Dá um ódio ver quem a gente gosta gostando de outro.
O peito fica apertado, num misto de ira e angústia somados ao desespero louco da vontade de possuir.
- Você é meu! - meu peito grita. Não pode olhar para mais ninguém! Só para mim! Você está aqui para me suprir, para ser por mim e para mim!
Egoísmo puro, bem o sei. O melhor mesmo seria extirpá-lo de mim como se faz ao câncer maligno, mas matar o tumor é matar você, e não te quero morto.
Tantos foram você. Tantos ainda são.
Não existe amor nisso, só apego. Carregando-os vida afora somei tonelada em dor.
- Deixa isso pra lá! Diz meu corpo flagelado.
Derrotada assino minha rendição, sob justas cláusulas: deixo-te ir e vou, ser feliz.
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