31 maio 2013

Estranha novidade.



Estranha essa história de estar de bem com a gente.

30 maio 2013

Se fosse desejar alguém, ele seria assim.

     


        Domingo passado, conversando com uma amiga que também tem o triste hábito de se sabotar dei um discurso inteiro sobre a maneira pela qual ela se pejudicava e por que motivo fazia isso.
        Concluí dizendo que, na verdade, o desespero de não mais se sentir abandonada faz com que ela queira alguém, mas que nunca pense a respeito de como será essa pessoa. Então, diante de tantas opções que a vida oferece, nenhuma delas parece correta, completa ou justa. Minha amiga, que é uma mulher inteligente, bonita e competente, fica perdida diante de homens bonitos, gentis, cultos, sem saber bem qual deles escolher.
        Para mim é sempre muito bom divagar sobre a vida alheia: sempre encontro um espelho que reflete minha própria imagem. Na medida que resolvo o problema dos outros, acabo resolvendo o meu também!
        Pois veja você que euzinha me encontro na mesma posição que minha querida amiga, B. Tenho esse desejo angustiante de manter uma família (digo manter, porém há bem pouco tempo diria mesmo ter. Não reconhecia a família que tinha, sua beleza bruta, suas.... como é aquela palavra mesmo que aprendi outro dia? Idiocrasias! O que é só uma forma bonita de dizer particularidades!). Quero muito, muito mesmo ter com quem dividir a vida, mas nunca pensei bem sobre como seria essa pessoa... e agora, pensando melhor, já que já tenho uma família... De repente posso me dar ao luxo de ter um namoradinho. A vida sempre foi tão séria. Seria bom encontrar alguém só para aproveitar, sem o peso da responsabilidade de um lar.
        Nesse caso, se fosse pensar em como seria meu namoradinho (pareço uma senhora  que foi jovem nos anos 20 dizendo namoradinho, mas...) o que eu ia querer?
        Bom, quereria um rapaz bonito. Não precisa ser desses de capa de revista cheios de calombos, confesso que esses não muito me atraem. Prefiro os falsos magros, daqueles que têm o corpo moldado pelo esporte do fim de semana. Braços! Gosto de bíceps torneados! Confesso, sempre gostei! Tem de ser alto, mas não muito! Mínimo de 1,75m máximo de 1,85m, com 10 cm de variação dá para fazer bastante coisa. Branco, moreno, negro, tanto faz. Tem de ter algo em particular que eu ache legal, mesmo que ninguém mais concorde. Gostava (ou ainda gosto, sei lá) desse menino que fazia umas ruguinhas no canto dos olhos toda vez que sorria, é meio bobo, mas acho legal!
        Quereria alguém com quem fosse bom conversar. Tive um namorado uma vez que, sempre depois do jantar, nos sentávamos na varanda para fumar e conversar. Ele me contava dos feriados em Israel (ele é israelense), dos seus pais. Adorava ouvir suas histórias! Normalmente passávamos o dia de folga juntos e sempre tinha assunto. Um livro que leu há 10 anos, o da semana passada. Era muito bom.
        Tem de partilhar dos mesmos valores. Roubar vai ser sempre roubar. Assim como matar, enganar, desviar, mentir. Caráter e valores não são negociáveis. O que é certo é certo, por mais doloroso e trabalhoso que seja aplicar. E era aí que o judeu escorregava.
        Os gostos podem ser variados, mas adoraria ter alguém com quem pudesse negociar. Sempre negocio com as minhas amigas. Tenho uma amiga (que inclusive vai para Irlanda mês que vem estudar! Deixou-me muito orgulhosa com a iniciativa! Ela é meio medrosa, do tipo que não tenta coisas novas! É um grande passo para ela!) a qual todas as vezes que nos encontramos comemos pizza no Pizza Hut e vemos um filme. Sinceramente não ligo para a pizza, confesso que com outras pessoas até opto por algo diferente e reservo o dia da pizza para ela, já que ela tem várias restrições gastronômicas e eu... bom, para mim tanto faz.  Porém na escolha dos filmes, aí já funciona diferente! Ela é desse tipo que gosta de filmes de animaizinhos, tipo Marley e Eu ou Winter, o golfinho sem rabo (sei lá qual o nome verdadeiro do filme). Já eu prefiro filmes... sei lá, sem animais. Então, numa vez que vamos ao cinema, ela escolhe um filme e na próxima vez que saímos quem escolhe sou eu. Porém, se está na vez dela escolher, mas estreou um filme que quero muuuuuito ver, vemos o meu e aí ela tem direito a escolher 2 filmes seguidos. Passou uma vez que eu devia tantos filmes seguidos para ela que acabamos vendo Winter, o golfinho sem rabo, o qual jamais veria, mas como devia muito, foi justo!  
        Queria mesmo poder negociar, sou dessas que não gosta muito de bebida, balada, barulho, gente suada roçando em mim. Contudo, vez ou outra gosto de tomar um porre com uma amiga, dançar como se fizesse academia todos os dias ou ir a um ballet. Sinceramente adoraria ter alguém em que pudesse confiar de ir à boate e ficar em casa lendo. Até busco na saída! Sem problemas, vale tudo para preservar vocês vivos! Confesso que não posso reclamar muito dos meninos que namorei, eles eram confiáveis, dava para deixar sair sozinhos! A grande questão é que eles não queriam! Mesmo dizendo que podiam ir, que estava tudo bem, insistiam que eu fosse! Eu acabava não indo, ou indo e a gente brigava. Chato isso. Não gosto de gente grudenta. 
        Visão de mundo é vital também. A minha?
       
