24 janeiro 2011
And I'm so tired I can't even cry...
What It Is?
I can see you ahead of me
But I'm not always forward thinkin'
I tell you what you want to hear
It depends on what I've been drinkin'
Cuz everything I do or say
Makes it hard for you to stay
We both know what it is
Nowadays we talk to much
Like you're forgetting all the good shit
You decide what's wrong wit me
I always used to let you say
But now I like to think out loud
Your runnin' with some different crowd
We both know what it is
I don't know you anymore
Supposed to be the man
That I live my life by
And your attitude become a bore
And I'm so tired I can't even cry, cry
Mr ultra-sensitive
I'll never let myself forget you
Messed each other up you know
So I'm sorry if I upset you
Tomorrow is another day
So I'll call you 'cuz that's ok
We both know what it is
I don't know you anymore
Supposed to be the man
That I live my life by
And you're attitude become a bore
And I'm so tired
I can't even cry, I can't even cry
Relationship dosen't remain
We resonate on different flames
I could cut you down again
If you was like all other men
If you were like all other men
I know that I could shut you down again
But my friend, but my friend
I don't know you anyomore,
supposed to be the man, that I live my life by, I live my life.
You're attitudes become a bore,
And I'm so tired, I can't even cry.
I don't know you anyomore,
supposed to be the man, that I live my life by.
You're attitudes become a bore,
And I'm so tired, I can't even cry.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
20 janeiro 2011
Cientista espiritual.

"Se você libertar todo esse espaço na sua mente que está usando agora na sua obsessão por esse cara, vai descobrir um vazio ali, um espaço aberto... uma entrada. E advinhe o que o universo vai fazer com essa entrada? Ele vai entrar... Deus vai entrar... e vai encher você com mais amor do que você jamais sonhou. Então pare de usar o David para fechar essa porta. Esqueça isso."
"... você tem de parar com essa mania de querer controlar tudo."
"[...] você é uma mulher poderosa e está acostumada a conseguir o que quer da vida, e não consegiu o que queria da vida nos seus últimos relacionamentos, e isso te deixou toda travada. O seu marido não se comportou como você queria que ele se comportasse, e o David também não. Dessa vez, a vida não fez o que você queria. E nada deixa uma controladora mais puta da vida do que a vida não fazer o que ela quer. (essa última frase me fez dar gargalhadas!)"
"Eu queria pedir um tempo, pedir para todo mundo PARAR até eu conseguir entender tudo."
"Não há problema tão sério no mundo que não possa ser curado com um banho quente, um copo de uísque e um livro de preces."
"Relaxar, obviamente, é uma empreitada assustadora para aqueles de nós que acreditam que o mundo só gira porque tem uma alavanca em cima que de nós mesmo giramos e que, se largássemos essa alavanca por um istante que fosse, bem - seria o fim do universo."
"Mas, em seguida, me pergunto - com todo meu afã incansável, com todo meu fervor exaltando e com a minha natureza estupidamente faminta: o que devo fazer com minha energia então?
Procure Deus [...] Procure Deus como um homem com a cabeça em chamas procura por água."
Eu já me encontrei com Deus algumas vezes. Encontrá-lo não está sendo bem o problema, mas manter-me no estado de graça sim.
. Não sei bem o que passa na cabeça de crianças normais. Mas qualquer pessoa que me conheça um pouco sabe que sou um adulto estranho, e não era uma criança muito diferente disso. E
essas reflexões me fizeram lembrar, por algum motivo que não sei bem qual, de algo que verdadeiramente me fascinava quando eu era criança: Eu sempre gostei de andar de carro, ônibus ou qualquer coisa que se movimentasse e eu pudesse continuar parada. Era como seu eu tivesse atingido o estado de plenitude no qual você se movimente, mas sua mente está em outro lugar. Como se eu concordasse com a vida, e aceitasse que ela vai continuar passando e me preocupasse mesmo em divagar sobre o que é belo, criar teorias e chegar a conclusões. Os meus melhores textos surgem no ônibus. Sempre que tem algo me incomodando, geralmente o insight vem dentro do carro, no avião, quando sou obrigada a aceitar aquele tempo que estarei "presa" lá para algo útil. De uma maneira mais simplificada, eu diria que dá pra pensar na vida.
