Senhor! Oh! Senhor!
Como pode tamanha dor descansar
sobre ombros já tão fatigados?
Pai, seria o amor o fardo dos apaixonados?
Seria esse o meu fardo?
Entre risos e lágrimas a ideia de vê-lo partir
(quer dizer, não vi.
Marchei sem olhar para trás)
me esmaga.
Uma amiga questionou como é possível rir.
Disse-me que sofreria sozinha, doeria em seu quarto, no escuro.
Mal sabe ela, que o escuro é pesado demais para mim.
Ela diz que é para eu chorar. "Faz o que te dá vontade!"
O que me dá vontade?
Nossa! Se eu fosse fazer o que me dá vontade,
eu pegaria o telefone agora e diria que te acho um filho da mãe
por não ser um filho da mãe em absoluto!
Que eu quero que desapareça,
já que não vai aparecer mais!
Por favor aparece, fica.
Está doendo demais.
Meu ódio maior é não poder culpá-lo pelo seu proceder.
Foi correto.
Foi honesto.
Por isso dói mais te perder.
Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar
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