Fabricio é o nome dele. Como meus atributos na arte da conquista são limitados solicitei a ajuda de um amigo para conquistá-lo. Ah! conquistá-lo.
Logo fui imaginando como seriamos juntos.... é difícil, mas preciso começar a assumir para alguém esse lado torto da minha personalidade: que eu comesse com o papel. Tenho pouca tolerância a parcialidade humana.
Nossa! eu me sinto muito envergonhada de dizer isso e espero sinceramente que nenhum amigo meu leia essas palavras... penso correr sério risco de perder suas amizades. Acho que depois das minhas palavras eles, de tanto me estranhar, optarão pelo afastamento dessa louca que finge ser alguém que eles nunca viram. Mas voilá:
eu transei com um rapaz MEGA gostoso no 29 de dezembro. Foi um momento de libertação que mereceria um texto inteiro se eu ainda fosse quem eu era, mas como já mudei: digo apenas que me libertei. Dei. Gostei. Repeti 2 vezes. E hoje encontro-me na paranoia infundada da minha possível gravidez. Digo infundada porque minhas certezas e dores baseiam-se no fato da primeira camisinha que usamos ter estourado. Estourou. Ele tirou. Colocamos outras 3 que funcionaram perfeitamente bem.
Lembro da fala de um amigo enquanto surtava:
- Porra, espermatozoide não é formiga não!
me rio. Digo "me rio" assim, errado mesmo, soa melhor com minha risada!
Mas nem a constatação de que espermatozoides e formigas não pertencem ao mesmo filo animal, nem sei se o espermatozoide é considerado um animal, mas enfim.... isso não me impede de acordar todos os dias pensando que estou grávida. Nem de criar histórias com o Fabricio!
O Fabricio não é o mesmo da verruga não... esse é outro! Loiro, estatura mediana, carinha de anjo.
(aliás, uma ps aqui... eu realmente tenho medo dos carinha de anjo... os bonzinhos no final sempre me dizem que se eu não fosse bonita e magra não estariam comigo. Logo eles gordos e feios... mas todos com jeitinho de bom moço)
Ai! Tô perdendo o foco... deve ser essa vergonha louca que sinto de assumir que crio histórinhas na minha cabeça....
Bom...
Na historia da minha cabeça eu sou essa jovem mulher que engravida desse caso de uma noite. Ele duvida que o filho seja dele, afinal foi uma noite só e nunca mais. Bobinho ele!!!... em pensar que o último cara que transei foi o Fabricio, o da verruga, em fevereiro. E pra uma devassa de one night stand eu até que passo muito tempo sem dar.
Bom, na minha cabeça eu lido bem com isso... na verdade fico feliz de verdade quando penso na possibilidade da gravidez. Meu coração verdadeiramente enche de amor, mesmo pensando que estarei sozinha nessa, e pensando que ele, o Mega Gostoso, acha que sou uma puta que deve dar pra todos como deu pra ele (Mal sabe ele a sorte que deu por ter um pirocão. Preciso assumir: Adoro pau grosso! E grande então! Fico louca!! Detesto pão durice peniana!) Me faturou de primeira!)
Penso que tudo bem, não posso obrigar ninguém a assumir seu papel de pai. No fundo penso que é ele quem está perdendo, quando a imagino - na história da minha cabeça é uma menina - meu olhos enchem d´água.
Nesse meio, entre estar grávida e descobrir que estou, entra o Fabricio, o da cara de anjo, começamos a ficar e depois de uns 3 meses juntos descubro que estou grávida, aquela parte do inicio toda acontece, o outro não assume, combinamos que quando a criança nascer vamos fazer um teste de paternidade e eu, super bem resolvida, vou conversar com o Fabricio, o da cara de anjo, que estou grávida, que é de outro homem, que aconteceu antes dele e que entendo se ele não quiser ficar comigo. É claro que ele vê quem eu sou, admira a minha atitude (porque nesse meio eu resolvo tudo de forma mega adulta! Me viro mesmo!!! Sem a ajuda de ninguém, mesmo me oferecendo muito!) e, justamente por isso, quer ficar comigo.
A questão é que eu não sou essa pessoa bem resolvida. Eu provavelmente morreria de angustia por pensar que a minha filha vai crescer sem pai, ou pior, que na certidão de nascimento dela não vai constar nome de um homem. Eu jamais me sentiria a altura de um Fabricio-cara-de-anjo, e sabe por quê? Eu fumo. Eu parei há uns dois anos, mas volta e meia eu volto. E qual Fabricio-cara-de-anjo vai querer ficar com uma fumante que não tem muitos modos à mesa no cotidiano? Se fosse numa festa chique, por uma noite ainda dá pra fingir ser cinderela, mas todo dia... é dificil!
E eu super não resolvo as coisas sozinha. Eu tipo que resolvo, quando estou sozinha. Mas bastou me mimar um pouquinho que viro uma criança indecisa, dependente e chata.
Aliás, preciso manifestar minha incredulidade na Cara de Anjo, apesar da minha crença nela. Ao mesmo tempo que acredito que não estou a altura de um cara-de-anjo, não encontrei nenhum bomzinho que não me apunhalasse.
Chega de confissões vexatórias por hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário