a entrar ela passa pelas camadas de tecido que nós temos. Primeiro a epiderme e depois a derme (FIGURA 03), onde estão localizadas as terminações nervosas. É por isso que dói. Porque o tubo metálico pontiagudo entra em contato com uma parte do nosso corpo que tem a função de trasmitir um recado. Na verdade a dor é só um impulso nervoso - eletricidade + química - chegando no seu cérebro e você identificando como dor. Se você tivesse uma disfunção - de algum parafuso tivesse sido posto no lugar errado - e você interpretasse uma mensagem de dor como cócegas, você provavelmente se contorceria e riria com uma injeção no lugar de se desesperar.


De verdade, parece tão asustador quanto antes?


Não estou dizendo que a percepção da dor não vá ocorrer, mas parece mesmo ser algo de outro mundo no qual devessemos ter medo?


E a verdade é que como acontece com a injeção - que podemos desmembrar as etapas, e compreender como funciona -  acontece com qualquer outro medo. Serve para qualquer situação na qual o medo está envolvido.


Então, o que te amedronta?














Someone like me

Antes não me sentia suficientemente capaz de conquistar sucesso profissional e dinheiro, por isso queria ter ao meu lado alguém que o tivesse, então assim conseguiria também.

Não deu certo. O que foi bom.

Quando aprendi a conseguir dinheiro através do meu trabalho, o poder que os homens de sucesso exalam não me enebria mais. Já sou minha própria fonte de poder. Exalo meu proprio perfume de sucesso.

Agora quero alguém que me faça sentir especial.

Entenda bem: especial. Não essencial, não indispensável, não insubstituível... nada que se pareça como uma droga... nada como um vício. Apenas especial.

Apenas alguém que traz coisas boas para você. Alguém que você gosta de estar por perto. Alguém que talvez não precisasse estar, mas você gostaria que estivesse. Alguém que quando está é muito bom e ponto.

Alguém que levante a minha estima. Que faça com que eu queira ser melhor. Que me sinta bonita. Que eu queira me arrumar porque para essa pessoa eu sou especial, para ela o meu esforço faz diferença.

Quero ver seu reflexo como sinto seu cheiro: todos os dias.







28 dezembro 2011

Sumiu

21 de dez 23:38

Na cama.

Daqui a pouco passa. Tudo passa.
O interesse passa. O encanto passa.
Esse aperto no peito.
Amanhã, o hoje vira ontem. A página vira. Você some.
Amanhã você some.

Cansei dessa de fazer questão.
Você é como mais um sapato novo na vitrine: transitório.

E quando passar é pra nunca mais lembrar.

Mesmo que se tenha lembrado, quando você já havia esquecido. Mesmo que se tenha lamentado quando você já estava em outra. Ilusão d+ achar que você perderia seu tempo. Ilusão achar que alguém o faria. Ilusão achar que você valia....a menor migalha que fosse...

Mas você é transitório. Sua fala é banal. Sua presença dispensável. Assim como sua atitude.

Que daqui a pouco passa. Como tudo. E depois some. Você some.

28 de dez 15:53

Sumiu.

20 dezembro 2011

O dia em que o sistema se auto sabotou.

O presente ano de 2011 terá 365 dias no total.

O Natal é 01 dia em 365 no qual mais pessoas que o normal pensam em bondade, caridade e em como praticá-las.

Por hipocrisia, consumismo ou altruísmo, nesse dia mais pessoas que o normal pensam em doar: uma blusa, um relojo, um brinquedo, um pouco mais de paciência.

Pode ser só pra dizer que deram.
Pode ser pra tentar se redimir dos pecados do ano todo.
Pode ser para pagar uma promessa.
Pode ser porque o coração disse para fazer.

Diante de infinitos poderes de construção e destrução, ao menos em um dia do ano mais pessoas que o normal tentaram ser bons e seguir os ensinamentos daqueles que durante todos os outros 364 só se admira de longe.

Num dia em 365, alguém sorriu porque um outro alguém decidiu esvaziar as roupas que não queria mais para com o 13° salário abarrotar mais seu armário com consumismo desnecessário.

Num dia em 365 o sistema funcionou contra ele mesmo.

Um dia muito especial esse tal de Natal.


12 dezembro 2011

Ah!!!

Quero que o mundo se foda!
Que essa gente se exploda!
Não vou me importar!

Não, não. Que vocês sejam felizes, ou tristes, tanto faz.... só que longe de mim.
Desculpe, mas hoje não estou a fim
de te suportar,
da sua cara encarar
das suas maledicências
reclamações.

Dá um tempo pra mim, vai!
Ah! Não?
Pois então eu vou roubar!
da sua paz vou tirar
do seu sossego
da minha dedicação.

Vou catar cada migalha
secar cada gotinha
tirar você de linha
e eu?

Ah! Se fuder... chata pra caralho!


05 dezembro 2011

Reacabou.

Dessa vez era colorido e veio polido, realmente me fez acreditar. 

É bom saber que acabou. Ainda funciono da mesma forma de sempre: encantando e desencantando. Sempre num piscar de olhos, sempre que luz mais forte ofusca a que anteriormente me chamava.
É bom saber que acabou e uma nova ilusão vai tomar lugar a velha.
É bom saber que funcionou.
É triste saber que funcionou.
O conforto do destino certo traz consigo a angústia de sempre: pequeno aperto no peito que diz que é bom saber que esse problema pude evitar, menos um amor inconveniente para me perturbar.

04 dezembro 2011

Densidade

Lendo...

ELE: O que eu queria que você entendesse é que não quero e não preciso de nada disso. Trouxe você pela companhia. Mais do que isso, prefiro a solidão. Pra roubar meu tempo, tenho o trabalho; pra sugar minha alma, tenho família.
ELA: Eu só disse que gostava de você.
ELE: E eu disse que sabia. Você que se ofendeu com isso.
ELA: Queria partilhar o que tô sentindo.
ELE: Não. Queria marcar um território e ter certeza que alguém gosta de você.
ELA: É sempre bom.
ELE: Aí é que tá: esse problema é seu, não meu. Você me culpa por coisas que não tem nada a ver comigo.

Num outro dia...

EU: Você tem um blog, né?
ELE: É...
EU: É... eu sei como é que é!
ELE: Ter um blog?
EU: Também...mas eu tava me refirindo ao que você escreve lá! Eu sei como é que é ser ele e ela num só.
ELE: Ahn...
EU: É...


28 novembro 2011

Nem se dê ao trabalho.

Nem se dê ao trabalho de me beijar se vc não quiser casar comigo.

Eu tô cansada! Chega de relacionamentos frustrados. Eu não quero mais começar um namoro hoje para daqui um ano, um ano e meio ter o meu coração partido novamente, ter de juntar os cacos e recomeçar, mas agora com uma desconfiança maior digna daqueles que sofreram!

