05 maio 2013

Porque sou uma idiota e mereço tomar no cú.

É muito chato saber que não tenho em quem me apoiar. 

Nas noites de pânico como as de hoje, quando dormir é um tormento, não tem ninguém que me conceda o alento de um abraço e sussurros de que vai ficar tudo bem. 

Me ouvindo assim falar fica claro o ponto que me equivoco, nada vem me salvar antes que eu seja capaz de salvar a mim mesma.

Parece esquisito, mas a verdade é que ninguém é capaz de me reconfortar. Só eu consigo encontrar dentro de mim o que me incomoda e mudar isso.

Queria ter uma varinha mágica que acelerasse o tempo. Queria que essa angústia, mascarada na sensação de frio, que começa no meio da barriga e sobe tronco acima e se instala no meio do meu peito passasse. Sumisse e não voltasse mais. Já tinha uns meses que não me sentia assim. 

Será possível que não canso de errar? As mesmas causas. Os mesmos efeitos repetidas vezes.

Que revolta comigo mesma! (Uffa! Felizmente passo do desespero à fúria. Nasce a chama. Raiva na direção certa faz a gente andar.)

Porra! Será possível que não aprendo?! Cigarros, pessoas de energia estranha aqui dentro. Essas pessoas entram e bagunçam tudo que levo tanto tempo para estruturar. Será possível? Mais uma vez, Natálie? Sério isso?

Vou dizer, até o cigarro conseguia equilibrar, mas as energias. Puta! Essas invadem e passeiam e bagunçam e fodem com a porra toda à nível subatômico. E aí fico eu, às 00:33 da manhã, morrendo de sono e sem conseguir dormir.

Bem que o Leo falou que minha irmã era um pouco demais para mim. 

Por que, hein? Fala! De onde saiu essa mania de me fuder para confortar o outro? 

Talvez porque eu, intimamente, desejo ser confortada também. Mas na boa, se for para ficar como estou agora, não faz não. Sempre me arrependo depois.