        "Errado é aquele que fala certo e não vive o que diz"


Ah é, esqueci de dizer. É importantíssimo que possamos dizer a verdade. Especialmente nesses momentos que tentamos nos enganar e esconder o que realmente está acontecendo. É importante que o outro não se ofenda e saiba que aquilo que seria um "jogar na cara" nada mais é do que eu o ajudando a resolver seu problema mais rápido. Enganar-se não resolve nada.


29 maio 2013

Project Unbreakable: Sobreviventes de estupro.

        Encontrei por acaso esse site na internet com uma reportagem sobre o Project Unbreakable (Projeto Inquebrável) o qual mostra fotografias de pessoas que sofreram abuso sexual segurando frases ditas pelo violentador.

        Nesse site algumas das frases foram traduzidas, mas se pode ter acesso ao projeto todo (em inglês) em sua página.

       Acabei lendo uma por uma e infelizmente o número de fotografias é gigantesco e maior ainda de casos. É claro que tive meus olhos inundados enquanto as via (sempre assim até com comercial de margarina, literalmente! Um dia conto isso!), contudo depois de ler e reler os relatos, num misto de empatia, dor e indignação,  o que me chamou mais atenção - e considerei de influência determinante aos que sobreviveram aos abusos - foi a reação dos que primeiro receberem a notícia do estupro.

Por favor observem:
"Que coisa feia eu fiz. Não conte a ninguém!"  - Meu avô, bêbado, quando eu tinha 16 anos. * Meus pais brigaram com ele na ocasião, mas agora o convidam para nossa casa. Eles querem que eu o perdoe. Não posso!

"Ele estava bêbado. Não foi nada demais. Relaxa! - a primeira pessoa que contei.

" Ah! Tudo bem, é só um antigo trauma de infância!" - Amigo em resposta a mim ao fato de ter sido estuprada aos 5 anos de idade.
  


"Não conte a ninguém! Isso será nosso segredo." - Eu tinha 9 anos. Contei aos meus pais 16 anos depois, após uma tentativa de suicídio. Eles não disseram nada. Nunca.


"Sua força e independência fizeram de você um  desafio. Você é meu prêmio agora, como um troféu." - Meu estuprador enquanto eu sangrava na minha cama.
"Sentimos muito que isso tenha acontecido, é claro que não foi culpa sua. Nós te amamos incondicionalmente" - Meus maravilhosos pais.
"Por enquanto pode ser difícil de crer, mas um dia você será mais feliz do que jamais imaginou possível. Você é muito forte." - Minha professora do ensino médio.
(Acredito em você. Sou muito feliz agora!)
        Ser estuprada - imagino - já é traumático. Quando penso em perder a soberania de mim mesma, ter alguém controlando meu corpo, minha vivência e usando mal! Causando-me ferimentos físicos e emocionais! É uma invasão tão grande, um desrespeito. Somados à vergonha de ter de assumir que "permiti" que alguém me fizesse tão mal. Digo isso, porque - não sei vocês, mas eu - tenho a crença de que tudo na minha vida posso controlar e de que tudo depende unicamente de mim para ser solucionado e que se algo aconteceu eu poderia ter evitado. Essa certeza é derivada de egocentrismo e um déficit de humildade, ou seja, da capacidade de ver as coisas como realmente são, bem o sei. Todavia, fato é que as atitudes alheias nos são impossíveis de controlar e algumas pessoas, munidas desta certeza, utilizam-na para nos subjugar e submeter. É provável que não tenhamos meios no momento de evitar a violência, entretanto como nos sentiremos depois e o que faremos a partir disso pode sim ser moldado.