Chega! Eu não quero mais! Não quero mais aquela voz irritante me perguntando: mas vc não me ama mais? Não quer me ver porque então? Tampouco quero eu fazer esse tipo que questionamento ridículo, não tenho mais forças para isso!

Chega! Eu quero um companheiro! Alguém para ver uma vez na semana e podermos namorar! Mas quero trabalhar tambem! Eu amo o que faço! Durante a semana me mande msg dizendo que me ama, será suficiente! Eu nunca pensei em me casar muito antes dos 30, mas eu quero chegar nessa idade tendo a certeza de que essa pessoa que me acompanha há 5, 6 anos é aquela que eu quero ter filhos!


Eu quero ter filhos. Quero ter 3. Eu sei que vou ser uma mãe velha, mas eu não importo! Ainda não os tenho e já os amo! E sei que eles vão ser o centro do meu universo no minuto que eu descobrir que eles vão chegar.


A mais velha vai se chamar Valentina ou Florência, que aí podemos apelida-lá de Flor! A mais nova vai se chamar Nina e o menino Gael. Eu tive uma idéia pro nome do menino, mas não lembro agora...


Valentina vai ter a personalidade do pai, uma cabeça dura e o coração enorme, que não cabe no peito.

A mais nova vai ser a luz das nossas vidas! O reflexo da doçura e do amor! Já começando pelo nome dela as pessoas vão saber!
O menino ainda é uma incógnita, acho que ele vai ser o equilíbrio entre a bondade da mais nova e o temperamento da mais velha. Ele vai estar no meio e ter um pouco dos dois lados, do meu e do seu. Acho que a personalidade dele vai mudar com o tempo também, e vamos descobrir que ele é muito mais forte e capaz do que nós jamais sonhamos em ser!

Nossos filhos serão lindos, e a casa vai ser uma zona organizada, uma multidão de desafinados cantando no tom. E você vai fazer coisas que vão me deixar louca e que se tornarão as melhores lembranças da infância deles!

E eu vou te amar mais por isso!

Não que a gente não vá brigar, mas de alguma maneira a gente vai sempre se entender, porque eu quero muito o seu bem e você o meu!


Não que vá ser fácil, já não esta sendo... mas meu coração bate mais forte por você mesmo, fazer o quê?

23 outubro 2011

Aceitação

Recebi um PPS sobre aceitação, bem agora,

Logo agora que não tenho sono quando acho que deveria estar dormindo. Não aceito essa quebra de padrões, não aceito que a noite se desenrole diferentemente de como planejei.

Planejei acordar cedo, fazer algo de proveitoso no meu dia, ajudar a minha tia, regressar ao lar e às 10:00 estar dormindo.
Acordei ao meio-dia, fui ajudar minha tia, quando voltei já eram 7 da noite, estava me sentindo mal e tudo que queria era dormir. Quando deitei, fiquei por 2 horas na cama e não tive mais sono. Foi um sono de 2 horas, um sono agitado; O que me frustrou. Meu sono TEM de ser tranquilo. E TENHO de dormir bem.

E esse não cumprimento de padrões, foi o suficiente para me desestabillizar. A vida não sair como eu planejei é enlouquecedor.

Mas eu me pergundo, e quando foi que ela saiu?
E quando ela saiu, será que foi tão boa assim?

Eu quero controlar tudo, até a espontaneidade eu quero controlar.
Não aceito as coisas que acontecem assim, ao acaso. Não as valorizo.
Tudo tem de ser pesado e medido.
Tudo tem de ser previsto.
Eu tenho de estar preparada para tudo.

Ai acontecem coisas como essas.
Uma coisa boa acontece e não sei lidar com o fato dela ter sido um tira gosto e nada mais.

Não sei improvisar. Não sei trabalhar sem planejamento.
Não sei ser espontânea.

Logo eu que a incerteza dos fatos me mata, e a certeza deles me corroi.

Quero estar no controle e ser surpreendida. Mas quero que a suspresa seja aquela que eu gostaria de ter. Quero ser surpreendida com algo bom que eu sempre esperei.

E quando não é do jeito que ensaiei na minha mente não server. Não vale.

Quantas dores de estomago por conta disso. Quantas dores que podiam ser evitadas.
Não me surpreender que essa pessoa que espera sempre as surpresas boas esteja tão abalada com a falta de respostas dele. Por mais previsivel que isso fosse, não estava no meu programa. Não era exatamente o que eu queria. Mas eu não sei trabalhar com o imprevisto. Eu só sei programar.

Até quando vou me deixar levar por essa lógia burra que só me faz sofrer?
Até quando vou considerar uma noite de insonia uma maldição, quando essa podia ser uma noite de inspiração?
Até quando vou sofrer por não ser amada do jeito que quero ser amada por quem quero que me ame?
Até quando vou me punir por não conseguir atender ao padrão que eu mesma criei?
Até quando vou me culpar e irritar porque as coisas não sairam como o planejado?
Até quando vou brincar de Deus?
Até quando vou me punir por ser espontânea?
Ate quando vou me culpar pelo e-mail que mandei, pelas coisas que disse, por mais sinceras que fossem?
Até quando vou me culpar por não ser o robô que planejei ser?
Até quando vou me culpar por gostar de quem não gosta de mim?
Até quando vou me negar a aceitar as pessoas apenas de quem elas são e assumir que eu também não sou perfeita?
Até quando vou sentir essa dor insuportável no maxilar?
Até quando?

É tão ilógico o que eu faço.
É tão burro
E é tão meu.

Não quero me criticar mais,
não quero pensar se é certo ou errado eu tomar um calmante num dia como esse

O mundo é doido, e se a gente for tentar ser normal nele, enlouquece.

O que vou fazer com relação a Ele?
Muito provavelmente nada. Não depende mais de mim.
Aceito que essa é uma situação que não posso controlar.
Aceito que por maior e melhor que sejam os meus sentimentos ele tem o direito de não estar preparado para aceitar, ou saber lidar com eles.
Aceito que por mais que eu queira sentir o que senti outra vez, não posso passar por cima dele, não posso forçá-lo, não posso pressioná-lo. Não seria correto.
Aceito que é sim possível que eu tenha de sofrer para não desrespeitar outrém.
Aceito que é sim possível que eu não faça idéia do que passe na cabeça do outro. E que terei de lidar com isso da melhor maneira que puder, e que essa melhor maneira pode não ser a mais bela aos olhos dos críticos, mas sem sombra de dúvidas ela vai ser minha!
Aceito que eu não sei.
Aceito que estou com dor, e vou fazer o que tiver de ser feito para ela passar.
Aceito a responsabilidade sobre mim de sempre buscar fazer o melhor que posso, e que esse melhor pode não ser suficiente, que esse melhor pode ser feio, que esse melhor pode ser vergonhoso, que esse melhor pode passar mil km longe do ideal. Mas foi o melhor que eu pude fazer.
Aceito que esse texto pode não ser o mais bonito.
Aceito que provavelmente ele não o é, mas ele é sincero.
Aceito que sou humana.
Aceito que não sou o melhor que um dia haverá de mim, mas sou o melhor que posso ser hoje.