Sempre que olhava para trás eu via muitos carros no trânsito. E me divertia pensando que na verdade, o que eu estava vendo não eram carros. Na verdade, dentro de cada carro tinha uma pessoa, que ia para um lugar diferente do que eu ia. E como pode haver tantas pessoas e tantos lugares diferentes para tantos carrinhos irem? E depois eu pensava: elas não só vão para lugares diferentes. Essas pessoas tem nomes diferentes. E fazem coisas diferentes de mim todos os dias. O trabalho delas não é o mesmo trabalho dos meus pais. Os pais delas não é o mesmo dos meus pais, e a prova disso é porque eles não são meus tios. Poquer se fossem, eu os conheceria. Como pode haver tantos trabalhos, e tantos pais e tantas ocupações diferentes para tantos carros? Como que isso funciona? Quem criou isso? Quem que diz pra onde elas vão? E do que vão gostar? Nesse ponto eu já tava doidinha e decidi parar de pensar nisso se não ia enlouquecer.
Quando eu perguntava isso pros meus pais eles diziam que era Deus. Vou te dizer que até hoje é difícil pra mim de acreditar que foi ele mesmo. Deus hoje pra mim é uma união. De todos. Tá muito mais para uma energia que pra mim arquiteto. E pra mim quem projetou isso tinha de ser arquiteto.
Esse tipo de pensamento não me fascina mais tanto assim. Eu viajei um pouco, conheci outros lugares, e descobri que é assim mesmo. Muita gente, muitas combinações diferentes. Existem mais de 2 tipos de profissões. Então basicamente cabe todo mundo.
Mas o que faz com que as pessoas escolham esse ao invés daquele trabalho? O que faz com que as pessoas se acomodem e não queiram mudar? O que faz com que a gente decida tomar uma atitude em detrimento de outra? Como os psicopatas são formados? Qual a sequência de acontecimentos na vida de uma pessoa que a levam agir de forma cruel ou condescendente? Como funciona a cabeça de pessoas que não pensam tanto quanto eu? Como pode ser simples não pensar? COMO ELES CONSEGUEM?
Porque existe gente que consegue. Me falaram que elas existem. E atualmente estou tentando encontra-las e aprender um pouco.
Eu costumo chamar essa paz de espírito, e todo o processo de infinitas coincidências que levam a ela de Deus. Quando as respostas vêm. E a gente fica calmo. E a mente está satisfeita. Feliz.
Eu não sei em que livro escreveram todas as respostas. Acho que a vida só de sacanagem espalhou trechinhos por vários lugares só pra me fazer procurar. Mas no livro de hoje eu encontrei uns pedacinhos. E mais um deles que ficou faltando diz assim:
"Seja a cientista da sua própria experiência espiritual."
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
19 janeiro 2011
Minha amiga Dani.
A Dani parece um guinomo. Ela tem 1,49m, cabelo colorido e sorriso largo. As roupas dela sempre chamam muita atenção - no melhor estilo 'O que é um pontinho colorido andando no meio da rua?' - e ela sempre tem algum elemento surpresa na indumentária, seja uma bolsa do Miró, uma camiseta da Frida, um tênis com pelo menos 5 cores fluorescentes. Ela sempre consegue chamar a atenção independentemente da baixa estatura.
A Dani normalmente não fala coisas agradáveis. Quero dizer, ela diz coisas agradáveis, mas também não poupa ninguém das coisas desagradáveis. E eu que o diga! A minha bailarina não terminou de ser desenhada até hoje!
