19 junho 2013

Cartas para Rafael: Póstumas.

- Ai! Que horror! Sai de perto de mim!
- Ih! Que que eu fiz?
- Seu abraço me lembrou de como ele me abraçava. O Rafa é todo magrelo que nem você! E quando ele me abraçava fazia que nem você fez. Assim, esse abraço que cola o ombro mas não encontra o tronco. Aí eu sentia os ossinhos dos braços dele tocando as minhas costas, meio com as mãos já se posicionando de leve para sair. Ninguém me abraçava assim. Só ele.

É um abraço que não abraça em absoluto. Circula, mas não envolve. É um jeito escroto de abraçar e extremamente pessoal.

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