        O que escutamos imediatamente após qualquer ato de violência ou situação traumática daqueles que escolhemos confiar é determinante para reafirmar as ofensas e humilhações ou quebrar com essa inverdade.

        No momento em que os pais dessa menina brigam com seu avô por conta do estupro ao qual ele a submeteu, mas depois voltam a falar com ele, é possível que ela entenda que um grande ato de violência deva ser aceito. Não estive lá com essa menina, tampouco sei em que circunstâncias se deu essa reaproximação. Não sei se o avô chegou a pedir desculpas ou se isso faria qualquer diferença para ela. Porém, o uso de desculpas baratas, o pouco caso e a omissão são fermentos para o trauma e insegurança. Pensa comigo: Fui até alguém pedir ajuda, confusa, perdida, ferida e escuto "Isso não é nada", "Ele estava bêbado" ou pior, silêncio. Não me parece certo, nem ajuda em absoluto.

        Fundamento o que digo nessa última foto e na qual é relatado que, logo em seguida ao estupro, a menina é amparada, reafirma-se que aquilo não foi culpa dela e que ela vai superar. Tenho certeza que fez toda a diferença. Ela é a única das fotos que sorri.








23 maio 2013

Pro inferno com isso tudo!

Essa coisa de fazer jornalismo me subiu a cabeça. Cheguei a acreditar que minha opinião só teria valor se fundamentada pela de alguém mais, que meus textos só seriam lidos se atendessem a algum padrão pre estabelecido que as pessoas só gostariam deles se eles fossem cientificmente provados.

Pro inferno com isso tudo! 

Quem quiser que leia!

( queria muito! Tipo MESMO conseguir ser assim no dia a dia. A verdade é q me acovardo e quase sempre suprimo o que penso para nao entrar em conflito. Tem um preço, é claro, nada sai barato na vida! Digo pra mim mesma que estou aprendendo a ser mais humilde, é verdade, mas tem horas que se justificaria um tom mais alto. E são nessas q me calo. 

Fico pensando se dissesse aquilo que penso... A sensação que tenho é q vou perder todos so meu redor, que vou ser feia, que ninguém vai gostar de mim. Minha terapeuta aponta bastante essa questão da perfeição . O mundo é difícil perfeito, da trabalho encaixar tudo. O cansaço me assombra. Boa noite amigos.

Sobre drogas a negação de si, como elas se assemelham aos remédios psiquiátricos e aos livros.

Tenho uma amiga que passa por uma situação muito difícil. Vinda de uma cidade do interior de Goiás, ela não cabe em si. 

Não sei o que a leva a se trancar nela mesma e tampouco creio que quaisquer explicações, por mais plausíveis que sejam, resolvam o problema. 

Quando comecei a escrever esse post, fui buscar a ajuda de um amigo formado em Farmácia pela UFRJ. Trocamos e-mails, ele me recomendou textos que abordavam assuntos relacionados às drogas, a forma pela qual essas agem no nosso organismo, o porquê de tomarmos tantos remédios hoje em dia e depressão.

Não os li.

Vinicius, agradeço imensamente a colaboração. Pretendo ler tudo que você me enviou a título de curiosidade. Contudo devo confessar, amigo, que em se tratando de vida a única teoria cabível é aquela a qual é vivida e, vivendo, quis muito parar, por vezes ainda quero. 

Há horas em que o mundo parece demais. É pesado, confuso, desestimulante. Uma angústia cortante que me avassala. Tudo que penso destoa, tudo que sou não encaixa, tudo que quero não existe e desisto. Paro e por vezes ainda ferida volto a caminhar por puro desespero.