Tenho convicção de que me esforço o máximo que posso para ser a melhor versão de mim mesma e que isso tem seu valor.
Aceito quem eu sou.



14 setembro 2011

Parla!



O programa A Liga, com o Rafinha Bastos mostrou no dia 20 de julho de 2011 a situação do transporte público no RJ e em SP.

Eram 15 minutos de caminhada, 4 conduções (ônibus, trens, metrô), 30 minutos de caminhada e só depois de 3 horas, 3 horas e 30 chega-se ao trabalho ou de volta à casa. Isso fez com que olhasse pro seu esquema de "Como Melhorar o Meu Futuro" e sentisse vergonha.

Pensa em sua rotina: Acordar às 7:00, 10 min de caminhada, 1 hora e 50 no ônibus, 20 minutos de caminhada e chega ao trabalho. Ou 10 min de caminhada, 1 hora no primeiro ônibus, 10 minutos de caminhada mais meia hora no segundo ônibus. Sentada em ambos os casos. De 3 a 4 conduções. 8 horas de sono.

Para voltar: 20 minutos de caminhada, 1 hora no ônibus, em pé. 2 horas e vinte na combi. Sentada.

Depois quando decidiu estudar para tentar passar para uma universidade, tentar um futuro maior: Acordar às 7:00, chegar no trabalho às 10:00, sair do trabalho às 18:00 e ir para o curso, sair do curso às 22:20, chegar em casa às 23:40. 4 conduções. 6h e 30 de sono.

É... 3 h e 10 para ir e voltar à casa. Não está muito ruim não. A questão é: Por que de tanta culpa e vergonha de duas constantes análises, esquemas e buscas de melhorias? Deveria tentar esse trabalhador reportado melhorar se tivesse a oportunidade de fazê-lo? Se tivesse a oportunidade de morar mais perto, de gastar menos tempo no trânsito e aproveitar um pouco mais o que restaria livre? Logicamente, sim.

O que há de errado então? Por que de tanta culpa e vergonha? 

Por reclamar no lugar de sentir-se satisfeita por não estar pior. Se tivesse a oportunidade de melhorar: Claro que o faria! Se ela não existisse é justo que se pensasse em imaginá-la, mas sem sofrer por ainda não ser.

Mais legal que o de verdade

Comprei um celular com acesso a internet, não cogitei a hipótese de que talvez com isso eu acabasse me desconectando mais do mundo para poder me conectar a ele, mas como assim? Eu podia estar interagindo com as pessoas do meu curso lá fora, mas por ter acesso a internet aqui, pelo celular, acabo optando por saber o que eles disseram e comentaram virtualmente no Facebook. Minha ansiedade e agora saber se alguém comentou meu status quando esse alguém e o mesmo alguém que convive comigo, que esta aqui ao lado. Mas de alguma maneira o palpável me é menos interessante...

01 setembro 2011

Na prática a teoria é outra...

          Durante a aula de redação essa semana, enquanto tirava uma dúvida com a professora a respeito da estruturação correta da carta argumentativa, ela me disse em dado momento que o Vestibular não mede inteligência, na verdade esse mede sua habilidade de fazer aquela prova.  Argumentei então que escrevo há muito e que já disponho de um estilo próprio de escrita. Essa, coincidente e até mesmo ironicamente, não se enquadra na dissertação ou na carta argumentativa que esperam do escritor uma postura menos subjetiva, pessoal e mais argumentativa, estruturada segundo uma tese, com 5 parágrafos de desenvolvimento e uma conclusão em detrimento do personalismo e da poética. Um fardo doloroso essa redação de vestibular.

         Inicialmente confortei-me com o pensamento de que isso passa, que seria somente uma prova e que depois... bem, depois viria a universidade, onde eu poderia dar asas à minha imaginação e extrair um pouco de quem sou e transformar em arquitetura aplicada. Naturalmente, após a universidade viriam os estágios e o trabalho em uma grande empresa onde eu poderia ser mais livre ainda e teria mais ferramentas para a construção e aplicação dos meus ideais de conforto humano e sustentabilidade. 

          Pensei, pois. Lembrei-me que a universidade é também uma instituição de ensino e em que medida, então, esta diferenciar-se-ia daquela? Por que a universidade permitiria minha livre expressão quando o vestibular, que é o exame de admissão para a universidade, não o faz?  Considerei o pré-vestibular como um microcosmo desse amplo universo social ao qual estamos inseridos. Nesse sentido, seria altamente provável que esse processo de modulação pessoal que apresenta-se como um fardo doloroso hoje, repetir-se-ai no futuro e eu teria mais uma vez de me fatiar para me enquadrar e, que a expressão da minha imaginação e criatividade, seria mais uma vez enformada.

            Pensei também em todas as - até então por mim consideradas - lendas urbanas de funcionários frustrados, nos seus projetos não concluídos e nas consequências pessoais disso. Seria eu um deles? Estaria eu caminhando na estrada que leva à tal destino tão oposto ao que busco? Pensar nessa como "somente uma prova" na verdade implica em futuramente considerar cursar "apenas uma universidade" e ter "apenas um emprego" e se hoje busco o conforto psicológico e físico do homem, depois deste exame admissional não o faria mais. Meu foco mudaria, minha imaginação não seria transformada em arquitetura aplicada. No máximo se converteria em concreto (armado). Minhas ferramentas empregatícias serviriam para aplicação do quê?  

          Lendo uma matéria da Isto É sobre José Antônio Reguffe, eleito deputado federal com a maior votação proporcional do país nessa última eleição, vi sua declaração de que "Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro" que veio a confirmar o que anteriormente pensara sobre o fato dessa ser "somente uma prova". 

          Visto que pospor não é solução. O que seria então? Como atingir o objetivo de transformação da imaginação em fator gerador de conforto humano? 


       Ideologicamente seria através da manutenção das fronteiras iniciais. Praticamente? 

Continua...

Rio, 16 de setembro de 2011.


Praticamente? Praticamente num Y é onde estou. Bem na meiuca, alí onde o caminho único passa a ser duplo. Duas opções são apresentadas, dois caminhos a seguir: 


- Segurança ou Liberdade? Diz a irritante voz daquele que me professa terças à noite.


- Segurança com sua aprovação comportamental? Segurança com sua trilha já marcada? Segurança com sua aposentadoria garantida? Segurança com sua liberdade suprimida? Ou liberdade? Liberdade para sofrer retaliações  e críticas? Liberdade para tentar? Liberdade para ser medido, pesado e, num golpe de sorte, considerado gênio e num de azar, mártir?


- Há mais escravos ou senhores? Persiste incômodo.  
- EscravosRespondo oprimida.
- E por que eles não fazem nada para se libertar se estão em maioria?
- Porque acreditam ser escravos.


Porque acreditam ser escravos...


Continua...


