12 outubro 2012

Quando mentir é preciso

Ontem fui assistir à uma aula do Rafa em Niterói. Tive boas idéias ao longo de sua explanação:

Quero entender os acordos não ditos. O porque que o tempo todo é dito de forma indireta (acordos não ditos) o que podemos ou não fazer o que devemos ou não fazer. Quero descobrir onde aquilo que eu acredito que deveria ser entra em choque com aquilo que me é dito de forma não verbal que deve ser. Quero saber se estou ou não sozinha nisso? Será que alguém mais passa por esse conflito? Existe mais gente aí querendo aflorar e sente-se tolido desde a terna infância? (Instituições que forjam caráter e comportamento: Escolas, universidades, prisões)

Foucault estuda e fala sobre como tudo começou. A loucura foi produzida num momento histórico em que era interessante deslocar quem destoava e concentrar-los longe. (ler Foucault). O que mais foi produzido com objetivos não ditos?

Confesso que desprezava um pouco esse estudo da sociedade, mas ontem vi que movimentos coletivos ajudam a explicar a sistemática da sustentação dos processos doentios individuais.

Quero criticar os que falam difícil (lutar internamente para não passar a falar difícil com o tempo). O estudo científico fica preso ao campo acadêmico."Vocês falam muito difícil!" Será que consigo falar mais fácil? Sim, consigo. Só entendo quando é simples. 

O que preciso para conseguir isso? O que preciso para realizar o que quando criança já havia traçado como meta: Poliglota e PHD? (Poliglota: check!)

Sim, saber muito, mas saber muito de quê? Quero entender como as coisas funcionam e porque nos é tão difícil aflorar e seguir o que a vozinha diz. Quero saber como é que a banda toca, para tentar minimamente  mudar esse soneto.

Como "devemos ser a mudança que queremos ver", a primeira cobaia do meu estudo sou eu. Preciso entender como as coisas funcionam... não, não... preciso aflorar... pensar depois... organizar só no mestrado.

Mas não quero que seja doloroso.. acho que penoso é a palavra mais adequada. Como as línguas, quero que flua naturalmente. "É só não ter pressa", ela me diz. 

É um projeto de vida, bem o sei. Um projeto de vida que já começou. 

Não patinarei sobre o fino gelo das minhas inseguranças. Tão pouco explanarei sobre minhas incapacidades. A meta está traçada. A missão vai ser cumprida (lembro do funk, não consigo me conter: sorrio).

Mandela me ensinou que sou o mestre do meu destino / a capitã da minha alma. Ontem aprendi com ele a "dar la cara". A coragem pode ser forjada: pode ser mentida, num momento de medo, e pode também ser construída pela repetição desta mentira... ou acabamos apenas mentindo por uma vida toda. Como isso vai ser feito não me importa mais. Nasci frouxa. Cresci mole. Resta-me somente a dissimulação. 

I'm the captain of my fate
I'm the master of  my soul.

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