Para quem não sabe a Dani era minha professora de pintura. Naquela época - eu tinha 16 anos - e estava desenhando uma bailarinha. Eu já tinha feito outros desenhos e tava me interessando bastante por arte e decidi procurar um curso. Aí cheguei até o lugar que a Dani trabalhava. E em nosso primeiro contato, fui eu toda feliz e contente como qualquer leigo se sente ao produzir algo que possa ser considerado um pseudo-projeto-de-desenho e não somente um racunho em si, falar com " a professora de desenho". O laudo pericial condenou completamente meu anteprojeto: o eixo tava errado, a posição do braço não condizia com a realidade, o traço estava picado d+, a sombra pobre. Em suma: Tava uma merda!
Olha vou dizer que decepção foi pouco para o que senti naquele momento. Eu senti como uma flor que você arranca do solo e depois coloca ela na frente de uma fornalha a 1200ºC. Eu murchei! E piooooor, traumatizei tanto que nunca mais consegui enconstar na bailarina! Eu pintei algumas coisas consideradas boas depois, inclusive ganhei alguns prêmios, mas a bailarina, meu bem, continua até hoje intocada! (Vou botar uma foto dela aí para vocês verem!)
Mas aí você pensa comigo: Porra, quem vai querer ser amigo desse filhote de diabo destruidora de pseudos-projetos-de-desenho com sorriso largo e coberto de porpurina? Eu!
Não que ela não destrua os pseudos-projetos-de-desenho. Não que tenha sido só comigo - pode perguntar pra qualquer aluno dela. Todo mundo tem um trauma pós-primeiro Dani -, na verdade o foco da Dani não está nos pseudos-projetos-de-desenho. O foco dela está nas ilusões. Sabe aquelas ilusões gostosas que a gente adora alimentar e se lambuzar de tanto se enganar? São um prato cheio para ela! E agora que ela está fazendo mestrado em Psicanálise, filho, tá foda ligar para ela se lamentando a respeito do que quer que seja!
Não que você não queira matar e dar pros cachorros comerem quando ela faz isso. Porque é muito (muito) irritante ver todas as ilusões que você esmerou por dias, meses até anos, serem lavadas com água e sabão freudianos assim: De uma hora pra outra!
Não que ela não seja odiada por muitos. E que não tenha arrumado, e ainda arrume, muita confusão por ser quem e como ela é. Mas é que a Dani é a Dani. E ela tem tanto orgulho disso que nem se incomoda em se envergonhar ou se preocupar com os outros.
Na verdade a minha teoria sobre a Dani chama-se "Tão Você" e diz assim:
Tão você. Você é tão você em qualquer situação, porque você tem muito orgulho de ser quem você é. Quando a gente se envergonha de quem é, a gente tende a mudar de acordo com as pessoas para parecer mais bonito um pouco. Mas você não.
Claro que ela tem muitas outras qualidades. Que acho melhor chamar de características, pois elas são muito peculiares:
A Dani consegue ser a pessoa que mais acredita piamente em algo hoje e amanhã mudar de idéia. Não que ela seja influenciável. Mas ela é um misto de rigidez e flexibilidade. Quando ela acredita, ela acredita mesmo em algo, mas não ao ponto de negar burramente algo que obviamente o contradiz e detém a razão.
A Dani quando ela fala essas coisas ela fala com carinho. E sempre reconhece quando você faz algo legal. Seja a blusa que ficou bonita ou uma superação pessoal tipo vencer-os-seus-medos-e-atingir-um-objetivo-mega-importante.
A Dani escuta com interesse genuíno tudo que você tem a dizer.
A Dani sempre diz quando não gosta. E isso ajuda muito a aprender a confiar nela.
A Dani chora com você se for preciso.
A Dani vai te buscar onde você estiver para te defender da sua mãe que acabou de descobrir da pior maneira possível que você é lésbica e está tentando te bater.
A Dani revê as crenças dela e continua sendo amiga e gostando mesmo depois de descobri que você é gay.
A Dani te leva a exposições de artes e explica toda a história do pintor e de qualquer outro que você perguntar. E com isso te poupa de ler 3 ou 4 livros para entender um quadro.
A Dani esquece que eu já tenho 23 e sei me virar sozinha. Ela ainda se sente responsável por mim.