Rio, 30 de setembro de 2011


Lembro dos professores da vida frustrada afirmarem ser apenas uma questão de tempo até nos adaptarmos a nossa condição.


Ainda espero.





29 agosto 2011

Eu só quero que vocês se sintam bem.



O que eu posso fazer para promover o máximo de conforto físico e psicológico para vocês?

A parte mais bonita de descobrir aquilo que você quer da vida é saber que independentemente da quantidade de dinheiro que você tem e possa vir a ter, fazer Aquilo será sempre uma opção. Pode-se ajudar as pessoas a se sentirem bem de tantas maneiras distintas, das mais simples às mais complexas: num gesto de carinho, no meu sorriso ao te ver, a oitava a mais da minha voz ao chamá-lo de meu bem, na acessibilidade do meu projeto, no meu telefone sempre ligado, no cobertor que dobrei, na água que peguei. Recebendo ou não por isso. Do projeto ergonômico ao travesseiro mais alto. Em ambos a promoção do conforto está em igual proporção.

Tornei-me por opção designer e meu histórico médio me permitiu pensar em ser útil através do clássico caminho seguido pelos jovens da minha classe: Escola > Faculdade de design > Pós em ergonomia> Mestrado em psicologia... Contudo afirmo que meu conforto maior vem do pensar que, mesmo que não privilegiada como sempre fui ou cem vezes mais, poderei continuar minha busca por promover o bem estar.

Inexplicável e quase compulsivamente enquanto escrevo, penso muito em um amigo que dedica sua vida ao estudo da (in)segurança pública e das diferenças sociais. Ele sempre foi uma referência para mim, por mais que a sensação que tenho ao pensar nele pensando em mim seja de repúdio e asco, por que - quem sabe talvez - eu sou burguesa, e acredito que tão somente porque pude considerar possibilidades, esse privilégio se estende a todos do mundo Escravos x Senhores Em Proporções Desiguais.

Ironicamente, ele tinha tudo para ser um desgraçado, mas foi justamente por não se ver como um escravo, que ele lutou e acabei eu, que só queria vê-lo bem, escrevendo sob a masmorra do não-olhar do meu senhor.




11 agosto 2011

15 minutos.

No Futuro todos terão 15 minutos de privacidade.

No futuro poderemos dormir sem que ninguém nos veja dentro do quarto. Teremos o direito de brigar e discutir sem que nossos vizinhos dos apartamentos de cima, baixo e lados possam ouvir. Teremos problemas conjugais, e estes restringir-se-ão a nossos conjugues apenas e ninguém mais.

No futuro, a notícia do novo bebê demorará mais que os 15 minutos gastos entre pisar fora do consultório do obstetra e o pressionar do ENTER do teclado.

No futuro será mais fácil administrar amizades, estas se reduzirão de 495 amigos do facebook para 05 ou 10 amigos no dia-a-dia e estas sim, terão acesso às fotos do nosso final de semana em Búzios e saberão dos pormenores de cada uma nossas fobias e alegrias.

No futuro, poderemos guardar alguns segredinhos, bem pequeninos e privados. Poderemos passear no corredor e dialogar com nossos eus líricos sem que o responsável pela segurança do edifício conteste mentalmente nossa sanidade.

No futuro haverá uma linha e saberemos onde a pessoa do outro lado encontra-se ao falar.

No futuro poderemos escolher livremente chorar ou rir, privada ou publicamente e desconsideraremos terminantemente a patologia da solitude.

No futuro.


12 julho 2011

Uma vez por semana basta.


Não é que eu não saiba o que eu quero. Eu só não me sinto suficientemente confiante to step for it.
Não me sinto suficientemente segura para afirmar que de repente o que eu quero é um rapaz desligado, maconheiro e bêbado. (É evidente que não é isso que eu quero, quero o que está por trás dos olhos coloridos). Talvez eu só veja o potencial pessoal e esqueça de ver o valor real de cada indivíduo.
Mas se eu não valorizar o que existe por detrás dos panos e assumir imutável a figura presente quem o fará por ele? Quem fará por mim?
Talvez eu queira fazer algo ilógico que vá de encontro ao óbvio.
Talvez seja melhor estudar na UFRJ, dentro do horário que seria ideal, que me permitiria trabalhar. Talvez seja uma boa opção a ser considerada, mas a priori, quero a PUC, por mais imbecil que pareça ser a minha escolha.

Preciso da aprovação externa, porém nessa de ficar esperando que os outros me aprovem, acabo desviando das minhas vontades. Consulto um, consulto outro e no fim me perco de mim.

Espero ouvir de alguém que a decisão que eu tomei foi certa, que as pessoas vão me amar se seguir por esse ou aquele caminho, que serei amparada se algo sair errado.

Minha ansiedade e necessidade de aprovação se estendem ao ponto de não conseguir guardar nada. Nenhuma atitude, nenhuma decisão consigo salvar. Todos acabam sabendo de tudo que quero fazer e tudo que fiz. Destruindo às vezes intencional ou não-intencionalmente minha semente preciosa.

Sinto-me mutante ainda, sinto-me em fase de experimentação. Intimamente desejo não compartilhar nada... ou quase nada. Quero minha individualidade para mim. Quero tomar as minhas decisões e mostrar apenas resultados. Quero o desejo egoísta de desfrutar de toda a paisagem e prazeres da minha caminhada só. Não quero dividir minhas impressões, não quero dividir meus prazeres, não quero dividir minhas dores.

Não me importo de, uma vez lá, no topo, fazer uma explanação dos momentos mais emocionantes e significativos da minha subida. Porém, enquanto caminhar quero no máximo um companheiro tácito.

Estou sofrendo pressões para continuar sendo quem sempre fui e ao mesmo tempo sofro pressões e críticas para deixar de sê-lo. Eu não me abro mais; Mas me influencio pelo que vem de fora.

Danilo Gentilli falou que foi quando tudo começou a dar errado que a vida dele começou a dar certo.

Confesso que tenho pavor do fracasso e do abandono.
Confesso que me considero um ser que merece sofrer; e que a única alternativa para aplacar meu sofrimento é fazendo alguém feliz e conquistar com isso, o direito de usufruir de uma pequena migalha. Poderia também, ter meu sofrimento ser apaziguado pela consciência de que sofro, para alguém sorrir.

Não sei em que esquina ficou perdida a minha face.
Não sei por que motivos o abandono e o fracasso pulsam em mim como a dor da mão queimada.
Na verdade, hoje, pouco me importa e para ser indelicada, tampouco lhe diz respeito, caro leitor.
Tenho no espelho almofadado do divã, longe do ultraje dos que ousam me avaliar, 45 minutos todas as semanas para poder refletir.

04 julho 2011

"Eu ainda vou te amar, mesmo que você seja por ele ignorada. Eu ainda vou te amar."

Eu não sei como isso aconteceu... num minuto eu queria muito ficar com ele e estava sangrando por dentro por acreditar piamente que ele jamais desejar-me-ia, e no minuto seguinte estavamos aos beijos no carro sob juras de longo tempo de espera e desejo mútuos.