Minha amiga usa drogas. Amy Winehouse usava drogas, Chorão, o Yuri também, a Emilie. Engraçado que me sentia um pouco superior por não ter cedido aos entorpecentes como tantos que conheci fizeram. Tola! Como se os livros não fossem tão viciantes quando o álcool. É neles que me afogo. Prendo-me à teorias banais que explicam, e só.

Sempre pensei quando os via fazendo uso de drogas: "O que te incomoda tanto ao ponto de você precisar se entorpecer para parar um pouco com isso?" 

Confesso que nunca poderei responder, afinal cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é. Porém posso explicar porque drogas- e quando digo drogas incluo remédios, livros e entorpecentes em si - não vão acabar com a sua dor. Elas até dão um intervalo, para depois voltar mais forte. 

Os entorpecentes e remédios psicotrópicos agem como um bloqueador da realidade, não confrontamos o que nos incomoda porque nossos conflitos ficam bloqueados por estímulos químicos de prazer. É a felicidade na caixinha. Vivemos numa matrix  na qual alimentamos compulsoriamente nossos neurônios que, cada vez mais estimulados, tornam-se obesos mórbidos de prazer.  É um prazer artificial, sem equilíbrio. A felicidade perdura na proporção da caixa. Mas isso vocês já sabem.

Explico, também, que o sistema de consumo atual prefere que nos mantenhamos nessa situação ébria, afinal quem vai conseguir contestar o que quer que seja estando alto?


Lembro de um post no facebook que dizia algo como: "Acho que nos é estimulado o consumo de álcool para que nas horas vagas não estejamos suficientemente conscientes para criticar".


Fudi-me, eu que não sou de beber!  


Ao mesmo tempo penso no meu vicio de ler. Tão drogada quanto confesso meu deslize, e aproveito para expor que o vício é de mascarar a realidade e nada mais. Termino com essa frase de Owrell (meu mais novo herói). Ele diz:

(Em tradução livre) "Todos somos capazes de acreditar em coisas que sabemos não serem verdade, e então, quando nos é finalmente provado o contrário, imprudentemente distorcer os fatos de forma que estejamos certos. Intelectualmente, é impossível manter esse processo por tempo indeterminado: o único fato é que mais cedo ou mais tarde as falsas crenças saltarão contra a solida realidade, comumente num campo de batalha"

Infeliz ou felizmente, eventualmente confrontaremos a realidade. Ela caminha a passos lagos em nossa direção.

Amy já morreu. Chorão também. Por favor, não vai não. 

Tampouco eu tenho forças para caminhar, mas é preciso. 

Partilho agora um segredo: quando fica em paz aqui dentro, fica em paz ali fora também. Faz um pouquinho de cada vez. Só o que te dá prazer, o que te deixa feliz e depois me conta!

Se você está lendo e não me conhece, ou conhece pouco, conta também! Todos precisamos de boas notícias!

O meu amor em letras,




18 maio 2013

Gestalt, Casamento e seus Potinhos.

- Eu vos declaro marido e...bom, marido também.

Um dos principais problemas para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo está na Gestalt, ou melhor, em um de seus sete fundamentos básicos: o de fechamento.

A Gestalt ou psicologia da forma, pode ser resumidamente entendida como o estudo do processo humano de dar forma - classificar - o que vemos. E de forma  mais simples ainda, pode-se dizer que a Gestalt é o estudo dessa tendência nossa de colocar tudo em potinhos: o potinho do bonito, o potinho do feio, do compreensível e assim vai.

Mas e quando não temos um potinho específico para colocar o que estamos vendo? Oh! Céus! O que posso eu fazer?

- Dá um jeitinho, ué!

Esse "jeitinho" é a tendência que temos de completar os elementos faltantes para garantir a compreensão, também chamado fundamento básico do fechamento, muito prazer!

Por favor observe a imagem abaixo:


Entendam que o triângulo não existe, é o principio do fechamento, ou seja, é a tendência que temos de preencher com as informações que dispomos o que não compreendemos que faz com que o vejamos. Até porque,  três bolinhas sobrepostas por um triângulo faz muito mais sentido que três come-come virados uns para os outros no meio de uma folha branca.

Mas e o casamento homossexual?