A Dani consegue se responsabilizar tanto pelos outros, que faz com que a gente se importe com ela também. Mas não no sentido de ficar preocupado com o que ela pensa da gente - até porque isso ela geralemente fala sem a gente muitas vezes consultar (nesse caso as coisas boas. Acho que as ruins que a gente deve mudar ela sé perde tempo mesmo com os amigos) -, mas no sentido de querer bem.
A Dani se torna eternamente responsável por quem ela cativa. Aliás, acho que o Exupréry escreveu isso pensando em você.
Te amo muito, desde quando você destruiu minha primeira ilusão.
Continuei a te amar naquele momento difícil para todos nós no Madame Butterfly.
Reafirmei meu amor quando viajamos juntos em outubro e destruistes mais um pouco das minhas ilusões.
Declaro isso agora, depois de ir na astróloga que você indicou e começar, finalmente, a escrever.
E continuarei a te amar por todos os caminhos montanhescos, empedregulhados e tenebrosos que ainda percorreremos.
Lembra disso nesse ano de planetinhas confusos. E leva uma cópia no bolso pros momentos difíceis de Nextel fora de área!
Abraço-te Carinhosamente com todo o amor que há em mim,
Nany!

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
16 janeiro 2011
2011 messange's.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
11 janeiro 2011
Cartas para Rafael: Oi Rafa.
Oi Rafa,
O que tá me matando é achar que nunca vou ouvir o que passa aí dentro.
Não sentir mais o coração ficar quentinho e transbordar quando te via.
Sentir seu corpo magro sendo esmagado por mim. E você meio sem jeito. De um jeito pela metade que é todo seu.
Foram os anos que passaram e eu não percebi que, na verdade, ser receptivo, e lembrar de tudo que foi dito não significam necessariamente conexão. Muito menos interação. Reciprocidade.
Não ter notado que quem ligava era eu. Quem procurava era eu. Que da sua parte já havia acabado há anos.
Um misto de traição e culpa. Por não ter ouvido de você o mal te fiz pra fazer você se afastar. E se não fiz nada, o que te deu o direito de tirar meu direito de me importar? E principalmente por não ter tido maturidade suficiente para perceber o que estava acontecendo e para onde estávamos caminhando.
Dor por pensar em você agora e meu coração ficar apertado.
Vergonha e raiva por não ter gritado o tanto que eu queria nem ter te socado até doer.
Tristeza e confusão. Por estar com o coração apertado e ferido e não ter conseguido chorar. Logo eu.
Mais tristeza ainda por achar que nunca vou conseguir saber.
Desolada por acreditar que não sou especial para você. Não mais.
Ansiedade por pensar que o que passa aí dentro não vai agradar meus ouvidos. Muito menos satisfazer meu ego.
Medo por ser isso ou não ser nada. E não ser nada.
Certeza de que todas as verdades são apenas velhos clichês. As mentiras é que conseguem, às vezes, ser originais. E que prefiro uma verdade/clichê que doa a uma mentira que mate. De que não será saboroso. Mas bom.
Estou com ódio por estar passando por tudo isso. Por estar escrevendo este e-mail. Por não conseguir meter a mão dentro da porra do peito e arrancar você sem tirar o meu coração junto.
Porque em verdade eu não quero. Eu não sou de morrer assim. De uma vez. As coisas vão minguando. Diminuindo. Decepcionando. Até que um dia, quando eu vou procurar elas não estão mais lá.
Que os dias vão passar, e o buraco com o cofre que te leva vai afundando, afundando até eu olhar pra você e não sentir mais nada.
Eu confio. Infelizmente não mais na amizade. Mas no caráter. Na integridade que sei que estão contigo aonde quer que você vá. Então eu te peço que você diga o que tá passando aí dentro.
Mesmo que você a tenha dito. Repita. Como um último gesto de amizade. Repita. Pois não to conseguindo seguir em frente. E não gostaria mesmo de deixar enterrar alguém que ainda está vivo.
