12 junho 2013

Davi, meu sobrinho neto.


Ontem, foi meu aniversário. E, como em todos os anos depois que a Feijão se foi, eu não quis fazer nada. Porém no final do dia minha mãe telefonou e pediu que passasse no mercado para comprar o bolo e ingredientes para fazer cachorro quente, concretizava-se a hipótese que levantamos na semana anterior: faríamos algo, nem que fosse só um bolinho.

Assim, meio em cima da hora, convidei alguns amigos.  Na festa correu tudo bem, as pessoas conversando, meus pais vendo TV, meu sobrinho neto rabiscando o quadro branco, o chão, as paredes. Davi é uma graça. E para mim, que não entendo de crianças, uma incógnita. Davi fala uma língua estranha: “pesta” pode significar presta, como “presta a atenção!” ou “me empresta?”. A lógica do seu raciocínio permite montanhas com árvores - o que dá para compreender -, porém no alto dela tem um monte de cadeiras, quebradas. 

A noite foi confusa, ele desenhava coisas que para mim não faziam qualquer sentido apesar dos meus conhecimentos em arte abstrata. E, lá para o fim da festa, convidei-o para soprar as velinhas. Primeiramente concordou, depois discordou e no fim ficou parado bem em frente ao bolo do outro lado da mesa para tão logo o “... muitos anos de vida...ÊÊÊÊÊÊÊÊ” acabar, soprá-las.

Coloquei o que, proporcionalmente ao seu tamanho, era um balde de sorvete, no final da noite levei-o para casa. Na despedida ganhei um beijo e a noite.

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