(Desculpe o tom romântico, mas não encontro melhor forma de narrar esse momento que me foi tão inacreditável que tive de mirar o hematoma que ficou no meu seio durante uma semana inteira para acreditar que acontecera de verdade... Até que ele se foi, e com ele a minha crença na veracidade dos fatos)

E no instante seguinte eu estava querendo aproveitar cada segundo ao máximo, por crer que aquela ser-me-ia oportunidade única e derradeira (palavras ditas pelo próprio, de forma menos polida, porém igualmente clara: "Eu sou assim mesmo, agora eu estou aqui, daqui a pouco eu estou ali. Eu fiquei com a sua amiga, mas hoje eu não quero mais, eu quero ficar com a sua outra amiga..."

Então pensei: "Hoje ele quer ficar comigo, amanhã não vai querer, então é melhor eu aproveitar tudo que posso...". E foi então, nesse momento que me dirigi à casa, peguei a chave do meu apartamento antigo e transformei-o em alcova.

No início acho que nem ele mesmo acreditou que estávamos lá e que eu chegaria às vias de fato, mas é impressionante o que somos capazes de fazer quando não temos nada a perder. E eu não tinha nada a perder...Só não cria eu que não ter o que perder não te impede, sob quaisquer aspectos, de ganhar. E foi aí que eu me fodi!

O que ganhei foi carinho, acompanhado de um olhar... Recebi um beijo nas costas e tivemos as mão dadas no ato sexual. Ganhei uma nova versão do sexo. Ganhei um novo desejo. Ganhei uma nova obsessão.

Num momento eu estava lá, completamente entregue à irrealidade do toque que passei a vida a procurar, e no momento seguinte eu estava defronte um muro de pedras sem equipamentos para escalá-lo... e construindo o meu.

Coloquei um lago de incertezas ao redor, e a coragem está estocada para tempos de guerra apenas. E por maior que seja meu desejo de ir ao encontro daquilo que, agora que meu hematoma se foi parece-me um sonho nebuloso, cada passo que dou em sua direção as heras se fecham mais e me impedem de vislumbrar dentro daquela fortaleza de pedras.

Encontrei-o por duas vezes já depois do ocorrido, na primeira estava tão nervosa que não sou capaz de narrar qualquer sensação além do alívio que senti ao sair. Na segunda, não esperava encontrá-lo. Foi uma surpresa. No início agradável, um misto de expectativa e esperança. Depois preocupada. Medrosa. E finalmente a paralisação total e a fuga de qualquer olhar cruzado. Mal o encarei; E ele por sua vez, nada fez. Agiu com naturalidade, talvez? Essa naturalidade distante de quem não nunca ligou para nada. Ou retribuiu meu acanhamento com acanhamento também? Na verdade não sei. Tenho motivos pra acreditar que sim:

-Por que você não me disse isso antes?. Disse ele no carro.
-Por quê? Como assim por quê? Porque eu tinha certeza absoluta que vc nunca ia querer ficar comigo! Por que vc não disse isso antes?
-Podíamos estar fazendo isso há muito mais tempo! Por que você não me disse isso antes?. Repetiu.
- Eu não sou muito boa demonstrando sentimentos.
- Pois é, eu também não. Por que vc não disse isso antes?

Quero d+ acreditar que a pessoa que me tocou mora dentro desta que mal me olha, e que existe um motivo melhor que a pura indiferença e descartabilidade para nossos olhares não se cruzarem mais. Caberia dentro de um mesmo ser tanto carinho e estranheza? Coexistiriam estes pacificamente?

Nossos olhares se cruzaram por um segundo na sexta-feira, os dele me diziam algo que não consegui entender. O mesmo olhar daquele 11 de junho subtraídos o gozo e o encantamento. Os meus se distanciaram, um segundo mais e eu não seria capaz de manter meus pés imóveis; Seguiria em sua direção.

Na mesma sexta-feira, um pouco mais cedo porém, enviei-lhe O Melhor de Mim sob forma de carta. Cumpria uma promessa que seria vã se não partisse dessa que te fala: Prometi-lhe enviar uma carta, confessei não tê-la feito antes por pensar que não a responderia e diante da confirmação da não-resposta, mas certificação da felicitação pelo recebimento, confirmei o futuro envio. E 20 dias mais tarde, seguiam em 4 envelopes um bilhetinho, o trecho mais bonito do Pequeno Principe, os rascunhos da minha casa dos sonhos - com todos os detalhes mais íntimos da disposição física da morada do meu corpo - e uma justificativa que sustentava o envio na intenção de fazê-lo sorrir, ler e aproximar-nos. Não assinei, pois o mais importante é que ele vivencie essa emoção e não quem a proporcionou.

A carta está prevista para chegar hoje, segunda-feira 04 de julho de 2011. Meu coração está na boca, e um mantra repete-se segundo a segundo em minha mente:

"Eu ainda vou te amar, mesmo que você seja por ele ignorada. Eu ainda vou te amar."


Nany.

03 julho 2011

Todos deviam saber isso.




Natálie,

Essa cartinha é só pra te dizer que ainda te amo e vou sempre te amar. No matter what!

Tenho escrito tantas cartas para tantas pessoas dizendo o quão belas elas são, mas tinham esqucido... e essa é a minha cartinha pra você!

Você é tão forte e dedicada. Vejo sempre em você essa preocupação pulsante em fazer o melhor para todos e trazer tanta paz e luz. Isso é tão bonito!

Mas não esqueça que, mesmo sendo uma atitude linda, não é de maneira alguma uma obrigação! Faça o bem. Traga sorrisos para a vida de todos, mas traga sorrisos sinceros, não vale a pena de maneira alguma mostrar os dentes quando você quer chorar.

Eu te considero uma pessoa tão especial, a mais importante e presente da minha vida! Temos passado por tantas coisas juntas, muitas crises e tristezas, mas também muitas alegrias e superações.

Eu sei que você está se sentindo abandonada, carente e perdida, mas saiba que você tem em mim alguém em quem confiar, conversar e encontrar apoio a qualquer hora do dia ou da noite, eu te amo d+ pra te abandonar. Você já me cativou.

Eu me preocupo com seu cigarro e suas tristezas, ao recorra a eles pra tapar essa dor, venha até mim. Estou aqui pra você!

Eu queria te dizer o quão bela você é, mas isso estragaria o shibumi da nossa relação! Então sinta meu amor em cada gesto que te dedico. Sinta o meu amor nas minhas palavras e no meu olhar carinhoso.

Te abraço com imenso carinho,

Nany.


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Nany,

Não importa se você errou, eu sei que você fez o seu melhor; E mesmo que não tenha feito, eu sei que você não é uma pessoa ruim, eu sei que você é boa e te perdôo pelos seus erros.

Não importa se você disse a coisa errada na hora errada, eu sei que foi um pequeno deslize de uma alma humana. Isso não vai diminuir o meu amor. Ainda te admiro . O que você é, é muito maior que um minuto do seu dia mal utilizado.