Ouvir que você não queria ficar comigo doeu. Foi chato, mas tudo bem. Get over it.
O problema foram os sentimentos que vieram depois disso e que não tinham muito a ver com isso.
O problema foi hesitar em te dizer algo. Pra você!
O problema são as horas de sono que ainda não tive.
O problema foi não ter sido completamente honesta. E ter de enfrentar a honestidade ou, ainda pior, o silêncio alheio.
Eu não tenho mais confiança de que você não vai me magoar. Eu não sei mais em quem você se tornou, e nem se o que eu sinto é por você mesmo ou por alguém que já não existe mais.
Eu só queria a chance de enxergar. E o direito de decidir se vale a pena continuar sentindo ou se é melhor só lembrar. A chance de poder ajudar. Logo você que eu sempre gostei tanto. Logo você, que eu sempre gostei tanto.
Entendo que você queira e precise viver situações para se encontrar. Mas é que ta muito difícil de aceitar que pra isso eu e você não possa mais existir.
Eu sei que estou te pressionando. Mas não se preocupe, pois não se tornará uma constante entre nós.
E agora? Agora sim.
Abraço-te carinhosamente, com todo o amor e e parte da dor que há em mim.
Nany.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
Cartas eletrônicas 1.

Olá,
Eu gostaria muito de já ter atingido o nível de tranquilidade espiritual no qual eu conseguiria esperar o tempo necessário para te dizer essas palavras pessoal e verbalmente. No entanto, ainda não consegui. E é por isso, que hoje você ganha um e-mail.
É sabido por mim e por você o quanto eu preciso de sua ajuda nesse momento. Na terça-feira conversamos sobre dois assuntos aque para você poderiam até parecer não muito importantes, no entanto estes são a razão do meu viver: Abrir a minha empresa e motivar as pessoas.
Engraçado que já estou há alguns anos procurando uma palavra que descrevesse o que eu mais gosto na vida. Pensei em ajudar o próximo, desenvolvimento pessoal, terapia, mas nenhuma delas resumia mesmo as idéias ainda abstratas de dentro de mim. Daí você veio com essa palavra: MOTIVAÇÃO. Era isso!! Como não havia pensado antes?
Tudo que faço - especialmente nos momentos de desespero - é procura saber mais o porque de eu estar me sentindo assim e saber como melhorar aquela situação. A todo momento de dor e tristeza tudo que faço é tentar me motivar a melhorar. E não é sem muita dor ou sofrimento que tenho obtido algum progresso. Mas isso ainda não me é suficiente. Quero mais. Quero expandir. Quero que saia de mim e chegue aos outros. Quero que se torne tão grande que exploda, manche, suje e contamine a todos. Pois, não sei se você se lembra, ao final de nossa noite, motivar mesmo eu só tinha motivado a você. E você motivou o Andreson, que motivou o Cabral, que por sua vez adotou a Naiara, que ajudou o Ricardo.
Ainda não é sabido, no entanto o torno público neste momento, que desde já lhe sou grata e admiro. Grata por me ter ajudado a encontrar essa palavra danada que tanto procurava; e admiro seu exemplo - que pretendo para sempre seguir - de dizer a verdade. Obrigada.
Devo dizer que, se disposto a ajudar, aceitá-lo-ei sim, e de muito bom grado, mas sob algumas condições: Se o fizer, faça porque sabes que tenho um potencial enorme e mereço ser ajudada. Faça por amizade e caridade. Faça por vaidade, pois serei a melhor aluna de todos os tempos. Faça por dedicação e respeito. Faça porque podes e queres. Faça pelo orgulho de minha conquista, que farei questão de honrar com êxito. Faça de coração.
Porém não se sinta culpado se não se sentir plenamente a vontade em fazê-lo. Saiba que chegarei lá de qualquer maneira. Claro que ao me ajudar você pode evitar que eu leve a falência, desnecessariamente, 3 empresas ao menos antes de obter o sucesso que conseguiria com sua ajuda e experiência.