Bom, tomando as linhas de pensamentos conservadoras que entendem a relação matrimonial como uma divisão de tarefas entre gêneros. Nesta linha de raciocínio, caberia ao representante do sexo masculino o desempenho de funções de ordem prática: trazer o sustento da casa, trocar a lâmpada, abrir o pote. E à mulher as funções de ordem organizacional: o remédio, o cardápio, a cortina, as crianças.

O principio do fechamento pode ser observado quando, dentro da lógica conservadora, tentamos encaixar o casamento gay, ou seja, quando tentamos colocar no potinho do casamento heterossexual, que divide (dentro da tese abordada) tarefas de acordo com o gênero, pessoas do mesmo sexo.

Parece óbvio que não se pode entender a relação entre pessoas do mesmo sexo a partir da relação de pessoas de sexos diferentes, mas... Bom, não é assim que acontece e perguntas como, mas e quem vai cozinhar? E a camisola, quem usa? Vêm à palco.

Existem muitos motivos que levam as pessoas a se casarem, seja para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, etc. Sendo assim complicado resumi-lo à divisão de tarefas/ papéis entre um homem e mulher.

Para compreender o casamento homossexual, é preciso valer-se de uma outra concepção de casamento. É preciso criar um novo potinho que entenda a união humana a partir do desejo de partilhar vivências, ideias, opiniões diariamente. E o desejo de ter filhos, como uma maneira de passar à frente valores, crenças, experiências, entre outros e não mais apenas o DNA. A divisão de tarefas e papéis passa a ser dada de acordo com as aptidões e competências de cada um, e não mais pelo gênero. Como, creio eu, deveria ser feito em todas as relações.









14 maio 2013

Cartinha de Amor.


De qualquer maneira não acho que eu vá querer falar com você outra vez...
Mas o que me decepciona mesmo é ver que estou sendo enrolada. Poxa! Diz que não quer logo de uma vez.

Não tenho problema com verdades, nunca tive. Em nenhum momento mostrei que tinha.

E aí sei lá.. eu vou ficar com alguém que queira. Assim só tá tomando o meu tempo, e o seu também.


Por favor entenda que não tem raiva nisso, só frustração.

Mentira, tem raiva sim. Eu queria mesmo que você pudesse sentir esse bolo no meio do peito e entender como é ruim estar na minha posição e ter alguém como você na sua.

As vezes eu me pergunto se na humanidade algum ainda presta...


Ontem você me falou que não gosta de hipocrisia. Bom, eu indicaria um reavaliação.

É possível que você tenha sido hipócrita comigo, é possível que não tenha sido intencional.

É possível que eles tenham sido hipócritas contigo no site, é possível que não tenha sido intencional.


Ah! Eu ia te mandar à merda, mas achei melhor desejar que se afogue em tanto trabalho e que acorde e veja que a única coisa que temos é o que vivemos.

Como você tem vivido?

Agora sim, espero que você vá à merda, se afunde muito, chegue no final do poço. Tenho certeza que lá vai encontrar o terreno sólido seja para fundamentar suas atitudes e ideias no lodo ou tomar impulso para subir.


Agora mais tranquila e com um bolo um pouco menor no peito,

Nany. (COM YYYYYYYYYYYYYY)


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Dizem que perdoar é divino, mas mandar ir à merda é fenomenal. É, mandei-o à merda.

Verdade seja dita eu nem tava com tanta raiva (ao menos não dele), mas achei que ele merecia ouvir umas poucas e boas por eu ter me deixado enrolar.

Caralho! O que mais me irrita é que eu realmente tinha boas intenções. Realmente compreendi o máximo que pude, falei com jeitinho, escrevi cartinha e depois escrevi outra. Só que desta vez, um pouco mais mal criada.

Segue o que ficou pendente no chat:

Cansei. Cansei de ser ponderada. Cansei de ser compreensiva. Cansei da minha insegurança. Cansei de tentar ser perfeita para você, Seu bosta! Cansei de ser educada. Cansei de ser comedida. Agora, agora vocês vão me ouvir!!!

Pode abrindo os ouvidos aí: Douglas, Yuri, Bruno, Augusto, Antonio (ahhhh o Antonio!), Ygor, é você mesmo, filho da puta! Ainda não esqueci aquele empréstimo não!

Pode todo mundo abrindo os ouvidinhos. Porque agora, vou estrondar!  