Não importa se você se comporta como uma psicótica obsessiva as vezes, eu sei que é momentâneo, e o que você tem de bom supera enormemente quaisquer dessas falhas.

Você é tão amada! Adoro ficar ao seu lado, ler com você, ver filmes, fazer projetos, nossas pesquisas. É sempre tão interessante!

É claro que existem momentos que nos cansamos uma da outra e precisamos de um tempo, mas esses momentos só servem para aumentar o nosso amor e respeito.

Grata por me entender tão bem, e por quando não entender aguardar pacientemente pela explicação e nunca me abandonar. Grata por me cativar e cuidar. Eu te amo cada vez mais!

Grata pelas cartinhas, assim como ajudou aos outros me ajudou também, sou enormemente feliz por isso!

Te amo muito e acaricio.

Sinta o meu abraço,

Natálie.

31 maio 2011

Para fazer o que é correto.

Já aconteceu com você de querer ficar até mais tarde na cama e se obrigar feito uma tirana a levantar-se num dia frio de chuva e ir para faculdade e chegar lá e não ter aula... NÃO DA MUITA RAIVA??????

Sabe o que eu descobri? Quando a gente faz o que o coração manda ele dá um jeito do exterior acompanhar.... parece mágica...

O Sergio Cortella, tem um seminário que fala que o mais prático nem sempre é o correto.... Quando a gente faz o que é correto, sem choramingar o aperto que a gente sente no coração diminui... a culpa toda na verdade é por não fazer o que é correto, mesmo que isso vá, aparentemente, nos prejudicar.

Se você acha certo terminar de estudar tudo que tem de estudar e só depois fazer colagens, você não vai conseguir fazer colagens em paz enquanto não terminar...seu coração está em outro lugar.
Se você acha que já estudou tudo que podia por hoje, e que a cabeça já está doendo e você está estressada e seu coração pede um banho e umas colagens... você não vai conseguir estudar mais nada ... seu coração está em outro lugar.

Só que não dá para se enganar nisso... Se seu coração acha certo xingar... não adianta mentir e dizer palavras mansas... seu coração está em outro lugar.
Se seu coração quer falar palavras mansas e perdoar, mesmo que a pessoa "mereça" toda a sua ira... não adianta mentir e dizer palavras duras... seu coração está em outro lugar.

Veja onde seu coração está e faça o que ele pede.... Faça com medo. Faça com ódio. Mas faça o que ele pede.

Eu poderia te dar mil exemplos de quantas vezes a gente levanta PUTO DA VIDA para dar lugar a um velhinho no ônibus e menos de 2 segundos depois consegue um lugar no ônibus lotado. E posso te dar outros 10 mil exemplos de vezes que não levantamos e nem o MP3 consegue barrar as reclamações daqueles que por direito deveriam estar ali.

As vezes a gente acha que fazer o que o coração manda é só fazer coisas boas e bonitas... Mas não... o coração da gente guarda palavras duras para inconveniências. Guarda não para momentos abusivos. E se a gente não as deixa sair... acaba sendo dominado pelos sentimentos não exteriorizados.

Segue o seminário do Cortella:





Namastê!

28 abril 2011

Bully Emocional


Bom Dia, meu nome é Natálie Pereira e eu sou uma bully emocional! Já faz 01 dia que me dei conta disso.

Existe um programa na MTV2 americana chamado Bully Beatdown, hosted pelo -ultra super mega power blaster lindo de morrer - lutador profissional de MMA, Jason "Mayhem" Miller.

É feita uma entrevista com o Bully antes desse definitivamente aceitar o desafio de lutar contra um lutador profissional de MMA (Mixed Martial Art, o antigo "Vale-Tudo" em português), em troca de USD 10.000 ou, no caso de tomar uma surra, parar de tornar a vida das vitimas um inferno. A justificativa que os Bullies dão para seus atos é que estão tentando ensinar suas vitimas a serem homens. A reagirem. A serem fortes!

E logo hoje eu estava sonhando com um cara legal, fofo, que gostasse de mim, com abdômen sarado, bíceps torneados, ótimo senso de humor e um sorriso cativante, lembrei porque estou sozinha: Eu fiz isso com eles! Shame on me! Totally!

O Primeiro.

Esse eu torturei. Pisei muito, com muita raiva. Sacaneei por pura maldade. Mas o bichinho era resistente, olha! Humilhação atrás de humilhação. E ele lá: Resistindo! Mas depois de um tempo... eu já estava cansada do tanto que tratava o menino mal! Daí eu vi que não seria através da tortura que eu conseguiria fazê-lo agir como um homem.

O Segundo.

Esse eu juro que tentei ser paciente. Explicar verbalmente que ele estava agindo como um puppy. Que você não pode se anular diante de ninguém. Que ser bomzinho não pode ser o mesmo que ser otário. Que ele não era empregado da família dele e que, sim, ele podia se recusar a obedecer a irmã mais nova dele quando ela o mandava - porque ela mandava. Tipo, " Desce e pega!" - descer até o carro para buscar a bolsa que ela esqueceu no dia anterior, e que não importa se ela vai começar a gritar e ofendê-lo. A bolsa é dela, é responsabilidade dela zelar por pelos seus pertences! Mas no final eu me irritava, e perdia a cabeça e acabava tratando ele mal. E por mais que ele aceitasse essa situação - digo isso por ter ouvido dele mesmo essa afirmação! Impossível? Pois é, nem eu mesma acreditei quando ouvi! - eu não conseguia aceitar que eu pudesse tratar alguém com tanta grosseria. Eu não podia admitir esse tipo de comportamento de mim mesma.

O Terceiro.

Bom, O Terceiro já tinha sido calejado por alguém antes de mim. Mas eu acho que o meu veneno é muito corrosivo mesmo. Porque no final ele estava cedendo! E eu sou do tipo que testa sabe? Eu gosto de ver até onde vai. O quanto mais você consegue. Mas isso para tudo. Coisas boas ou ruins! Daí eu percebi que ia começar com o padrão Bully de comportamento outra vez e terminei.

Eu fiquei com tanta raiva de mim mesma por me portar dessa maneira que fiz um acordo com Deus: " Deus,o negócio é o seguinte: se for pra namorar caras assim eu prefiro ficar pra Titia! Olha Deus, eu morro sozinha, mas não namoro caras assim mais!!"

E sabe que Deus ouviu as minhas preces! E todo mundo sabe que Ele é foda!

(Interrompo sua leitura um minutinho para pedir que, por favor, vocês não me entendam mal e pensem que me refiro a Deus nesta postagem de forma irônica. Eu gosto muito dele mesmo! Acho ele iradaço e super acredito nos caminhos tortos que trilho para aprender o que me tem de ser ensinado!)

O Quarto.