Sinto muito por ter nascido 3 décadas depois. Mesmo. No entanto, vem aí mais um motivo para desde já lhe agradecer. Há muito tentava eu resumir em uma descrição única o tipo de homem e pessoa que me encanta. E mais uma vez, me ajudastes a fazê-lo. Busco, sempre busquei e admiro muitíssimo a verdade. Simto-me segura em sua presença. E é com ela que quero estar. Claro que a diferença de hábitos, costumes, e experiências tem para mim o peso de uma tonelada. Mas verdade é que sempre vivi com uma pessoa muito mais velha que eu, e me conheço o suficiente para saber que ao me relacionar vivo muito da vida do outro também e não gostaria de partilhar de responsabilidades e rotinas de alguém assim. Quero ser quem sou: Uma jovem responsável; de caráter, mas ainda sim com inexperiências e inconsequências juvenis.
Mais uma vez sinto por não tê-lo dito pessoalmente. Mas verdade seja dita, sempre fui melhor com palavras escritas que ditas.
Te abraço,
Nany.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
10 janeiro 2011
Pro Guilherme.

[...]Será que alguem efetivamente pagaria para ler o que escrevo?
Como é que a gente se torna escritor?
Será que eu tenho de fazer jornalismo? Mas eu não quero fazer jornalismo. Na verdade, ser escritora isso eu já sou. O que quero mesmo saber é como ganhar dinheiro com isso[...]
[...]Ai ele pegou na minnha mão. Que engraçado, um cara de 30 anos pegando na minha mão. Achei fofo[...]
[...]Eu nem tentei me defender. Ele é muito maior e mais forte que eu. E sem oferecer qualquer reação de defesa ou asco fiquei alí parada. Imóvel. Quando ele terminou de se servir limitei-me a limpar a boca. Mirei-o com nojo e saí[...]
[...]Por que que eu penso tanto?
Ahhhhhhhhhhhhhhh Eu preciso dormir!!!
Porque eu tenho um perfil de escritora. Tá, e agora? Como ganhar dinheiro com isso?
Aliás. Como é que se formam os escritores?
Eu não queria fazer jornalismo. Será que fazendo ciências sociais eu consigo ganhar dinheiro sendo escritora?
Porque ciências sociais me parece legal. Inutilmente legal. E gosto de coisas inúteis e legais. Não gosto muito de utilidade. A arte não é útil. Ela é bela. E será que já não faz parte do exercerum papel no mundo ser bonitinho? Afinal de contas música não serve para nada. Só é bonito. Emociona. E alguns anos depois descobriu-se o quão útil ela é[...]
[...]Nosso mais profundo medo não é o de sermos inadequados. Nosso mais profundo medo é o de sermos poderosos além da medida. É a nossa luz, não nossa escuridão, que nos amedronta. Pensar pequeno não ajuda o mundo. Não tem nada de esclarecedor em se diminuir para que as pessoas não se sintam inseguras ao seu lado. Todos nós somos feitos para brilhar como as crianças o fazem. Não está apenas em alguns de nós; está em todos. E quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão para que outras pessoas façam o mesmo. Como estamos livres dos nossos próprios medos, nossa presença automaticamente faz os outros se libertarem[...] Gostaria de ter escrito isso.
Grata por ter encontrado esse texto e dividido conosco.
Boa Noite.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
05 janeiro 2011
Na falta do Freud...

- Oooooi. Que foi?
- Ai! Tô angustiada.
- Por quê?
- Não sei! Acho que por todos esses últimos dias que tenho me imposto uma rotina que não queria. Na verdade, eu até queria ter saído. Curtido, dançado. Mas foram felicidades a curto prazo. Eu até ouvi você me dizer que era melhor ter ido dormir,mas não to sabendo dosar quando devo dormir e quando devo ter algum prazer que recarregue as minhas energias. Por exemplo ontem, eu podia ter ido dormir, mas estava passando aquele programa sobre Israel, e eu achei super interessante. E quis ver. Resultado: fui dormir a meia noite.