Eu tenho CERTEZA que ela disse que rachava a conta! E agora ta aí, o otário comprando tudo que ela pede e, pioooooooooooor, tá achando graça! "Sei lá, você pede tanta coisa!"

Estou ao contrário mesmo! Porque digo que é cavalheirismo, que se o homem não paga não tem nem segundo encontro e na hora H não dá nem tempo, já paguei a minha.

Sexo anal e boc é muito bom, desde que ela não goste! Tem de ser uma conquista, um estupro quase para ser prazeroso. Aí fica a mulé dizendo: "Não quero, tenho nojo!"

E você é o valente bandeirante que vai penetrar terrar virgens, né? Pois eu mesma conheço mulheres que já foram virgens de cú umas 20 vezes!

Tem de ser muito otário! E os fdp pagam, pagam pra ouvir mentira, pra ter esse docinho de mulher: a intocada, só por ele possuída!

Depois eu que sou romântica, por favor!

Ah! É verdade, ainda tem mais. Ela é barraqueira! Essa história de dama na mesa, puta na cama, merda nenhuma! Vivem dando showzinho, adoram um barraco, ceninha de ciumes. E-l-e-s--s-e--s-n-t-e-m--a-m-a-d-o-o-o-o-o-o-s.

SENHOR, ME SEGURA QUE EU TÔ ME RASGANDO!

Oh! Filho da puta!

Inteligente??? InteliGENTE é o seu escroto que ao contrário do seu cérebro preservou algumas células!

Na boa, eu vou mentir. Vou. Eu vou!

Vou fingir que sou burra! Vou ouvir eles falando da porra do cinema mudo falando "seje". Vou ouvir aquele inglês POBRE! Cheio de sotaque e vou dizer que tá lindo! MELHOR! MELHOR! Vou mentir o meu! Vou falar "Barra uorld" "Dere ixxxx" "Sixtem óf a daun"

Estacionar então??? PuTa QuE PaRiU! Dirigir com a mão na marcha??? Isso não é coisa de mulher!

Na boa, da próxima vez vou chamar ele pra tirar o carro da garAgEM QUE EU PARO TODOS OS DIAS E NUNCA ARRANHEI! Mas... ele está ali Tem de fazer tipo!

Mas agora eu tô mulherzinha! Agora eu faço barraco! Escrevo merda e posto no facebook! Xingo ele e depois peço desculpas! Era TPM!

Tomar no cú! Tomar no cú 100.000.000.000.000.000.000.000 vezes!

Ops! Esqueci. Eu não gosto!




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N.E.:
Escrevi isso para um garoto que estava ficando. Nem tudo é verdade, mas aproveitei meu bode, somei com a TPM e transformei em arte. Desfrutem!






10 maio 2013

Quando me emputeci com os franceses e vi que bom mesmo é feijão e arroz quente!

Paris é uma cidade escrota. Não, não. Minto. 

Paris é uma cidade linda, a Torre Eiffel é encantadora, passear pela St Michel vendo aqueles prédios do sec XIX é tão romântico! A loja da Louis Vuitton na Champs Éllyséss tem a vitrine mais Alice no Pais das Maravilhas que eu já vi! Para não falar do Louvre! Ah! O Louvre - se pusermos à parte o imperialismo e a subtração dos direitos culturais de cada um dos povos que detinham as peças ali expostas - tem um energia tão boa! O edificio por si só é uma graça. As piramides de vidro? Aff! E a história do prédio em si, com suas desconstruções e reconstruções, sempre mudando de função, mas nunca exercendo um papel coadijuvante na história francesa, sem igual.

Paris é linda, realmente, mas os parisienses... Gente escrota! Podiam sair um por um de Paris que só faria bem à cidade! Nunca tem tempo para nada, estão sempre correndo, vestidos de preto ou no máximo cinza quando querem variar. Que merda de cidade da moda é essa que as pessoas só usam preto? Que falta de criatividade! 

A vida cultural parisiense? Sim, não dá para negar, é impossível visitar um parque, sentar num café ou entrar no metro e não encontrar pessoas com um livro na mão. Impossível também não sentir a catinga, porque, Jesus: o povo fede! Nossa! Mendigo é detectado por via nasal (humana!) num raio de 5km! Nunca vi gente para feder tanto! E é um suor antigo, catinga sobre catinga. Sei lá o que é, acho que é o suor de ontem misturado com a roupa de semana passada que não foi lavada. E o pior é que tem vezes que a porra do cabelo tá molhado e o suvaco fedorento! Ihhh! Será que eles fazem que nem meu irmão fazia quando adolescente que só molhava o cabelo e dizia que tomou banho? Deve ser!