Esse veio moldadinho! Perfeito! Só não era sarado, mas de resto tudo de melhor! Decidido, me defendia, falava não quando não podia, e sim quando sim! Dotado de uma oratória fabulosa. Ético, trabalhador, plano de carreira, eticetera, tal e blá!! Só que Deus é O Cara! E no final eu descobri que era tudo mentira! Ele tinha uma outra mulher, com um filhinho de 2 meses - Olha que FDP! - vivia de dar golpes! Tipo, mesmo!

Eu disse que Deus era foda, não disse?

Então eu decidi fazer um outro acordo com Deus e foi mais ou menos assim: "Deus, entendi a mensagem! Eu já sabia que ia pagar pelos meus maus atos. Sabia que ia doer. Doer muito. E estou feliz de estarmos quites (estamos quites, né? Por favor, diz que sim!). Bom, assumindo que sim, e tomando essa como uma oportunidade para recomeçar e fazer as coisas certas dessa vez eu gostaria de dizer que eu entendo que eles não eram fracos, mas como todos nós eles tinham suas dificuldades, era apenas a forma deles de exteriorizá-las. Eu não gostaria de ter de conviver com pessoas que exteriorizam suas fraquezas dessa maneira, mas imagino que a minha forma de exteriorizar as minhas dificuldades atraia pessoas com esse padrão comportamental - digo isso porque não foram somente esses 3 namorados que tive que são carentes, inseguros e submissos, mas a grande maioria dos homens que demonstram qualquer interesse sexual por mim tem esse perfil -, então, por favor, me ajude a me tornar a mulher que o homem que eu desejo quer estar. E como eu não aceito tratar as pessoas mal e muito menos ser tratada mal, eu vou ficar sozinha até que isso aconteça. Amém!"

Engraçado é que os Bullies acham que só porque atendem ao padrão internacional de macheza, isso fazia dos outros maricotas e por isso eles tentavam moldá-los ao seu jeito. Eu sempre que via o programa pensava que o fato deles malharem, e terem a necessidade de provarem que são fortes só deixava claro para mim o quão inseguros eles eram.

E eu faço isso! Tenho certeza que tem a ver com a não aceitação da minha própria insegurança. Mas o que deve ser feito já não sei!

Existem aqueles que foram discriminados, como o próprio Mayhem, que depois se tornou um lutador de MMA profissional e hoje ajuda aos oprimidos. Mas e o Bully que não transcendeu a barrera do preconceito e apenas respeita suas vítimas por ter estado em seu lugar. O que deveria ele fazer? Afastar-se e viver no seu mundinho particular com pessoas que demonstram insegurança como ele o faz?

Vejo em esse ensaio que existem 3 tipos de homens no mundo:

1- Os inseguros que tentam agradar a todos.
2 - Os inseguros que tentam desagradar a todos.
3 - Os inseguros que aprenderam a lidar com sua insegurança e a enfrentam.

Acordo com Deus pós-reflexão: "Deus, me ajuda a aprender a lidar com a minha insegurança, a enfrentá-la e a me tornar uma mulher do tipo 3, que namora com uma cara do tipo 3 também.
Por favor me ajude a ser a mulher que o homem que eu quero quer também! Amém!"

27 abril 2011

Procurando cabelo em ovo.



TPM é uma merda mesmo né?
Quando a gente pensa que tá bem, que se resolveu.
Quando a gente pensa que tá feliz com o nosso trabalho, com a nova terapia, com o curso de francês, com a família e os amigos vem a porra da TPM dizer que você na verdade está sozinha e louca de vontade de transar.
E pior, que isso não vai acontecer tão cedo. Porque agora você resolveu dar uma de mulherzinha que cresceu e não se sente a vontade de dar pra qualquer um!

Desde quando???????

Cadê a adolescência de fodas despreocupadas?
Cadê a juventude de beijos, peitos e pênis?

Será que se eu tivesse tido uma juventude de beijos, peitos, pênis e fodas despreocupadas hoje eu seria menos mulherzinha?

Tá certo que eu sempre tive critério, mas agora estou criteriosa D+!!

1- Tem de ter um sentimento.
2- Temos de nos conhecer bem. (pra lá de ano)
3- Tem de ter uma aura de bondade e paz (????)


Eu preferia quando a minha maior preocupação era se media em torno de 21cm. Se tivesse isso tava bom!

Mas agora... agora não... além disso ainda tem os critérios! Assim fica quase impossível de encontrar alguém que me coma!

Acho que homens não tem tantos problemas em getting laid porque eles só querem que tenha uma. Sem muitos critérios. Sem restrições!

Era melhor quando eu pensava como menino. A vida era mais simples!
Mas mais uma vez, a porra da TPM impede.

Deixa eu explicar o que acontece na TPM para os que não sabem:

A gente fica carente, o mundo fica mais pesado. Sente dor, e com isso fica mais pessimista.
Acho que vem algo com a TPM também que diz que nós estamos aqui para procriar, e isso não está acontecendo. E que como essa é a sua missão, e como você não a está cumprindo você FALHOU!
E a principal causa dessa falha seria você não ter com quem procriar.

Ai TPM é triste D+!

Eu estava bem! Mas aí você começa a sonhar com a merda dos príncipes das comédias românticas, e lembra que você tenta fazer com que todos os caras da vida real turn into the guys from comédias românticas.

Aí você lembra que precisa mais ainda da terapia e como a sua evolução espiritual ainda está no início.

Mulheres se preocupam muito com evolução espiritual! Homens nem tanto.
As vezes eu penso que queria ser homem.
Mas aí a gente lembra do pastor dizendo pra não blasfemar.
Mulheres carregam muita culpa também!
" Se eu vim mulher tem uma razão para isso... talvez até para pensar melhor nos sentimentos alheios".

Aí lembro dos namorados bichinhas que eu tive e quão pouca paciência eu tive com a dificuldade deles.

(Culpa outra vez!)

Aí justifica-se o porque de não conseguir um parceiro para cumprir a minha função de procriadora e cumprir com a missão de Deus: PORQUE EU SOU UMA PESSOA HORRÍVEL!

(Toneladas de culpa agora).

Viu porque a TPM é muito pesada?

A gente entra num processo destrutivo. E lembra dos livros espíritas que leu e dizem que almas irmãs são muito difíceis de se encontrarem, que geralmente as pessoas se casam no plano carnal por vícios antigos de procurar sempre umas as outras, muito poucas por serem almas amigas, e quase nenhuma por ser almas gêmeas... ou algo bem parecido com isso.

O que torna a minha probabilidade de encontrar alguém especial espiritual absurdamente menor. Ou seja, FUDEU!

É melhor eu me transformar em algum tipo de workaholic, tentar fazer algum bem pra sociedade, e esperar a evolução espiritual que vai levar tantos e tantos anos para acontecer.

Ai a TPM tira as minhas forças.