- Bem acho que o problemas está sendo mais a rotina intensa que você segue que qualquer outra coisa. Acalme-se. Encontre um emprego perto de casa. E reestruture-se.
- Tá, mas o que eu faço hoje? Agora. Nesse exato momento pra essa angústia passar? Esse nó na garganta?
- E já não está passando?
- Um pouco. Mas ainda falta algo a ser resolvido. Eu não aguento. Não aguento essa jornada dupla. Ou trabalho ou estudo. Não do conta dos 2. Não em um trabalho que, você sabe, é um trabalho, só do estilo "paga as contas" e um estudo. Acho que se fosse um trabalho do estilo "ih! É mesmo, é um trabalho!" tudo bem, mas assim como esse não.
Trabalhar, ainda por cima longe, tira todas as minhas energias. E meu tempo também, é praticamente de 8:00 às 20:00. Porque saio de casa as 8 da manhã e só volto às 8 da noite.
- E o que você quer?
- Quero fazer a facul de ciências sociais. Pra quê? Também não sei. Talvez pelo mesmo motivo que a autora do COMER, REZAR E AMAR aprendeu italiano. Porque é bonito. Para me sentir feliz. Não que esse seja o final, mas acho que é um bom começo pra me fazer ter idéia de qual das áreas quero seguir. Imagino que nem de tudo vá gostar. E provavelmente vou me apaixonar pelo que menos espero. Mas é uma direção.
Eu não quero ir pra França agora. Muita dor de cabeça. Muito desgaste. Não quero. Quero fazer meu cursinho mesmo, 2 vezes na semana, bem devagar. Beeeeem devagar. Quero trabalhar perto de casa, pra esperar o ano de 2011 passar. Calmo. Lento. E quando chegar no final, e eu já estiver descansada, fazer um cursinho, bem rapidinho. Nada muito demorado. E passar pra UFRJ. E começar em março, ou agosto, dependendo do meu cansaço. Não to com pressa. Sei de pessoas que começaram depois e chegaram tão mais longe. Quero curtir o caminho. Não aguento mais esse ritmo frenético, de ter sempre de estar fazendo algo. De sempre ser produtiva. A minha paciência se esvai com isso.Prazo. Prazo. Prazo.
Ah! Não!
Sabe eu tava pensando vozinha?
- O Quê?
- Eu tô aqui. Achando que minha vida acabou. Mas será que na verdade não é só TPM? Eu fiquei menstruada hoje!
- Só você, Nany!
- É, eu tô ligada!
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
04 janeiro 2011
Conversa comigo mesma
Estou agoniada. Não quero mas trabalhar no que trabalho.
Só que não seeeeeeeeei no que quero trabalhar. Por que é tão difícil assim determinar?
Gostaria de poder fazer uma lista com as preferências.
1- Perto de casa
2 - Bom ambiente de trabalho
3- Carga horária de 6 horas
4- Não trabalhar nos finas de semana
5- Trabalhar com línguas
Eu preciso de terapia!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Eu fico rodando, e rodando e rodando e não consigo chegar a qualquer conclusão!
Só queria parar de sentir essa angustia e essa má vontade em ir trabalhar!
Vozinha, fala comigo!!!
- Oooooi.
- que q ta acontecendo? Por que eu to tão angustiada?
- Meu anjo, me diz o que está acontecendo.
-Não sei. Não quero mais trabalhar aqui. Sei que a rotina de trabalho me faz bem, me ajuda a me organizar internamente. Mas além de ser muito longe, acho que já deu. Não quero mais fazer isso. Quero fazer algo diferente. Quero mudar. Sentir feliz e empolgada com o que faço outra vez.
Eu sei que fico procurando algo permanente, uma felicidade externa que acho que nunca vai existir, mas eu queria ao menos ter mais de 50% de momentos felizes com o que faço. E nao 80- 20 pro que nao gosto.
- E o que está faltando para que você consiga o que almeja?
- tempo, eu acho. Em fevereiro vou começar a procurar outro trabalho que me agrade. Mas como saber qual é o certo?