O que mais me emputeceu em Paris foi sair do meu mundo tupiniquim buscando mergulhar na mais alta sofisticação e refino humano dos que fizeram a revolução, daqueles que declararam no final do sec XVII os Direitos do Homem e do Cidadão, gente culta que entende de gente! Saí, eu índia, do meu Brasil em busca da vivência cotidiana do respeito, gastei em Euro para chegar lá e ver aquelas gotas de petróleo ambulantes passarem por mulheres com bebês carregando os carrinhos escada acima ou abaixo nos tão embolorados metrôs de Paris e não-fazer-nada! Passavam direto! Assim: nem vi! Mais rápido que o coelho da Alice! 

Para que escreveu a porra dos Direitos Humanos se não usa?

Parisiense se diz muito educado, não pode por o pé em cima do banco da frente no metro, não pode tratar que não conhece de Tu, comida tem entrée, plat principal e desserts, escolher um garçom que fale português para te atender então! Dá licença para o outro te fuzilar com os olhos seu jantar inteiro. Antes de perguntar qualquer coisa na rua tem de dizer Bonjour, mesmo que seja à tarde. 

O que parisiense não entende, é que tão estúpido quanto quem não disse bom dia, é ele que se recusa a responder à pergunta antes que o outro o cumprimente. Tão insensível quanto os que mataram na Revolução é você que deixa seus filhos, esposa e mãe carregarem as malas pesadas metro acima, enquanto anda na frente com sua mochilinha, porque tudo que você vai usar e te pertence está ali dentro! A insensibilidade é a mesma, só a intensidade que diminuiu.

Uma coisa preciso reconhecer, eles realmente tem a cultura de deixar para lá o que foi ruim e reconstruir em cima algo bom. A exemplo do Obelisco da Praça da Concórdia. 

A praça da Concórdia foi palco das execuções feitas no período mais radical da Revolução francesa. Passado isso, eles colocaram no centro da praça um obelisco para que esse não tivessem lembranças do sangue ali derramado. Maneiro, né? Mas só isso!

Olha, os franceses, especialmente os parisienses, podem até entender de boas maneira, entrée e plat, mas de solidariedade e ternura, de todo o mundo ainda não vi igual ao Brasil.  












08 maio 2013

Quando os amigos precisam de ajuda, a gente ajuda!

Amor, eu te amo! Sei que as vezes não queremos abusar das amizades, mas faz toda diferença sabermos que as temos, e vc me tem. Pra segurar a barra ou a porta do elevador, tá?

Relaxa que isso também vai passar.

Sinta as vibrações mais positivas te envolvendo.

Te abraço com todo o amor que há em mim,
Nany.

06 maio 2013

Why I´m not online anymore.

I don´t konw... I´m disappointed and hurt.

I understand you have your job and want to dedicate yourself to it, I´ve met lovelly people like this before, so kind, so distant.

I don´t blame you for my feelings, probably it´s the expectation that makes me so "injurable".

In fact, I wanna stare to this beautiful montain and say: "Look how awesome it is!" to someone but myself. I want to see the sunset and feel the sun, and be the sun. I wanna share feelings, ideas and moments. I want to have my kids playing on the living room and turn their imaginations into reality.

I know it´s not very easy to find someone who shares the same values. Educating our babies in order to be respectable and honorable people is a team group. I also know it.

It´s a long way ´til there, and that´s why I think I should start now, by choosing someone who wants the same.

You´re nice. We can surely be friends, dear.

I´ve got to confess that it´s killing me being sit and waiting untill you can, and if you can. I´m too disturbed and active and anxious for that. I have to be part of the process and be inside it, whatever the process is.

I don´t know what your problem is...

It´s not that I don´t know how to solve mine, baby. I just don´t wanna do it all alone anymore.

05 maio 2013

Porque sou uma idiota e mereço tomar no cú.

É muito chato saber que não tenho em quem me apoiar. 