Maaaaaaaaaas, como Deus é maravilhoso, enquanto eu escrevia esse testículo, recebi de um site de horóscopo a minha previsão que começa no dia de hoje:

PROCURANDO CABELO EM OVO

Vênus em quadratura com Mercúrio natal

DE: 27/04 (Hoje), 21h33
ATÉ: 06/05 , 23h22
Ocorrido anteriormente em: agosto/2010







"desarmonia que envolve Vênus no céu com o planeta Mercúrio do seu mapa entre os dias 27/04 (Hoje) e 06/05 não é um conflito grave, Natalie, e diz respeito a alguns conflitos internos relacionados à sua forma de vivenciar o amor. É possível que, neste momento, você venha a questionar mais a sua vida afetiva, percebendo de forma mais intensa as suas insatisfações. Mas o problema neste período é que de nada adiantará muito pensar, pensar e pensar. O excesso de especulação neste momento não melhora a sua vida amorosa, e pode até torrar a paciência alheia, se você ficar falando demais sobre isso. Uma tendência natural deste momento é ficar fazendo "discussão de relação", quando se está namorando, e nem sempre são discussões que levam a algum lugar. Diz-se, inclusive, que após dez minutos de conversa, é provável que o foco do assunto seja perdido, e aí as pessoas passam a discutir milhões de coisas outras, liberando traumas e coisas que não têm nada a ver com a relação em si. Que tal não complicar?"

Viu? Tudo resolvido! Não era TPM, são só os meus planetinhas em desarmonia!


07 abril 2011

Lover, You Should've Come Over...

Tem sua comicidade sofrer por amor.
Sofrer por amor é quando a dor vira poesia cantada ou escrita, tanto faz.
É diferente de cisma.
Sofrer por amor tem fundo musical.
Quando agente sofre por amor, a gente não sofre sozinho.
Alguém já compôs a poesia que coloca o choro para fora.
Alguém já escreveu as palavras certas que gostaríamos de berrar.
E o melhor de tudo é que, mesmo depois de tantas pessoas, poesias e canções, o leigo ainda arrisca e acerta.
Sofrer por amor...A melhor opção é sempre amar, mas é preciso mais que amor para amar.
E talvez eu seja jovem demais pra impedir que um bom amor dê errado.



Amor, Você Deveria Mudar de Idéia.
(Jeff Buckley)

Olhando pela porta eu vejo a chuva cair sobre as pessoas de luto
Desfilando, num velório de tristes relações, enquanto seus sapatos se encharcam com a água
Talvez eu seja jovem demais
Pra impedir que um bom amor dê errado
Mas esta noite você está na minha cabeça então (nunca se sabe)

Estou acabada e faminta por seu amor
Sem jeito de alimentar-me
Onde você está esta noite? Amor, você sabe o quanto eu preciso
Jovem demais pra esperar e velha demais pra jogar tudo pro alto e correr

Às vezes um homem se deixa levar
Quando ele sente que deveria estar tendo sua diversão
E muito mais cego pra ver o estrago que ele causou
Às vezes um homem tem que acordar pra descobrir que, na verdade,
Ele não tem ninguém...

Então eu esperarei por você... Esperarei ansiosamente
Verei seu doce retorno ou aprenderei?
Amor, você deveria mudar de ideia
Porque não é tarde demais

O quarto é solitário, a cama está pronta
A janela aberta deixa a chuva entrar
Ardendo no canto está a única que ainda sonha que te tem por perto
Meu corpo se contorce e implora por um descanso que nunca virá

E nunca acaba, dou meu reino por um beijo em seus ombros...
E nunca acaba, toda minha fortuna pelos sorrisos dele quando eu dormia tão calmo em seus braços...
E nunca acaba, todo meu sangue pela doçura de seu sorriso
E nunca acaba, ele é lágrima que escorre da minha alma eternamente

Talvez eu seja jovem demais pra impedir que um bom amor dê errado
Oh... meu amor, você deveria mudar de ideia...
Porque não é tarde demais...

Bem, eu me sinto muito jovem pra esperar
e muito mais velho pra jogar tudo pro alto e correr
Muito surda, burra, e cega pra perceber o estrago que causei
Doce amor, você deveria mudar de ideia
Oh amor, eu estou esperando por você

Amor, você deveria mudar de ideia





Ontem eu estava vendo um programa na TV sobre o hotel rústico mais luxuoso para casais super aparixonados em lua de mel. Era uma cabana de 290m² em Montana (?) nos EUA.
A responsável pelo marketing do hotel estava mostrando a PONDEROSA, qué seria o Top Super Ultra Mega Power Delux Cabada que eles oferecem.

Era uma cabana com 3 quartos (?), a sala tinha um pé direito de 3 metros de altura, uma mesa de jantar com 12 lugares, mesa de café-da-manhã, para subir na cama você precisava pisar num banquinho de tão alta que ela era.

Além das questões básicas do tipo: Pra que 3 quartos, 12 lugares na mesa, cozinha (????) se é só pra um casal? Em lua de mel????

E se esse casal Ultra Mega Power Super Rich não estiver feliz? E se quando eles chegam, a Super Exclusiva Privativa e Única vista para a fauna e flora local fica cinza por que na verdade eles não se amam?

Será que o munda tá ao contrário e ninguém reparou?

É amor D+? Dinheiro d+? Desperdício d+? Exclusividade d+?

OU esses casais se amam muitissíssimo mesmo pra gastar USD 3.295/noite nesse lugar ou eu não sei o que é!

A resposta veio da própria diretora de Marketing do hotel. "As pessoas vem aqui para ter uma experiência rústica"

Ilusãozinha cara não?

02 abril 2011

Por que quando eu escuto isso lembro de você?




Assim como você existem milhões por aí!

Mas seria possível alguém tirar meu ar como você faz?
Seria possível alguém tirar minhas melhores palavras, desejos e carinhos?
Seria possível alguém me fazer sentir o que eu nem acreditava existir?
Seria possível alguém me causar essa vontade de estar e calada ficar?

O meu coração bateu mais forte, eu brincava com a comida olhando pro nada, eu senti saudade, eu fiquei confusa.

Seria possível eu gostar mesmo de alguém?
Seria possível ser você esse alguém?
Seria possível ilusão? Neurose? Padrão?

Meu coração ainda está sangrando. Eu quero fazer parar, mas meus dois únicos antídotos...Você, que não me quer; e a vida que me fornece segundo a segundo pequeníssimas doses da morfina dos corações partidos. E com sorte passam-se os dias. Alguns mais angustiantes com minutos mais espaçados, outros mais rápidos com um sorriso atilacrimático.

Só quero te abraçar. Sentar do teu lado e ver nos seus olhos que tá tudo bem. Que no fundo no fundo eu não errei. Que a culpa não é minha. Que as coisas são assim mesmo, e lá na frente - talvez, quem sabe - dê tudo certo entre nós. Me convencer que não há o que fazer. Que é isso e ponto. Que todas as cartas de amor são ridículas, e se não fossem ridículas não seriam cartas de amor. E que essa é uma ridícula carta de amor, justamente como ela deveria ser.

Porque, assim como você, ele não sabia amar.