- Ué, siga seu coração! Eu vou encher e transbordar, e seus olhos vão brilhar quando ele aparecer, não se preocupe. Apenas fique suficientemente quieta para me ouvir.
- E como me manter calma?
- Você já sabe fazê-lo. Confie. Temos tantos artifícios. Temos o Tai chi. Temos a alimentação. Lembra de quando a todo momento você parava para me perguntar o que gostariamos de fazer naquele momento específico?
- Sim.
- Das coisas mais simples às mais complexas?
- Sim.
- Então, é assim que se faz. O que aconteceu foi que você deixou de dá importância as pequeninas vontades e necessidades que temos, daí você foi acumulando stress e insatisfação. Por isso essa angústia toda.
- Mas como eu faço pra nunca mais sentir assim?
- Disciplina. Prática. E amor. Vamos lá. O que você quer fazer agora?
- Continuar falando com você.
- Me conte do argentino.
- Eu to apaixonada hehehehe. Senti carinho e desejo nele. Achei lindo como tudo aconteceu. Primeiro porque não estava bêbada. Segundo que não dancei até o chão como uma super sexy woman que não sou. Eu sou mais do tipo inocentemente safadinha. E foi natural. Não tive grandes esforços. Não precisei fazer nada alem do que gostaria de fazer. UHUUUUUUUL!!! E ele foi gentil. Tipo segurou a minha mão quando estávamos saindo do banheiro, e me pediu pra ir na frente. E depois, tipo que só de olhar tivemos a confiança de nos beijarmos. E o toque era bom. Carinho e desejo. E no final senti nele a mesma vontade de ficar. E o mesmo carinho ao se despedir.
Ah é... o toque. Tipo quando ainda não tinhamos ficado. Ele chegou perto - primeiro para dançar comigo, e depois para ver a msg que eu tava escrevendo para Emilia e ele pensou que eu estava anotando o nome dele pra adicionar no facebook - e pôs a mão na minha cintura. Tipo "Natural que eu ponha a mão na cintura da menina que quero ficar e ainda não fiquei. Mas peraí, ainda nem foi dito nada, mas já é tão natural que isso aconteça"
- E o que está te incomodando?
- 2 Coisas:
1- A argentina é longe pra caralho. E eu não tenho dinheiro agora pra ir.
2- Eu adicionei ele no facebook no domingo a noite, e só hoje, terça de tarde que ele aceitou meu pedido. E não mandou nenhuma mensagem. Nem um holla.
Estou insegura!
-Meu anjo. Vamos lá. Foroi 1 dia e meio desde o seu pedido e a resposta dele. Calma. E mais o que você espera que aconteça?
- Bem acho que nada pode acontecer. Com essa distância. No máximo seremos amigos. Na verdade adoraria que nos tornássemos amigos.
- Então faça aquilo que você sabe fazer. Seja verdadeira e amiga. Você é ótima fazendo amigos!
- Eu sei, mas estou com medo de ser rejeitada.
- Se ele te rejeitar, então é porque não merecia sua amizade.
- Verdade.
Crise número 2:
Preciso decidir que faculdade fazer.
Preciso trabalhar pra me sustentar enquanto não começo e depois que começar a faculdade.
Preciso decidir no que trabalhar.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
-Comissária de bordo? O que que você acha?
- O que você acha?
- Acho que preciso conversar com alguém que é e ver.
- Então faça isso.
- Mas como eu vou sobreviver até amanhã com essa incerteza?
- Bom, que tal uma meditação ou colocar naquela rádio de jazz até conseguir pegar no sono?
- Tô com medo.
- De quê?
- De não conseguir dormir outra vez. De ficar pensando. E ficar mais angustiada.
- Se acalme, faça o exercício respiratório enquanto o jazz toca. Qualquer dúvida eu estarei aqui. A qualquer hora.
- Grata.
- Nada. É sempre um prazer te ajudar a melhorar!
- E ciências sociais o que você acha?
- Vai dormir!
- Tá bom!
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