Nas noites de pânico como as de hoje, quando dormir é um tormento, não tem ninguém que me conceda o alento de um abraço e sussurros de que vai ficar tudo bem. 

Me ouvindo assim falar fica claro o ponto que me equivoco, nada vem me salvar antes que eu seja capaz de salvar a mim mesma.

Parece esquisito, mas a verdade é que ninguém é capaz de me reconfortar. Só eu consigo encontrar dentro de mim o que me incomoda e mudar isso.

Queria ter uma varinha mágica que acelerasse o tempo. Queria que essa angústia, mascarada na sensação de frio, que começa no meio da barriga e sobe tronco acima e se instala no meio do meu peito passasse. Sumisse e não voltasse mais. Já tinha uns meses que não me sentia assim. 

Será possível que não canso de errar? As mesmas causas. Os mesmos efeitos repetidas vezes.

Que revolta comigo mesma! (Uffa! Felizmente passo do desespero à fúria. Nasce a chama. Raiva na direção certa faz a gente andar.)

Porra! Será possível que não aprendo?! Cigarros, pessoas de energia estranha aqui dentro. Essas pessoas entram e bagunçam tudo que levo tanto tempo para estruturar. Será possível? Mais uma vez, Natálie? Sério isso?

Vou dizer, até o cigarro conseguia equilibrar, mas as energias. Puta! Essas invadem e passeiam e bagunçam e fodem com a porra toda à nível subatômico. E aí fico eu, às 00:33 da manhã, morrendo de sono e sem conseguir dormir.

Bem que o Leo falou que minha irmã era um pouco demais para mim. 

Por que, hein? Fala! De onde saiu essa mania de me fuder para confortar o outro? 

Talvez porque eu, intimamente, desejo ser confortada também. Mas na boa, se for para ficar como estou agora, não faz não. Sempre me arrependo depois.









03 maio 2013

Prazer, Nany.

Hoje no trabalho um amigo se identificou comigo através de um texto meu. 



Foi um momento duplamente feliz. Primeiro porque ao saber que sentimos o mesmo ele não se sentiu sozinho, e segundo porque eu também não.


 É sempre complicado escrever, principalmente quando se tem um diário aberto de pensamentos como este. Indubitavelmente a parte mais dolorosa é me ouvir na boca de outro alguém que não eu. 

As vezes me pergunto: "- Por que você está tão à vontade opinando sobre mim? Porque meu texto sou eu!" (risos). 

Bom, publiquei, né?

A ideia era exatamente essa: ajudar você a não se sentir sozinho! As pessoas são loucas em suas mais diversas formas, cada qual com suas manias, hábitos e prazeres. Mas não sei dizer até que ponto me importo em me despir para que você saiba que a sua nudez não é incomum.

O mais fabuloso disso tudo é que quando tiro a minha roupa e me percebo nua, entendo que por baixo de toda indumentária há também um corpo em pelos. Fica mais fácil de decodificar silhuetas ora disfarçadas com o objetivo de esconder defeitos ora moldadas para selar verdades.

Sócrates já dizia e Platão repetiu mais ou menos há uns 3 mil anos: "Conhece-te a ti mesmo".

Prazer, Nany.

Pq quero q homens, mulheres e todos os seres q copulam morram

Pq eles nao telefonam!

Os animais têm desculpa: a ausência de um polegar opositor q os permita segurar um celular. A estrutura de suas laringes também os impede de emitir sons que reproduzam a voz humana, tá bom, vá lá! Mas e vc? Qual a sua?

01 maio 2013

Adeus II

Dá um ódio ver quem a gente gosta gostando de outro.

O peito fica apertado, num misto de ira e angústia somados ao desespero louco da vontade de possuir.

- Você é meu! - meu peito grita. Não pode olhar para mais ninguém! Só para mim! Você está aqui para me suprir, para ser por mim e para mim!

Egoísmo puro, bem o sei. O melhor mesmo seria extirpá-lo de mim como se faz ao câncer maligno, mas matar o tumor é matar você, e não te quero morto.

Tantos foram você. Tantos ainda são.

Não existe amor nisso, só apego. Carregando-os vida afora somei  tonelada em dor.

- Deixa isso pra lá! Diz meu corpo flagelado. 

Derrotada assino minha rendição, sob justas cláusulas: deixo-te ir e vou, ser feliz.